"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche

domingo, março 04, 2012

A menina, o banheiro e o marmanjo gay - Julio Severo

recebido por e-mail – 03 março 2012


Uma menina de dez anos entra no banheiro feminino de uma pizzaria e se assusta. Ela volta para sua mãe e cochicha: “Tem um homem lá dentro do banheiro! Ele tá vestido de mulher!”
A mãe não tem dúvida: numa reação natural que qualquer outra mãe teria, reclama para o dono da pizzaria.
O dono, em atenção à mãe e à segurança dela e sua filha, pediu, quase que implorando, para que o homem vestido de mulher não voltasse mais ao banheiro feminino.
Toda a humilhação e imploração do dono de nada valeram. O caso chegou à Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo , que telefonou — não para a mãe e sua filha —, mas para o homossexual, de nome Laerte Coutinho, dizendo que a pizzaria violou a lei estadual 10.948/2001, sobre discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. A pizzaria será multada e ameaçada por forças governamentais a serviço e seviciadas pelo movimento gay. Laerte está determinado a exigir essa truculência estatal contra a pizzaria, como lição para todas as meninas do Brasil que encontrarem um gay no banheiro das mulheres.

Marmanjo
Homossexual Laerte Coutinho exige “direito” de Homossexual Laerte Coutinho exige “direito” de estestar em banheiros femininos com meninas de 10 anos
A Secretaria da Justiça não se incomodou em telefonar para a menina de 10 anos, nem para sua mãe, talvez porque o marmanjo gay seja funcionário do notório jornal esquerdista Folha de S. Paulo , que já foi denunciado por defender descaradamente o assassinato de crianças em gestação .
O caso expõe nitidamente a hipocrisia do governo e da imprensa esquerdista. Na polêmica lei da palmada , os dois atacaram os pais e sua autoridade, alegando que os interesses das crianças devem estar acima de tudo. Mas quando um homossexual entra no cenário, o holofote fica só para ele, e a pobre criança é atirada para um cantinho escuro.
Se a menina tivesse ligado para a Secretaria de Justiça denunciando que sua mãe lhe deu umas palmadas, a resposta governamental teria vindo imediatamente para punir a mãe.
Mas se a menina tivesse denunciado, “Tem um homem vestido de mulher no banheiro!”, a resposta governamental nunca viria para punir o sem-vergonha. Viria, isso sim, para ameaçar o dono do estabelecimento, a mãe da criança (por ter ensinado “homofobia” para a menina) e para dar uma bronca na menina por deixar sua mãe lhe ensinar “preconceito, discriminação e ódio”.
O governo e a mídia incitam crianças a denunciar os pais, que são os maiores protetores de seus filhos.
Mas o governo e a mídia nunca incitam crianças a denunciar predadores homossexuais. Tudo indica que, na visão governamental e midiática, pais são muito mais perigosos do que esses predadores.
A Folha de S. Paulo , que está gritando histericamente em favor de seu funcionário homossexual, calou-se para o fato de que uma menina estava envolvida. Nenhum jornalista nem autoridade governamental e muito menos um membro do Conselho Tutelar apareceu para dizer: “Ei, temos de colocar a menina antes do homossexual!” É uma vergonha colossal que o Estado de São Paulo e aFolha de S. Paulo estejam colocando o homossexual na frente da menina.
Poderia haver perigo com a presença de um homossexual num banheiro feminino com uma menina por perto? Homens homossexuais também ameaçam meninas. Apesar de seu padrão politicamente correto, até mesmo a Globo não deixou de noticiar o caso de
dois pais-de-santo homossexuais que estupraram uma menina de 9 anos .
Qualquer caso de uma menina na presença de um homem no banheiro feminino é suficiente para despertar justa indignação em qualquer pessoa normal, especialmente nos pais. Tal indignação só aumenta diante da injustiça de uma imprensa e até governo que tratam com descaso uma menina e sua mãe a fim de prestigiar um marmanjo homossexual.
Casos como esse só tendem a inflamar e incitar a violência contra os homossexuais, porque embora a imprensa e até o governo coloquem homossexuais na frente de uma menina e sua mãe, as pessoas normais sempre defenderão uma menina ameaçada pela presença de marmanjos em banheiros femininos.
Se até nos banheiros masculinos os homens estão enfrentando problemas provocados por homossexuais, por que estender agora essa insegurança aos banheiros das mulheres?
Cada vez mais, de forma descarada, shopping centers e outros lugares estão sendo usados como pontos de prostituição gay — bem nos banheiros masculinos. E, talvez por temor da obsessão anti-“homofobia, os homens olhem e ignorem. Já presenciei homossexuais que, dentro do banheiro do shopping, ficam ali como canibais do sexo anal, olhando cada homem que entra, esperando uma oportunidade de sexo.
A lei 10.948/2001, que está sendo usada para garantir que o marmanjo gay tenha acesso aos banheiros femininos, é uma insanidade. Embora o PLC 122 não tenha sido aprovado como lei federal, o governo estadual aprovou uma lei anti-“homofobia” no Estado de São Paulo em 2001. A lei foi criada em resposta à reivindicação de dois homossexuais que estavam se beijando em público e se queixaram de pessoas próximas que se sentiram ofendidas. A lei foi criada
especificamente para proteger o erotismo homossexual em público.
Como resultado direto dessa lei:

* Homossexuais dançaram de calcinha na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2007, sem nenhum impedimento.
* Um pastor foi preso no centro de São Paulo, após pregar contra as práticas homossexuais.
* O Estado de São Paulo lidera o ranking de incitação de denúncias por “homofobia”.
* Um bêbado foi multado em quase 15 mil reais por chamar um homossexual de “veado”.
* Uma   igreja evangélica teve seus outodoors com versículos bíblicos violentamente removidos pela “justiça” de São Paulo.
Todas essas consequências vieram de uma lei específica para beneficiar dois gays que queriam a liberdade de se beijar em público, na frente de adultos e crianças.
Que tipo de lei farão agora para atender ao marmanjo gay que exige estar com meninas e suas mães nos banheiros femininos?
Enquanto isso, o que uma mãe deverá dizer à sua filha de 10 anos que testemunhar um marmanjo gay no banheiro feminino? Ficar em silêncio para não ofender o marmanjo?

Tenho uma filha de 11 anos e não gostaria de que ela me relatasse um encontro desses. Até porquê no caso a criança reconheceu um "homem" vestido de mulher, e não um transexual ou seja lá a denominação adotada por Laerte Coutinho.
Lembro-me que na faculdade havia um dos alunos da nossa turma que utilizava o nome de Sara e usava banheiro feminino. Para nós era normal, afinal ele era adulto e tinha plena capacidade de escolher suas opções sexuais. Não nos chocava, pois vivíamos em um ambiente em que as liberdades de opinião são mais aceitas e todos são "adultos"  o suficiente para lidar com elas (ou deveriam ser).
Esse definitivamente não é o caso de uma menina de 10 anos, e nem de uso de banheiro feminino em uma pizzaria por um "homem" vestido de mulher.

A busca pela "verdade" a qualquer preço, nos EUA

Enviado por luisnassif, dom, 04/03/2012 - 10:53

Por Waldyr Kopezky

Pra quem achava que o Michael Moore era um alucinado, deu no New York Times na última semana: Ex-senadores dos EUA levantam possíveis ligações da Arábia Saudita ao 11 de Setembro (não há link, ainda vou procurar).

(NOTA NASSIF: clique aqui para ler a matéria no New York Times)

Ah, só pra lembrar: dos 19 terroristas da Al-Qaeda que agiram nas ações de 11/09, "só" 15 eram de nacionalidade saudita! E eles - 10 anos depois - estão apenas "aventando" um possível "laço direto". E o Wikileaks vazou um telegrama via cabo de novembro de 2010, em que o Depto. de Defesa dos EUA sabia eomitia até aquela data que os principais financiadores da rede terrorista Al-Qaeda continuavam (em 2010!) a ser doadores sauditas...Incompetentes ou caras-de-pau? Tá louco! Vejam:


Ex-senadores dos EUA levantam possíveis ligações da Arábia Saudita ao 11 de Setembro

Dois antigos senadores democratas dos Estados Unidos, Bob Graham e Bob Kerrey, colocaram em causa, nesta sexta-feira a Arábia Saudita no quadro de um inquérito sobre os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001.

Um deles chegou mesmo a mencionar um possível “laço directo” entre o governo saudita e alguns dos autores dos atentados, segundo documentos.
As declarações, mencionadas pela primeira vez pelo ‘The New York Times’, foram prestadas na passada sexta-feira, no quadro de procedimentos em curso na Justiça federal, em Nova Iorque, desde 2002.
Bob Graham, que representou o Estado da Florida e dirigiu uma comissão de inquérito do congresso aos atentados, manifestou-se “convencido de que havia um laço directo entre, pelo menos, alguns dos terroristas que perpetraram os atentados do 11 de Setembro e o governo da Arábia Saudita”.

Citado pelo diário norte-americano, Bob Kerrey, que representou o Estado do Nebraska e integrou a comissão de investigação do 11 de Setembro, escreveu que “há questões importantes que permanecem sem resposta”.
Kerrey especificou que “nunca foram completamente esclarecidos elementos sobre a implicação plausível de agentes presumíveis do governo saudita nos atentados de 11 de Setembro”.
Estas declarações, prestadas sob juramento, vêm em resposta a afirmações de autoridades sauditas, que, no mesmo processo, argumentaram que tinham sido “exoneradas” de toda e qualquer ligação com os atentados, segundo a associação das famílias de vítimas do 11 de Setembro.
Os advogados das autoridades sauditas procuram já que sejam excluídas do processo judicial, ainda segundo o ‘The New York Times’.
As famílias das vítimas “aplaudiram” as declarações dos dois antigos senadores.
“As famílias e sobreviventes das atrocidades de 11 de Setembro não abandonaram a sua esperança de justiça. Estamos determinados a expor a verdade”, escreve, em comunicado, Beverly Burnett, mãe de um passageiro do voo 93, que caiu na Pensilvânia.
“Os financiadores e cúmplices dos que assassinaram os que amávamos continuam vivos e capazes de apoiar o terrorismo. A pista que conduz até eles aponta sempre para a Arábia Saudita”, acrescentou.
Dos 19 piratas do ar envolvidos nos atentados de 11 de Setembro, 15 eram sauditas, mas a Arábia Saudita, forte aliado dos Estados Unidos, desmentiu sempre qualquer ligação aos atentados.

E o Sadam morto por ter ligações com a Al Quaeda e o atentado. Falta no caso falar das ligações da família Bush com a Bin Laden. Se não for enfeite do Senado, isso vai longe.

Eleições castigam Ahmadinejad no Irã

Enviado por luisnassif, dom, 04/03/2012 - 12:20

Por Paulo F.

Do Deutsche Welle

Presidente iraniano Ahmadinejad é castigado nas eleições legislativas

Iranian President Mahmoud Ahmadinejad gestures while speaking at the 25th International Islamic Unity Conference in Tehran February 8, 2012. REUTERS/Morteza Nikoubazl (IRAN - Tags: POLITICS RELIGION)

Eleições no Irã: Ahmadinejad é castigado nas urnas

Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sofreu uma severa derrota nas eleições legislativas. Contagens parciais dão vitória ao bloco conservador leal ao líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sofreu uma severa derrota nas eleições legislativas realizadas na sexta-feira no Irã. De acordo com as primeiras contagens parciais, três quartos dos eleitores votaram no bloco conservador liderado pelo presidente do Parlamento, Ali Larijani, conforme afirmou o canal estatal Press TV.

O grupo ligado a Larijani, aliado do líder religioso aiatolá Ali Khamenei, obteve pelo menos 102 dos 197 mandatos decididos até então, de acordo com os resultados prévios apresentados na tarde deste sábado (03/03). Caso essa tendência seja confirmada para o total de 290 assentos do Parlamento, Ahmadinejad pode vir a enfrentar sérias dificuldades para governar.

O forte desempenho do grupo leal a Khamenei e o suposto alto nível de participação do eleitorado foram avaliados como um claro apoio ao regime teocrático iraniano. A mídia estatal afirmou que nível de comparecimento dos eleitores registrado foi de mais de 67%. O ministro do Interior, Mostafa Mohammed Najjar, afirmou mais tarde que o percentual de participação foi de 64,2%.

Oposição duvida de estatística

A oposição, entretanto, que havia convocado a população a boicotar o pleito, diz não acreditar na estatística divulgada pelo governo. O resultado final das eleições deve ser divulgado no início da semana.

A eleição, que convocou às urnas 48 milhões de cidadãos votantes, foi o primeiro pleito importante desde a controversa reeleição de Ahmadinejad, em 2009. Já antes da campanha, houve numerosas intimidações a opositores do regime.

Segundo anunciou a agência de notícias semioficial Mehr, a irmã do presidente, Parwin Ahmadinejad não conseguiu se eleger para o assento a que concorrera em Garmsar, cidade natal do presidente, tendo perdido para um rival conservador. Sua derrota foi vista como um golpe duro para o atual chefe de Estado.

Disputa entre conservadores

Devido ao fato de não existir oposição real no país desde a repressão brutal aos movimentos de protesto contra o regime, há três anos, esta eleição serviu principalmente como um palco de disputas entre as forças conservadoras e não deve acarretar mudanças significativas no curso político do país. No entanto, é possível que já esteja se preparando o caminho para a um sucessor conservador de Ahmadinejad, a ser eleito no final de 2013. O próprio Ahmadinejad não pode se candidatar mais.
O Parlamento iraniano tem mais poder do que a maioria dos órgãos similares no Oriente Médio, mas não tem influência direta sobre as decisões tomadas pelo aiatolá Khamenei. Além disso, falta um controle sobre importantes órgãos de poder submetidos diretamente ao líder supremo, como a Guarda Revolucionária.

MD/dadp/dpa

Gilmar desmerece ministros do STF, juízes e Congresso

conversa afiada – publicado em 04/03/2012

O Estadão, como se sabe, depois da Globo, é a zona de conforto do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*).
Neste domingo, 4 de março, páginas adiante de o Farol de Alexandria defender a Privataria – que outro papel lhe cabe nessa quadra da vida ? – o ex-Supremo aplica a sua notável elegância para desmerecer Ministros do Supremo, Juízes em geral e os parlamentares.
Os parlamentares e os Ministros do Supremo, porque deram força de Lei à Lei da Ficha Limpa, e ela é um monstrengo, “um camelo”:
“Quem passou por perto dela tem que ter vergonha. Quem trabalhou na sua elaboração tem que ter vergonha. Porque ela é uma lei extremamente mal feita”, diz o ex-Supremo.
E quem trabalhou na sua elaboração ?
O Congresso, as duas casas do Congresso, que por votação esmagadora a aprovaram.
E a maioria do Supremo que a tornou Lei.
Uns parvos …, na douta opinião do ex-Supremo.
Afinal, o Supremo, como disse ele, não tem que ser sensível à opinião pública:
“Foi aquilo que, numa brincadeira, disse: o papel do tribunal não é bater palma para maluco dançar. Nós estamos na rota errada quando um juiz diz que tem que atender a anseios populares”.
Clique aqui para ler “Será Weber o maluco ?”.
Por fim, nessa mesma trilha de desmerecer pares e congressistas, ela avança sobre a honradez dos juizes, uns fracos (senão, venais) : 
“Não devemos ser ingênuos a ponto de não imaginarmos que pode haver manipulação. Imaginemos que um político importante seja condenado em primeiro grau numa ação de improbidade. Alguém desconhece a pressão que haverá sobre o tribunal para julgar também nesse sentido e torná-lo inelegível? Pressão eventualmente política, inclusive”, disse ele.
Recentemente, o ex-Supremo desqualificou a Justiça de Primeira Instância – não funciona.
(Devia ter o De Sanctis no inconsciente.)
Logo se vê que os juízes não funcionam, o Supremo (a maioria) não funciona, o Congresso não funciona, além do Ministério Público e a Polícia não funcionarem há muito tempo, como ele não se cansa de dizer.
O que funciona, então, para o ex-Supremo ?
ELE !
Clique aqui para ler reportagem de Leandro Fortes sobre ex-assessor de Lalau, Gilmar e Marco Aurelio (Collor de) Mello.
E, a seguir, trechos dessa inesquecível entrevista de alguém que, segundo o destemido advogado Piovesan –
(clique aqui para ler a ação com que Piovesan entrou no Senado e no Supremo para obter o impeachment de Gilmar) – , não tem condições morais de sentar-se no Supremo.

(…)

O Congresso deveria mudar a lei?
Me parece que a Lei da Ficha Limpa vai causar vítimas em todos os partidos com essa amplitude. É uma roleta russa com todas as balas no revólver, feita pelos partidos. Ainda vamos ouvir falar muitas vezes da Lei da Ficha Limpa. Vamos ter muitas peripécias. Acredito que o Congresso, passado o momento eleitoral, terá que rever essa lei, porque são muitas as perplexidades. O Congresso terá de assumir a responsabilidade em face da opinião pública. O Congresso talvez venha a se conscientizar de que não pode ficar aprovando leis simbólicas.

Que problemas o sr. vê na lei?
Por exemplo, os prazos de inelegibilidade são elásticos e infindáveis. A inelegibilidade pela rejeição de contas de prefeitos, por exemplo, pelos tribunais de contas. Será que isso é bom? Nós sabemos que temos problemas hoje nos tribunais de contas. Há uma excessiva politização e partidarização dos tribunais de contas. Ou nós não sabemos disso?

O senhor considera que possa haver julgamentos direcionados?
Não devemos ser ingênuos a ponto de não imaginarmos que pode haver manipulação. Imaginemos que um político importante seja condenado em primeiro grau numa ação de improbidade. Alguém desconhece a pressão que haverá sobre o tribunal para julgar também nesse sentido e torná-lo inelegível? Pressão eventualmente política, inclusive. Quem conhece a estrutura de alguns tribunais sabe que isso pode ocorrer e vem ocorrendo.

O sr. citaria exemplos disso?
Lembre-se de episódios que foram revelados sobre a antiga composição do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. O TRE do Rio foi o primeiro a sustentar a necessidade da Lei da Ficha Limpa. À falta de critérios, o tribunal os ia inventando. O que se diz hoje? Que determinados escritórios de advocacia conseguiam limpar a ficha das pessoas no TRE. Isso é objeto hoje de investigação no CNJ. Será que queremos reproduzir esse quadro?

(…)

Ao se julgar a Lei da Ficha Limpa, falou-se que havia uma pressão popular em favor da lei. Como o senhor vê isso?
Não me preocupa a decisão em si sobre a Ficha Limpa, tendo em vista esse alinhamento com a opinião pública. O que me preocupa são fundamentos nesse sentido de que o tribunal deva se curvar à opinião pública. Aí me parece extremamente preocupante, porque isso decreta o falecimento dos argumentos constitucionais. Foi aquilo que, numa brincadeira, disse: o papel do tribunal não é bater palma para maluco dançar. Nós estamos na rota errada quando um juiz diz que tem que atender a anseios populares.

(…)

O sr. considera que isso ocorreu na votação da Ficha Limpa?
Olhando a Lei da Ficha Limpa, veremos que ela não teria esse aplauso que teve no passado se fosse votada hoje. Aquele foi um momento muito específico. Era um período pré-eleitoral, a maioria dos membros do Congresso concorreria às eleições e não queria ficar contra a opinião pública. Foi por isso, inclusive, que se produziu essa lei que é, do ponto de vista jurídico, um camelo. É uma lei mal feita. Quem passou por perto dela tem que ter vergonha. Quem trabalhou na sua elaboração tem que ter vergonha. Porque ela é uma lei extremamente mal feita. Não merece o nome de jurista quem trabalhou nessa lei. E o debate no STF serviu para mostrar isso.

Navalha

O profeta Tirésias já disse que, condenado à Minoria e, portanto, a notável insignificância, é inevitável que o ex-Supremo se aposente, breve, para dedicar-se à nobre Advocacia.

Fará uma carreira de sucesso !

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

Manifesto da Reserva Ativa

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 03 de março de 2012.

É o Soldado ...

(Padre Dennis O'Brien)

É o soldado, não o Presidente,

Quem nos dá democracia;

É o soldado, não o Congresso,

Quem cuida de nós;

É o soldado, não jornalista,

Quem nos garante a liberdade de Imprensa;

É o soldado, não o Poeta,

Quem nos desperta a liberdade de expressão;

É o soldado, não os sindicatos,

Quem nos garante a liberdade de manifestação;

É o soldado quem cultua a Bandeira,

Quem por ela se bate,

Quem acaba em um ataúde por ela coberto,

Enquanto outros a ignoram e a maculam.

 

Neste terceiro artigo sobre o Imbróglio, proporcionado pelo Megalonanico (como o denomina Reinaldo Azevedo) Ministro da Defesa, apresentamos um novo capítulo, que foi o veemente e corajoso Manifesto assinado pelos Militares da Reserva apoiando o conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar. A Presidenta deixou-se envolver no processo graças à incompetente assessoria do Ministro da Defesa que escancarou à nação um executivo extremamente tirano além de potencializar uma nota dos Clubes Militares que, dificilmente, teria chegado ao conhecimento dos brasileiros em geral e ultrapassado as fronteiras nacionais.

- Alerta à Nação - "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão!”

Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.

Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo. O Clube Militar é uma associação civil, não subordinada a quem quer que seja, a não ser a sua Diretoria, eleita por seu quadro social, tendo mais de cento e vinte anos de gloriosa existência. Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em casos relevantes da História Pátria.

A fundação do Clube, em si, constituiu-se em importante fato histórico, produzindo marcas sensíveis no contexto nacional, ação empreendida por homens determinados, gerada entre os episódios sócio-políticos e militares que marcaram o final do século XIX. Ao longo do tempo, foi partícipe de ocorrências importantes como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a questão do petróleo e a Contra-revolução de 1964, apenas para citar alguns.

O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) a altura da necessária Segurança Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do Povo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP).

O Clube Militar, sem sombra de dúvida, incorpora nossos valores, nossos ideais, e tem como um de seus objetivos defender, sempre, os interesses maiores da Pátria. Assim, esta foi a finalidade precípua do manifesto supracitado que reconhece na aprovação da “Comissão da Verdade” ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo. Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e os Oficiais superiores por ordem de adesão.

Oficiais Generais

01 - Gen Ex Pedro de Araujo Braga

02 - Gen Ex Domingos Miguel Antônio Gazzineo

03 - Gen Ex José Luis Lopes da Silva

04 - Gen Ex Luiz De Góis Nogueira Filho

05 - Gen Ex Valdésio Guilherme de Figueiredo

06 - Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo

07 - Gen Ex Luiz Edmundo Maia de Carvalho

08 - Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros

09 - Ten Brig Ar (Refm) Ivan Frota

10 - Gen Ex Domingos Carlos Campos Curado

11 - Gen Ex Ivan de Mendonça Bastos

12 - Gen Ex Rui Alves Catão

13 - Desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto

14 - Gen Ex Cláudio Barbosa de Figueiredo

15 - Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva

16 - Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho

17 - Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa

18 - Gen Div Francisco Batista Torres de Melo

19 - Gen Div Amaury Sá Freire de Lima

20 - Gen Div Cássio Cunha

21 - Gen Div Aloísio Rodrigues dos Santos

22 - Gen Div Robero Viana Maciel dos Santos

23 - Gen Marcio Rosendo de Melo

24 - Gen Div Luiz Carlos Minussi

25 - Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel

26 - Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes

27 - Gen Div Luiz Wilson Marques Daudt

28 - Maj Brig Ar Edilberto Telles Shirotheau Corrêa

29 - Maj Brig do Ar Cezar Ney Britto de Mello

30 - Maj Brig Ar Irineu Rodrigues Neto

31 - Maj Brig Ademir Siqueira Viana

32 - Brig Ar Leci Oliveira Peres

33 - Gen Bda Dickens Ferraz

34 - Gen Bda Paulo Ricardo Naumann

35 - Gen Bda Gilberto Serra

36 - Gen Bda Aricildes de Moraes Motta

37 - Gen Bda Durval A. M. P. de Andrade Nery

38 - Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos

39 - Gen Bda Miguel Monori Filho

40 - Gen Bda Iberê Mariano da Silva

41 - Gen Bda Eduardo Cunha da Cunha

42 - Gen Bda Tirteu Frota

43 - Gen Bda César Augusto Nicodemus de Souza

44 - Gen Bda Geraldo Luiz Nery da Silva

45 - Gen Bda Marco Antonio Felício da Silva

46 - Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque

47 - Gen Bda Paulo César Lima de Siqueira

48 - Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva

49 - Gen Bda Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira

50 - Gen Bda Hamilton Bonat

51 - Gen Bda Elieser Girão Monteiro

52 - Gen Bda Pedro Fernando Malta

53 - Gen Bda Mauro Patrício Barroso

54 - Gen Bda Marcos Miranda Guimarães

55 - Gen Bda Zamir Meis Veloso

57 - Gen Bda Valmir Fonseca Azevedo

58 - Gen Bda Marco Antônio Sávio Costa

59 - Brig. Ar Sérgio Luiz Millon

60 - Gen Bda Carlos Eduardo Jansen

61 - Gen Bda Mario Monteiro Muzzi

62 - Gen Bda Paulo Roberto Correa Assis (...)

Devido ao acúmulo de adesões, os novos pedidos de inclusão - serão solicitados pelos e-mails: marco.felicio@yahoo ou seixasmarques@gmail.comou averdadesufocada@terra.com.br para agilizar a atualização das adesões

- Manifesto Interclubes Militares, Rio de Janeiro, 16.02.2012

Texto na Íntegra: http://www.gentedeopiniao.com/lerConteudo.php?news=92097

(…) Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.

Dois dias depois tomou posse como Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra. Eleonora Menicucci. Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas exarcebadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a Sra. Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra. Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.

Para finalizar a semana, o Partido dos Trabalhadores, ao qual a Presidente pertence, celebrou os seus 32 anos de criação. Na ocasião foram divulgadas as Resoluções Políticas tomadas pelo Partido. Foi dado realce ao item que diz que o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar. Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo. Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos.

- Retirada do Manifesto Interclubes Militares

Essa nota foi publicada intespentivamente e sem autorização. Houve precipitação…

(V. Alte Ricardo Antonio da Veiga Cabral – Presidente do Clube Naval)

Os Presidentes dos Clubes Militares, pressionados pela Presidenta, foram forçados a publicar uma nota desautorizando o texto do “Manifesto Interclubes”. O Palácio do Planalto agiu “intespentivamente” já que se vivêssemos, realmente, em um estado democrático de direito a liberdade de expressão teria sido respeitada. A lei n° 7524 / 86, de 17 de julho de 1986, ainda em vigor, dá direito ao militar inativo de “opinar sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”.

- O Imbróglio do Megalonanico

Fonte: Reinaldo Azevedo, 03 de março de 2012

Quando Dilma e Amorim decidiram punir militares da reserva, havia 98 assinaturas em documento; agora, já são 361 de militares e 124 de civis; havia 13 oficiais-generais; agora, há 44, dois ex-ministros do STM. Então… Da próxima, em vez de a presidente Dilma Rousseff dar ouvidos a Celso Amorim, oMegalonanico, escuta o Tio Rei, que não é nanico… Eu bem que chamei a atenção da Soberana para o direito que têm os militares da reserva de se manifestar. Há uma lei a respeito, conforme deixei claro aqui. Mais: reservistas não têm armas, não podem ameaçar ninguém. No caso em questão, os dois textos que deixaram a presidente brava não traziam e não trazem incitamento à indisciplina ou algo parecido. Expliquei tudo direitinho aqui e aqui. (...)

Que se reitere: ninguém aqui ou fora daqui está incitando indisciplina militar. Ao contrário: entendo que os militares da ativa, os da reserva, o ministro da Defesa e a presidente da República estão obrigados a cumprir a lei. Ponto final. Caso Dilma e Amorim insistam, as advertências serão aplicadas, e os punidos podem recorrer à Justiça. Havendo o triunfo da lei — que é explícita a mais não poder —, terão todos a devida reparação. No Estado de direito é assim.

Eis, em suma, uma crise inútil. Lula é quem é, mas se diga uma coisa em seu benefício. Jamais teria caído nessa roubada. Quando menos, Nelson Jobim lhe teria dito que o confronto era uma desnecessidade e que os efeitos do primeiro documento seriam mínimos. Tudo teria sido resolvido na conversa. Amorim, o megalonanico belicoso, resolveu agir de modo diferente: “Pega eles, Soberana; pega eles! Estamos sendo desrespeitados!” Eis aí o resultado. (...)

Não será fácil para os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica resolverem o imbróglio criado pela presidente Dilma Rousseff por ter decidido punir com advertência todos os militares que assinaram o manifesto “Alerta à nação - Eles que venham, por aqui não passarão”, que endossa as críticas a ela por não ter censurado suas ministras que pediram a revogação da lei de anistia.

A presidente já havia se irritado com o manifesto dos Clubes Militares, lançado às vésperas do Carnaval, e depois retirado do site, e ficou mais irritada ainda com o novo documento, no qual eles reiteram as críticas e ainda dizem não reconhecer a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, para intervir no Clube Militar. (...)

O Ministério da Defesa e os comandos militares ainda estão discutindo internamente com que base legal os militares podem ser punidos. Várias reuniões foram convocadas pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes militares nos últimos dias para discutir o assunto. Mas há divergências de como aplicar as punições. A Defesa entende que houve “ofensa à autoridade da cadeia de comando”, incluindo aí a presidente Dilma e o ministro da Defesa. Amorim tem endossado esta tese e alimentado a presidente com estas informações. O ministro entende que os militares não estão emitindo opiniões na nota, mas sim atacando e criticando seus superiores hierárquicos, em um claro desrespeito ao Estatuto do Militar.

Só que, nos comandos, há diferentes pontos de vista sobre a lei 7.524, de 17 de julho de 1986, assinada pelo ex-presidente José Sarney, que diz que os militares da reserva podem se manifestar politicamente e não estão sujeitos a reprimendas. No artigo primeiro da lei está escrito que “respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”. Esta legislação acabou dando origem a Súmula 56 do Supremo Tribunal Federal. (...)

Até agora nenhum militar da ativa assinou o documento. Se isso ocorrer, a punição será imediata e não será com advertência, mas poderá chegar a detenção do “insubordinado”. Quanto ao general Rocha Paiva, que deu entrevista para o programa da Miriam Leitão, lançando suspeita sobre participação de Dilma em atentado e duvidando que ela tenha sido torturada, a princípio, nada será feito contra ele porque a entrevista já teria sido concedida muito antes da atual crise e o contexto é considerado outro.

Encerro

E pensar que tudo isso nasceu porque uma Ministra do Estado, Maria do Rosário, resolveu fazer uma exortação contra a letra da lei e contra decisão do Supremo e porque outra, Eleonora Menicucci, resolveu contar, no discurso de posse, uma história falsa como nota de R$ 3. Proibidos de se manifestar, os militares da ativa se calaram. E fizeram bem. Autorizados por lei a falar, os reservistas falaram.

Dilma tem de se conformar com as regras do estado democrático e de direito. Os militares, da ativa e da reserva, felizmente, já se convenceram de que este é o melhor caminho para o Brasil: o triunfo da lei. Que os civis agora façam o mesmo Dilma tem de se conformar com as regras do estado democrático e de direito. Os militares, da ativa e da reserva, felizmente, já se convenceram de que este é o melhor caminho para o Brasil: o triunfo da lei. Que os civis agora façam o mesmo.

- Manifestantes não Estão Sujeitos a Sanções Disciplinares

Fonte: Evandro Souto Maior – OAB/RJ 53.223

O Advogado e Coronel de Cavalaria, da turma de 1957, Evandro Souto Maior faz uma análise precisa sobre o ilícito de punir os militares da reserva.

Alguns amigos me perguntam se os militares que assinaram recentes manifestos estão sujeitos a sanções disciplinares. A resposta é NÃO. A jurisprudência a respeito é antiga e deu origem a Súmula n° 56 do STF.

A promulgação da Lei nº 7.524 deu mais abrangência à matéria. O artigo 1° dessa norma jurídica estabeleceu que:

é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.

No parágrafo único desse artigo estabeleceu o limite da liberdade de expressão:

A faculdade assegurada neste artigo não se aplica aos assuntos de natureza militar de caráter sigiloso e independe de filiação político-partidária.

Aí surge a pergunta seguinte: - e se assim mesmo for punido? A resposta para essa pergunta encontra-se na Lei n° 4.898, de 9 de dezembro de 1965, que “Regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade”. Isso não é nada difícil de se fazer e nem requer advogado, embora seja recomendado. O art. 1° da Lei estabelece que o processo se inicia com uma petição, que nada mais é do que um requerimento (petição vem de pedido); o art. 2° informa que deverá ser encaminhado para a autoridade superior àquela que praticou o ato. Se o ato inquinado for criminoso, o requerimento deverá ser encaminhado para o Ministério Público competente. Nunca esquecendo que ainda pode ser ajuizada uma ação por danos morais em juizado cível.

- Livro

O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre.

Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:

http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Vice- Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB - RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

Blog: http://www.desafiandooriomar.blogspot.com

quinta-feira, março 01, 2012

Brasil de Fato: É preciso mudar a atual política econômica


Azenha - 29 de fevereiro de 2012 às 22:52

Combate à desigualdade exige mudanças estruturais
Oxalá em 2012 haja maior participação popular nas mobilizações e no debate sobre os verdadeiros desafios que estão postos para a sociedade brasileira
Terminando o carnaval e as medíocres noticias propagadas pela grande imprensa, sempre em torno de algum acidente, das artimanhas dos carnavalescos etc, a pauta política volta a ter importância na sociedade. Ou seja, passada a fase do circo, é hora da realidade tomar conta do Brasil.
Superávit e a política econômica
O governo anunciou o corte de 55 bilhões de reais do orçamento que havia sido aprovado pelo Congresso algumas semanas antes. Segundo o que a grande imprensa noticiou muitos cortes se referem a emendas parlamentares, que se destinam a municípios, mas também a verbas de saúde, educação… Por outro lado, na época da aprovação do orçamento, os parlamentares renovaram a medida que autoriza a Presidência a destinar a seu juízo, nada menos do que 20% de todo orçamento da União. Ou seja, o governo, se quiser, tem um poderoso instrumento com total liberdade para aplicar os recursos públicos orçamentários, nas políticas que possam resolver de fato os problemas prioritários do povo. Mas infelizmente os sinais que vêm do Planalto não são esses, e o governo mantém uma visão estreita, vesga, preocupado apenas com as contas públicas, com a inflação, tal qual outros governos.
A questão fundamental não é o valor do orçamento nem seus cortes. A questão fundamental é que o governo precisa abandonar a política de juros altos (os maiores do mundo) e a transferência de renda de todos os brasileiros via superávit primário para os bancos.
Nenhum país do hemisfério norte pratica a política de superávit. E todos eles têm déficit nos seus orçamentos. Por que o Brasil insiste com essa política burra, que beneficia apenas 5 mil famílias de ricos brasileiros e estrangeiros que especulam seu capital financeiro aplicando em títulos do governo federal, que têm maior segurança do mundo, e as mais alta taxas de juros?
Combate à desigualdade social
A presidenta Dilma disse no Fórum Social Temático em Porto Alegre — e com frequência volta a repetir em espaços públicos — que a meta prioritária de seu governo é o combate a desigualdade social. Todos concordam. Aliás, será a única forma de dar um passo mais a frente do que já foram as políticas de assistência social do governo Lula.
Os movimentos sociais estão convencidos de que se o governo está mesmo interessado em perseguir o combate à desigualdade social, é necessário mudar a atual política econômica. Começando pelo superávit primário e pela taxa de juros. E, junto com a mudança dos atuais critérios de superávit primário, será necessário implementar uma reforma tributaria, que deixe de penalizar os mais pobres e penalize os mais ricos. Como bem explicou, em entrevista ao Brasil de Fato da semana passada, o assessor especial do Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Rodrigo Thompson.
Não é possível pensar em combater a desigualdade social, sem aplicar mais recursos para educação, como pedem os movimentos para que seja de no mínimo 10% do PIB (Venezuela aplica 9%, Cuba e Coreia do Sul cerca de 16% do PIB).
Não é possível combater a desigualdade social no meio rural, sem promover a democratização da propriedade da terra com uma vigorosa reforma agrária.
Não será possível combater a desigualdade social nas grandes cidades, sem um programa virtuoso de geração de empregos industriais, de maiores salários, e de uma reforma urbana, que combata a especulação imobiliária, que inviabiliza o acesso a moradia digna pelos mais pobres.
As vozes conservadoras do governo já têm a frase pronta. Mas não há correlação de forças políticas para fazer essas mudanças. Pois então promova-se a reforma política, que vai democratizar o processo eleitoral brasileiro e criar condições de maior democracia, de maior participação popular. Assim como é necessário que o governo tome em conta que somente a mobilização popular pode ajudá-lo a fazer reformas estruturais. E o que se vê dentro do governo é um medo das mobilizações, como se elas não fossem parte do processo democrático. As massas têm nas mobilizações sua única forma de exercer pressão e poder político.
Oxalá em 2012 haja maior participação popular, nas mobilizações, no debate sobre os verdadeiros desafios que estão postos para a sociedade brasileira, se quisermos caminhar para uma democracia verdadeira e combater a desigualdade social.
Muitos movimentos sociais têm anunciado mobilizações para as próximas semanas, que devem começar com atos unitários em torno do dia da mulher trabalhadora (8 de março). Depois haverá mobilizações unitárias de professores em todo o país, além de mobilizações no meio rural, com o Movimento de Atingidos por Barragens, o MST, os povos indígenas, etc.
Se o povo sair às ruas, 2012 será muito mais quente e conturbado do que se pode imaginar.
PS do Viomundo: Nem a vitória eleitoral, nem a imensa maioria governista, nem a fortalecida bancada do PT foram suficientes para que o governo avançasse. O governo Dilma toca de lado, quando não recua a bola perigosamente. E os conservadores, supostamente derrotados em 2010, avançam livremente no campo do adversário.

Cerra faz campanha em Recife. Sem Casa Sem Vida !

 conversa afiada - Publicado em 29/02/2012

O dinheiro vai direto ao comprador

Como se sabe, o megalô do Cerra quer “nacionalizar” a campanha a prefeito de São Paulo.

(Quanto ao pré-sal, ele preferia “desnacionalizar” e dar à Chevron, como demonstrou o WikiLeaks.)

Ele não quer tratar do piscinão que, como prefeito e governador, deixou de construir na Zona Leste.

Ele quer falar de “câmbio”.

Então, se é para nacionalizar, o Conversa Afiada, sempre com o elevado intuito de ajudar, sugere que ele vá fazer campanha em Recife.

Para dar uma ideia da recepção que teria o megalô, veja, amigo navegante, o que aconteceu com a visita da JK de Saias a Recife.

Ela foi levar R$ 2 bilhões para o transporte urbano e entregar 480 moradias do Minha Casa Minha Vida.

Na platéia, um cartaz dá boas vindas ao Cerra a Recife:

“Sem Casa Sem Vida ” !

Dilma assegurou que o Minha Casa Minha Vida vai durar até que todos os pobres tenham casa.

E qual a diferença entre a Dilma e os tucanos de São Paulo ?

É que a Dima está do outro lado.

“Do lado de cá”,  como diz o mestre Fernando Lyra, pernambucano de Caruaru:

“O dinheiro do Minha Casa Minha Vida não vai para os construtores,” disse ela.

“Mas, para os que compram casa. O dinheiro da Caixa vai direto para o comprador !”

Que horror, amigo navegante !

Tomara que o Cerra vá a Recife com o Jarbas Vasconcelos.

Em tempo: aos intrigantes do PiG (*) e do PT. Quem esteve ao lado da JK de Saias, o tempo todo, foi o governador Eduardo Campos, presidente do Brasil, depois do segundo mandato da Dilma, e candidato a vice, com ela, em 2014.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Pesquisa indica que maioria dos brasileiros é favorável ao emprego das Forças Armadas no combate ao crime

29/02/201215h56

Alex Rodrigues
Da Agência Brasil, em Brasília 

A maioria dos brasileiros ouvidos por pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) considera que as Forças Armadas devem ser empregadas no combate ao crime. É o que aponta a terceira edição da pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), dedicada à defesa nacional, divulgada hoje (29), com o objetivo de avaliar a relação dos militares com a sociedade.
A pesquisa mostrou que 91,7% das 3.796 pessoas consultadas em todas as unidades da Federação consideram que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias militar e estadual, atuando também na segurança pública. Os entrevistados só se dividem quanto à frequência com que isso deve ocorrer. Quase metade (47%) diz que o emprego dos militares deve ser constante, enquanto os demais defendem que isso ocorra apenas em algumas situações específicas.

A ideia de que as Forças Armadas atuem cotidianamente contra os criminosos comuns é mais bem aceita entre as pessoas mais velhas, as de menor faixa de renda familiar e as com menor grau de escolaridade. Os resultados, no entanto, não divergem muito dos obtidos entre aqueles que defendem o uso de militares apenas em situações específicas.

A maioria dos entrevistados também respondeu considerar que os militares respeitam a democracia. Para 20,8% dos consultados, contudo, os integrantes das Forças Armadas têm pouco ou nenhum respeito pela democracia. Os demais se dividiram entre os que acreditam que o respeito é total (42,6%) ou razoável (35,3%). O percentual de entrevistados que percebem um respeito apenas razoável à democracia é maior entre os mais escolarizados.

Quase seis em cada dez entrevistados disseram considerar difícil apresentar uma reclamação ou denúncia contra um membro das Forças Armadas. Para 57,6%, isso seria difícil. Já para 12,8%, a dificuldade seria razoável. Para 23% seria fácil, enquanto 6,5% não souberam ou não responderam à questão. A percepção varia de região para região do país. No Sul, a soma entre os que consideraram a dificuldade como razoável e os que consideraram que não existe tal dificuldade, foi 46,7%. Já no Centro-Oeste, quase 70% consideraram difícil encaminhar uma reclamação ou denúncia contra militares.

Para a maior parte dos entrevistados, o serviço militar deve continuar sendo obrigatório. Mesmo entre esses, no entanto, mais de um terço (38,3%) defendem que o jovem deveria poder escolher entre a opção militar ou um serviço civil, como a prestação de serviços comunitários e de apoio a populações carentes.

Apenas 8,1% consideraram que as mulheres não deveriam ingressar nas Forças Armadas. Os outros se dividem entre os que concordam com o ingresso, inclusive participando de combates (51%), e aqueles que acham que elas só não devem participar de batalhas (40,4%).

Já no que diz respeito à participação de homossexuais nas Forças Armadas, 63,7% disseram não ver nenhum problema. A maior resistência é encontrada entre os homens. Além de estarem em menor número entre os que concordam com tal hipótese, são a maioria entre os entrevistados que discordam dela. Mais da metade (52%) dos que se dizem contrários vivem na Região Sul, enquanto 67,5% dos que concordam moram na Região Centro-Oeste.

Pouco mais de 41,2% dos entrevistados acreditam que os militares das Forças Armadas dispensam um tratamento igual a todos os cidadãos, sem efetuar discriminações de qualquer espécie. Trinta e nove por cento discordam dessa percepção, que é mais fraca nas regiões Sudeste e no Nordeste, nas quais menos de 40% dos consultados concordam que os militares não fazem nenhum tipo de discriminação.

Ao serem perguntados se a carreira militar, atualmente, é atrativa aos jovens, a maioria, 64,7%, disse que é, ao menos, razoavelmente atraente, enquanto 34,9% disseram se tratar de uma carreira pouco ou nada atraente.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Um Tempo Sem Nome

 recebido por e-mail - 27 fev 2012

O namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu para o público brasileiro um blues:  ESSA PEQUENA. Mas rendeu também a interessante crônica UM TEMPO SEM NOME da escritora Rosiska Darcy de Oliveira sobre “o novo conceito de envelhecer”. 

  
          Um tempo sem nome
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12
 
Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora. 

domingo, fevereiro 26, 2012

O Carnaval Já Foi Bom...

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 26 de fevereiro de 2012.

Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.
Romanos. 13:13-14

O estudo da etimologia da palavra Carnaval nos leva a buscar sua origem no latim tardio, “carnem levare”, ou “carne levare”, que significa: “Adeus a Carne” ou “Abstinência de Carne”. Este termo, por volta do século XI, foi usado para designar a véspera da quarta-feira de cinzas, dia em que se iniciava a exigência da abstenção de carne, ou jejum quaresmal. As festas carnavalescas surgiram, portanto, a partir da implantação da Semana Santa pela Igreja Católica, precedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. O prenúncio de um longo período de privações motivou a população a se mobilizar realizando grandes festejos gastronômicos nos dias que antecediam a quarta-feira de Cinzas.

Ao encerrarem-se os festejos carnavalescos parece-me oportuno recordar o polêmico e sempre atual texto, de um ano atrás, da jornalista paraibana Rachel Sheherazade, levado ao ar no Programa Tambaú Notícias da TV Tambaú, Grupo SBT. A jornalista teceu, na época, comentários corajosos e muito lúcidos sobre o Carnaval, período em que uma massa totalmente anestesiada comete os mais loucos excessos sob o aplauso e benemerência das autoridades.

- TV Foco Entrevista Rachel Sheherazade Ancora do SBT Brasil

Para alguns ela é ingrata e chega depressa demais. Eu acho que até ela demorou muito, mas antes tarde do que nunca. Finalmente é quarta-feira de cinzas, e agora sim, dois meses depois do réveillon o ano de fato vai começar. Agora que as fantasias se rasgaram, que os trios e as batucadas se calaram, agora que a maquiagem manchou, que as máscaras caíram e a folia terminou agora que o efeito inebriante do carnaval já passou é hora de viver a vida real. (Rachel Sheherazade)

O TV foco, um dos maiores sites especializados em audiência da TV, entrevistou a jornalista:

TV FOCO: você acreditava que sua critica sobre o carnaval teria a grande repercussão que teve, chegando até a conquistar a atenção de Silvio Santos?

Rachel Sheherazade: Quando fiz o comentário sobre o carnaval no meu programa, o Tambaú Notícias acreditava que ele teria certa repercussão, assim como outros temas que levantei em outras oportunidades de opinar. Mas, achava que a repercussão seria local, dentro da Paraíba mesmo. Não esperava que alguém fosse postar o comentário na internet e que esse vídeo pudesse se espalhar tão amplamente, chegando ao conhecimento do Sílvio Santos.

TV FOCO: como foi que sua família e amigos reagiram quando ficaram sabendo que você tinha sido convidada a ser a ancora de um dos principais telejornais do Brasil?

Rachel Sheherazade: Ficaram muito felizes e assustados ao mesmo tempo. Nunca esteve nos meus planos deixar a Paraíba, e mudar tão radicalmente de vida. (...)

- As Verdades das Fantasias do Carnaval

Rachel Sheherazade, quarta-feira, 2 de março de 2011.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=T1MKkGYRQzM

Ontem foi quarta-feira de fogo, e eu não vejo a hora de chegar a quarta-feira de cinzas.

Não, não é que eu seja inimiga do carnaval. Até já brinquei muito: em clubes, nos blocos, nas prévias... fui até a Olinda em plena terça-feira de carnaval... Portanto, vou falar com conhecimento de causa.

E revelar algumas verdades que encontrei por trás da fantasia do carnaval.

A primeira delas: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira.

Não, não é. O carnaval, tal como nós o conhecemos, ele surgiu na Europa, durante a era vitoriana, e se espalhou pelo mundo afora, adaptando-se a outras culturas.

Segunda falsa verdade: é uma festa popular.

Balela! O carnaval virou negócio – e dos ricos. Que o digam os camarotes VIP, as festas privadas e os abadás caríssimos, chamados "passaportes da alegria".

E quem não tem dinheiro para comprar aquela roupinha colorida não tem, também, o direito de ser feliz??? Tem não!

E aqui, na Paraíba, onde se comemoram as prévias não é muito diferente. A maioria dos blocos vive às custas do poder público e nenhuma atração sobe em um trio elétrico para divertir o povo só por ser, o carnaval, uma festa democrática.

Milhões de reais são pagos a artistas da terra e fora dela para garantir o circo a uma população miserável que não tem sequer o pão na mesa.

Muitas coisas, hoje, me revoltam no carnaval.

Uma delas é ouvir a boa música ser calada à força por "hits" do momento como o "Melô da Mulher Maravilha", e similares que eu não ouso nem citar.

Eu fico indignada quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra-quebra.

Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe que precisa socorrer um filho doente? Quando um trabalhador está enfartando? Quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?

Eu me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval, e, no dia a dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o simples direito de ir e vir.

Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas, seu churrasquinho....

Ora se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e viver passariam o resto do ano à míngua.

Carnaval só dá lucro para donos de cervejaria, para proprietários de trio elétrico e para uns poucos artistas baianos. No mais, é só prejuízo.

Alguém já parou para calcular o quanto o estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados? Quantos milhões são pagos em indenizações por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes?

Quanto o poder público desembolsa com os procedimentos de curetagem que muitas jovens se submetem depois de um carnaval sem proteção que gerou uma gravidez indesejada?

Isso sem falar na quantidade de DST’s que são transmitidas durante a festa em que tudo é permitido!

Eu até acho que o carnaval já foi bom... Mas, isso foi nos tempos de outrora.

- Livro

O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre.

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Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Vice- Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB - RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

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