" Uma Nação que confia em seus Direitos, em vez de confiar em seus Soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." ( Rui Barbosa )
"O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem." Rui Barbosa
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche
Friedrich Nietzsche
terça-feira, janeiro 04, 2011
CIGS - Projeto Búfalo
Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, 03 de janeiro de 2011.
- Transporte de Material em ambiente de Selva
Baseado em publicações da Divisão de Doutrina e Pesquisa do CIGS
O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ,desde a sua criação, procurava solucionar a questão do transporte de armas, munição, água, rações e equipamentos por frações de tropa empenhadas em operações na selva. A procura de um meio de transporte eficiente e de baixo custo baseou suas pesquisas na utilização de bicicletas e animais de carga que pudessem ser adestrados para esse fim.
A primeira tentativa realizada, durante o Comando do Coronel Gélio Fregapani, pretendia utilizar uma anta treinada desde pequena para se adaptar às necessidades operacionais observadas pelas tropas na Amazônia. Foi adaptada uma cangalha especial fixada às costas do animal dentro da qual se colocavam pequenos pesos, mas o animal jamais se adaptou e corcoveava até se ver livre da carga, não se sujeitando ao adestramento.
Nos idos de 1983, foi desenvolvido um projeto utilizando-se muares. O animal foi conduzido para a Base de Instrução Número 1, localizada no quilômetro 55 da Rodovia AM 010. Depois de serem estabelecidas metas e um cronograma de trabalho, iniciou-se a fase prática. O primeiro teste avaliou o comportamento do muar sob uma carga de 60 quilos de suprimentos, montado sobre cangalhas confeccionadas com palha. O animal deveria realizar um deslocamento “através selva” de, aproximadamente, 2.000 metros. Ao chegar ao primeiro socavão, a cerca de 800 metros da base, onde existia um chavascal, o animal empacou e se negou a ir em frente. Como os muares apresentavam sérios problemas de natureza veterinária e limitações para vencerem obstáculos naturais bastante comuns na selva amazônica, o projeto foi abandonado pela inaptidão do animal para o ambiente de selva.
Mais recentemente, no ano de 2000, a Divisão de Doutrina e Pesquisa desenvolveu outro projeto empregando a bicicleta para o transporte de carga. Esta idéia surgiu a partir do estudo de técnicas especiais utilizadas pelos vietcongs na guerra contra os USA, no final da década de 60 e início dos anos 70. As resistentes bicicletas de fabricação soviética eram viáveis no Vietnã, onde a fisiografia da selva possibilitava a abertura de trilhas e o largo emprego da mão de obra farta e barata. Devido ao grande esforço físico despendido pelo homem para empurrar a bicicleta, ela não foi aprovada como sendo uma opção para a logística no interior da selva.
- Histórico do Projeto Búfalo
Com a continuidade dos estudos chegou-se finalmente ao búfalo, animal já adaptado com sucesso na Amazônia, rústico e com diversas características que foram ao encontro das necessidades militares para o emprego de animais. O chamado Projeto Búfalo nasceu em 2000, e tem demonstrado ser uma das soluções para as necessidades das tropas de selva brasileiras devido à resistência do animal, sua adaptação ao ambiente e, principalmente, à sua capacidade de transportar 400 kg ou mais de carga no lombo, ou até três vezes isso, quando tracionando carroças.
A primeira e única informação a respeito do emprego do búfalo, que não fosse para o consumo humano, foi baseada em uma foto de um cartão postal. Neste cartão retratava-se a utilização do animal para fins de patrulhamento pela 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM ) na cidade de Soure, na ilha do Marajó- PA. Foram realizados alguns contatos preliminares para tentar viabilizar a doação e o transporte de um animal de Soure para o CIGS. Devido ao alto custo e a falta de um contato mais aproximado, optou-se por tentar conseguir um animal nas proximidades de Manaus. Foi doado um casal de búfalos com 4 meses de idade, da raça Mediterrâneo. Os animais foram transportados de Itacoatiara para o CIGS no dia 12 de junho de 2000 e, imediatamente, enviados para a Vila do Puraquequara e, de lá, em embarcação boiadeira, até a Base de Instrução Número 4. A Divisão de Doutrina e Pesquisa apresentou ao Comandante uma proposta de trabalho que permitiu dar os primeiros passos para o Projeto, único no mundo, empregando-se animais selvagens para o transporte de carga no interior da floresta.
Desde o início, foi observado que todos os militares envolvidos deviam possuir algumas características que viessem a facilitar o andamento dos trabalhos, tais como: paciência - para enfrentar a teimosia que os animais apresentavam para realizar determinadas atividades; rusticidade - para encarar as dificuldades do terreno por onde os animais se deslocavam; vigor físico - para empurrar, puxar, carregar o material, as carroças, os bolsos carregados com material, nadar com os animais nos igarapés etc. Além dessas características, deve demonstrar desprendimento e iniciativa - para enfrentar as reações adversas apresentadas pelos animais que eram inusitadas e, muitas vezes, com relativo risco para a integridade física do homem, cabendo a eles decidirem qual a melhor forma de se atingir o objetivo proposto. Com relação ao efetivo a ser empregado no Projeto, pode-se concluir que é necessário um homem para cada animal, na fase de adestramento, ou seja, desde os primeiros passos com a condução na corda, trabalho nas trilhas, nos igarapés, na alimentação dentre outras inúmeras atividades.
- Colete Tático Transportador
No início do Projeto, o objetivo primordial era domesticar os animais, passando para eles características que viessem a facilitar o cumprimento das metas estabelecidas na Proposta de Trabalho apresentada. Desde a fase inicial, foi buscado o desenvolvimento de um colete que pudesse acondicionar o material que iria ser carregado, ou seja, no primeiro momento era fundamental que o animal se acostumasse com algo sobre o seu lombo. Para tanto, foi desenvolvido um tipo de colete denominado pela equipe como “colete tático transportador”. Os coletes desenvolvidos permitiram que fossem administrados gradativos pesos sobre o lombo dos búfalos, acondicionados em bolsos de tamanhos variados – todos confeccionados em lona bastante resistente.
Com o andamento dos trabalhos, houve a necessidade de aprimoramento destes materiais. A cada nova investida na selva, uma nova idéia surgia e era aplicada de imediato. Com o início dos trabalhos de tração, houve a necessidade de aquisição de carroças especificamente fabricadas para este fim. Procurando-se conhecer a viabilidade e a adequação dos animais para o transporte humano, foram adquiridas, da ilha de Soure -PA, duas celas especificamente fabricadas para este fim.
- Conclusão
A experiência de emprego de tropa de carregadores, durante a Operação Mura, realizada pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva no ano de 2000, utilizando-se militares do 12º Batalhão de Suprimentos para compor esta fração, mostrou que o homem não suportou, como se esperava, as adversidades do terreno. Após 10 dias de deslocamento com um peso médio de 30 Kg para ressuprir cachês em pontos locados dentro da área de combate, a tropa se encontrava estafada e sem condições de prosseguir na missão. Aliado a este fato, cabe ressaltar que além de ter que carregar o material a ser ressuprido, o carregador tem que levar o seu material individual (ração, munição, material de higiene, roupa de muda, dentre outros). Assim, os 30 Kg que serão ressupridos mais o material do homem, eleva-se para cerca de 41,5 kg. Verificou-se que a média de deslocamento de uma tropa a pé em terreno variado, que é de 1km/h, ficou reduzida a 0,6 km/h, tendendo a diminuir, à medida que parte da tropa apresentava sintomas de estafa, impondo-se a necessidade de se dividir o peso entre aqueles homens que ainda permaneciam na missão de carregadores.
O emprego tático do búfalo em operações na selva tem por objetivo tê-lo como um colaborador, um facilitador, enfim um meio alternativo para o transporte das mais variadas cargas possíveis. Dessa forma, sua colaboração está em retirar o peso do homem, economizando esforços por parte da tropa empregada no ressuprimento, possibilitando a manutenção e o aumento do poder de combate, alongando a permanência do homem em condições de combater por mais tempo e em melhores condições. Poderá estar enquadrado em fração de qualquer nível ou com uma equipe de ressuprimento sem restrições quanto ao horário de emprego, bem como no terreno a ser percorrido, tendo em vista que o animal tem boa visão à noite e já é adaptado à vida aquática. Quanto à alimentação, não há necessidade de grandes preocupações da tropa em querer ressupri-lo, pois ele come de tudo e possui a capacidade de sintetizar proteínas de vegetais inferiores, precisando de pouco complemento alimentar, o qual ele mesmo poderá transportar.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
“A selva não pertence ao mais forte e sim ao mais habilidoso, ao mais resistente e ao mais sóbrio”.
- Transporte de Material em ambiente de Selva
Baseado em publicações da Divisão de Doutrina e Pesquisa do CIGS
O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) ,desde a sua criação, procurava solucionar a questão do transporte de armas, munição, água, rações e equipamentos por frações de tropa empenhadas em operações na selva. A procura de um meio de transporte eficiente e de baixo custo baseou suas pesquisas na utilização de bicicletas e animais de carga que pudessem ser adestrados para esse fim.
A primeira tentativa realizada, durante o Comando do Coronel Gélio Fregapani, pretendia utilizar uma anta treinada desde pequena para se adaptar às necessidades operacionais observadas pelas tropas na Amazônia. Foi adaptada uma cangalha especial fixada às costas do animal dentro da qual se colocavam pequenos pesos, mas o animal jamais se adaptou e corcoveava até se ver livre da carga, não se sujeitando ao adestramento.
Nos idos de 1983, foi desenvolvido um projeto utilizando-se muares. O animal foi conduzido para a Base de Instrução Número 1, localizada no quilômetro 55 da Rodovia AM 010. Depois de serem estabelecidas metas e um cronograma de trabalho, iniciou-se a fase prática. O primeiro teste avaliou o comportamento do muar sob uma carga de 60 quilos de suprimentos, montado sobre cangalhas confeccionadas com palha. O animal deveria realizar um deslocamento “através selva” de, aproximadamente, 2.000 metros. Ao chegar ao primeiro socavão, a cerca de 800 metros da base, onde existia um chavascal, o animal empacou e se negou a ir em frente. Como os muares apresentavam sérios problemas de natureza veterinária e limitações para vencerem obstáculos naturais bastante comuns na selva amazônica, o projeto foi abandonado pela inaptidão do animal para o ambiente de selva.
Mais recentemente, no ano de 2000, a Divisão de Doutrina e Pesquisa desenvolveu outro projeto empregando a bicicleta para o transporte de carga. Esta idéia surgiu a partir do estudo de técnicas especiais utilizadas pelos vietcongs na guerra contra os USA, no final da década de 60 e início dos anos 70. As resistentes bicicletas de fabricação soviética eram viáveis no Vietnã, onde a fisiografia da selva possibilitava a abertura de trilhas e o largo emprego da mão de obra farta e barata. Devido ao grande esforço físico despendido pelo homem para empurrar a bicicleta, ela não foi aprovada como sendo uma opção para a logística no interior da selva.
- Histórico do Projeto Búfalo
Com a continuidade dos estudos chegou-se finalmente ao búfalo, animal já adaptado com sucesso na Amazônia, rústico e com diversas características que foram ao encontro das necessidades militares para o emprego de animais. O chamado Projeto Búfalo nasceu em 2000, e tem demonstrado ser uma das soluções para as necessidades das tropas de selva brasileiras devido à resistência do animal, sua adaptação ao ambiente e, principalmente, à sua capacidade de transportar 400 kg ou mais de carga no lombo, ou até três vezes isso, quando tracionando carroças.
A primeira e única informação a respeito do emprego do búfalo, que não fosse para o consumo humano, foi baseada em uma foto de um cartão postal. Neste cartão retratava-se a utilização do animal para fins de patrulhamento pela 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM ) na cidade de Soure, na ilha do Marajó- PA. Foram realizados alguns contatos preliminares para tentar viabilizar a doação e o transporte de um animal de Soure para o CIGS. Devido ao alto custo e a falta de um contato mais aproximado, optou-se por tentar conseguir um animal nas proximidades de Manaus. Foi doado um casal de búfalos com 4 meses de idade, da raça Mediterrâneo. Os animais foram transportados de Itacoatiara para o CIGS no dia 12 de junho de 2000 e, imediatamente, enviados para a Vila do Puraquequara e, de lá, em embarcação boiadeira, até a Base de Instrução Número 4. A Divisão de Doutrina e Pesquisa apresentou ao Comandante uma proposta de trabalho que permitiu dar os primeiros passos para o Projeto, único no mundo, empregando-se animais selvagens para o transporte de carga no interior da floresta.
Desde o início, foi observado que todos os militares envolvidos deviam possuir algumas características que viessem a facilitar o andamento dos trabalhos, tais como: paciência - para enfrentar a teimosia que os animais apresentavam para realizar determinadas atividades; rusticidade - para encarar as dificuldades do terreno por onde os animais se deslocavam; vigor físico - para empurrar, puxar, carregar o material, as carroças, os bolsos carregados com material, nadar com os animais nos igarapés etc. Além dessas características, deve demonstrar desprendimento e iniciativa - para enfrentar as reações adversas apresentadas pelos animais que eram inusitadas e, muitas vezes, com relativo risco para a integridade física do homem, cabendo a eles decidirem qual a melhor forma de se atingir o objetivo proposto. Com relação ao efetivo a ser empregado no Projeto, pode-se concluir que é necessário um homem para cada animal, na fase de adestramento, ou seja, desde os primeiros passos com a condução na corda, trabalho nas trilhas, nos igarapés, na alimentação dentre outras inúmeras atividades.
- Colete Tático Transportador
No início do Projeto, o objetivo primordial era domesticar os animais, passando para eles características que viessem a facilitar o cumprimento das metas estabelecidas na Proposta de Trabalho apresentada. Desde a fase inicial, foi buscado o desenvolvimento de um colete que pudesse acondicionar o material que iria ser carregado, ou seja, no primeiro momento era fundamental que o animal se acostumasse com algo sobre o seu lombo. Para tanto, foi desenvolvido um tipo de colete denominado pela equipe como “colete tático transportador”. Os coletes desenvolvidos permitiram que fossem administrados gradativos pesos sobre o lombo dos búfalos, acondicionados em bolsos de tamanhos variados – todos confeccionados em lona bastante resistente.
Com o andamento dos trabalhos, houve a necessidade de aprimoramento destes materiais. A cada nova investida na selva, uma nova idéia surgia e era aplicada de imediato. Com o início dos trabalhos de tração, houve a necessidade de aquisição de carroças especificamente fabricadas para este fim. Procurando-se conhecer a viabilidade e a adequação dos animais para o transporte humano, foram adquiridas, da ilha de Soure -PA, duas celas especificamente fabricadas para este fim.
- Conclusão
A experiência de emprego de tropa de carregadores, durante a Operação Mura, realizada pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva no ano de 2000, utilizando-se militares do 12º Batalhão de Suprimentos para compor esta fração, mostrou que o homem não suportou, como se esperava, as adversidades do terreno. Após 10 dias de deslocamento com um peso médio de 30 Kg para ressuprir cachês em pontos locados dentro da área de combate, a tropa se encontrava estafada e sem condições de prosseguir na missão. Aliado a este fato, cabe ressaltar que além de ter que carregar o material a ser ressuprido, o carregador tem que levar o seu material individual (ração, munição, material de higiene, roupa de muda, dentre outros). Assim, os 30 Kg que serão ressupridos mais o material do homem, eleva-se para cerca de 41,5 kg. Verificou-se que a média de deslocamento de uma tropa a pé em terreno variado, que é de 1km/h, ficou reduzida a 0,6 km/h, tendendo a diminuir, à medida que parte da tropa apresentava sintomas de estafa, impondo-se a necessidade de se dividir o peso entre aqueles homens que ainda permaneciam na missão de carregadores.
O emprego tático do búfalo em operações na selva tem por objetivo tê-lo como um colaborador, um facilitador, enfim um meio alternativo para o transporte das mais variadas cargas possíveis. Dessa forma, sua colaboração está em retirar o peso do homem, economizando esforços por parte da tropa empregada no ressuprimento, possibilitando a manutenção e o aumento do poder de combate, alongando a permanência do homem em condições de combater por mais tempo e em melhores condições. Poderá estar enquadrado em fração de qualquer nível ou com uma equipe de ressuprimento sem restrições quanto ao horário de emprego, bem como no terreno a ser percorrido, tendo em vista que o animal tem boa visão à noite e já é adaptado à vida aquática. Quanto à alimentação, não há necessidade de grandes preocupações da tropa em querer ressupri-lo, pois ele come de tudo e possui a capacidade de sintetizar proteínas de vegetais inferiores, precisando de pouco complemento alimentar, o qual ele mesmo poderá transportar.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
Desafiando o Rio-Mar – Comunidade Mauari/Itacoatiara
Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, RS, 01 de janeiro de 2011.
- Partida para Mauri (24 de dezembro de 2010)
Chegamos antes das onze ao destino original, mas o Comandante do Piquiatuba, Soldado Mário, achou melhor buscar um porto mais seguro à jusante. Depois de navegarmos alguns quilômetros ele decidiu lançar a voadeira com seu motor de 40HP para agilizar o reconhecimento e, finalmente, localizou um porto adequado na foz do pequeno igarapé Mauari. Cheguei à comunidade por volta das 12h30 depois de navegar mais de 70 quilômetros, por sete horas.
- Porto do Mauari
A foz possuía profundidade adequada para abrigar a grande embarcação de apoio, a montante e à jusante o porto era protegido por curiosos paredões de pedra que abrigavam um aprazível balneário de areias brancas. Depois da rotina de cuidar do caiaque, lavar a roupa e tomar um bom banho a bordo fomos visitar o professor Beque, um dos líderes da comunidade, que autorizara nossa aportagem.
- Professor Beque, o Forest Gump do Mauari
- Passeio pela Comunidade do Mauari
- Partida para Itacoatiara (25 de dezembro de 2010)
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
“Em cada margem que passa
Outra estou a conquistar
O futuro não se teme
Quando se está a amar”.
(Ana Paula Filipe)
- Partida para Mauri (24 de dezembro de 2010)
Acordei às cinco horas e me preparei para uma rápida jornada que eu pretendia encerrar antes das onze horas na Comunidade Novo Horizonte, localizada na foz, a jusante, do Paraná da Eva, a apenas 56 quilômetros de distância. Os botos tucuxis por várias vezes evoluíram graciosamente nas proximidades do caiaque, proporcionando momentos de puro encantamento. Volta e meia o foguetório quebrava a tranquilidade que me cercava, anunciando os festejos natalinos. As águas continuavam calmas e consegui manter a média de 6 nós (aproximadamente 11 km/h). Fiz uma parada para descanso na Ilha Juara a Sudeste da Ilha Grande da Eva, onde um bando de aproximadamente doze alegres botos tucuxis pescavam; imediatamente o Comandante Mário determinou que o Vieira Lopes viesse, com a voadeira (barco de alumínio), verificar se havia algum problema.
Chegamos antes das onze ao destino original, mas o Comandante do Piquiatuba, Soldado Mário, achou melhor buscar um porto mais seguro à jusante. Depois de navegarmos alguns quilômetros ele decidiu lançar a voadeira com seu motor de 40HP para agilizar o reconhecimento e, finalmente, localizou um porto adequado na foz do pequeno igarapé Mauari. Cheguei à comunidade por volta das 12h30 depois de navegar mais de 70 quilômetros, por sete horas.
- Porto do Mauari
A foz possuía profundidade adequada para abrigar a grande embarcação de apoio, a montante e à jusante o porto era protegido por curiosos paredões de pedra que abrigavam um aprazível balneário de areias brancas. Depois da rotina de cuidar do caiaque, lavar a roupa e tomar um bom banho a bordo fomos visitar o professor Beque, um dos líderes da comunidade, que autorizara nossa aportagem.
- Professor Beque, o Forest Gump do Mauari
O professor de 53 anos fez curso de magistério, marítimo da marinha mercante e auxiliar de saúde que é muito empregado em apoio aos membros da Comunidade do Mauari. Beque relatou que a Comunidade foi formada por descendentes do Capitão Mariano Teixeira que fugiu de Portugal quando Napoleão Bonaparte declarou guerra aos lusitanos e se radicara no Mauari, Costa do Amatari. O professor amazonense afirma que é produto da miscigenação de portugueses da família Quirino com índias da etnia Mura e que cada patriarca tinha duas ou três esposas fazendo com que a descendência crescesse rapidamente.
Beque relata que: “a Fazenda Muari é um local bonito e pitoresco. Na foz do igarapé temos uma laje de pedra de ambos os lados e no centro uma praia que é usada como balneário. Na ponta da laje de jusante existe uma formação que lembra um rosto feminino e é conhecida como Maria Mococa. Em uma oportunidade veio um pessoal de Manaus e uns amigos depois de tomarem umas ‘geladas’ foram até a praia e não retornavam. A esposa de um deles, ansiosa, me perguntou se havia algo interessante na beira para que o marido demorasse tanto e se havia alguma coisa que pudesse pegá-lo. Respondi que tinha uma mulher de pedra e ela entendeu que tinha uma mulher nas pedras e ficou cheia de ciúmes. Notando sua aflição disse que não havia nenhum problema porque a mulher não tinha coração e era dura de roer porque é uma mulher de pedra. Ela desceu comigo até a praia e ao identificar a pedra da Maria Mococa a começou a rir”.
- Passeio pela Comunidade do Mauari
Depois de um bom banho no balneário e garantir os peixes para a ceia de Natal, acompanhamos o professor no seu périplo pela comunidade onde conhecemos seus membros mais antigos e a enorme plantação de acerolas. A tripulação se animou, momentaneamente, em participar das comemorações natalinas ou dos folguedos pagãos, mas reconheceram que isso não seria possível tendo em vista de que teríamos de partir às cinco da manhã.
- Partida para Itacoatiara (25 de dezembro de 2010)
Quando desci, às cinco horas, para o convés inferior, a tripulação já estava a postos, fiz um rápido lanche e colocamos o caiaque n’água. Ao contrário dos demais dias, o vento de proa e o banzeiro prejudicaram, durante toda a jornada, minha progressão. Havíamos decidido manter a rota pela margem esquerda do Amazonas percorrendo o Paraná da Trindade (Cumaru) ao norte da Ilha do mesmo nome que desvia as águas do Madeira pela margem direita do Amazonas ao longo da Costa do Arapará. A opção tinha a vantagem de ser mais curta embora mais lenta. Continuei a navegação sempre enfrentando o vento de proa e ondas que alcançavam meio metro de altura, nada que prejudicasse a estabilidade do formidável Cabo Horn (caiaque). Por volta das 7h30, logo na entrada do Paraná Cumaru, depois de navegar 18 km, por quase duas horas, avistei uma interessante ponte de ferro em arco sobre o Igarapé Nossa das Graças, aproveitei para fazer uma parada para descansar e fotografá-la. Hidratei-me comi uma banana e uma maçã e voltei para a água. Naveguei para o talvegue do Paraná. Os ventos continuavam prejudicando o deslocamento, apontei a proa diretamente para a Ilha Benta, ia fazer uma parada na face norte de suas areias. Aportei na Ilha Benta, às 9h20, depois de navegar 16 km, observei o Piquiatuba estacionado a 3 km a jusante da foz do Rio Urubu realizei meus procedimentos de rotina e retornei para o rio para meu lance final.
Notifiquei à equipe de apoio a respeito de minha rota, enchi o cantil com refrigerante e parti. Logo que adentrei nas águas oriundas do Rio Madeira encontrei troncos arrastados pela correnteza deste formidável afluente da margem direita do Amazonas. Até então eu não havia encontrado nas águas do Amazonas vestígios desse material já que o Solimões, nesta época, não tinha correnteza suficiente para arrastar os troncos encalhados nas margens ou areais do seu leito. Itacoatiara era perfeitamente visível a mais de 20 km de distância, piquei a voga, mas não adiantou muito, a velocidade dos ventos e a altura das ondas aumentaram de volume. Aportei no Piquiatuba às 12h12 depois de navegar aproximadamente 70 km. Estabeleci os contatos necessários com o pessoal de terra e permaneci a bordo até a tarde de 26 colocando em dia o material colhido ao longo do caminho.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
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sexta-feira, dezembro 31, 2010
Desabafo
Estava outro dia conversando com colegas de trabalho e um deles que estava fazendo um curso universitário na área de letras, comentou que o seu curso havia se encerrado, e que por ele ter atrasado as disciplinas de inglês (apesar de praticamente já ter concluído o resto do curso) teria que sair da faculdade e procurar o curso em outra instituição e torcer para que seus créditos pudessem ser aproveitados no novo local.
O que me chama atenção é o fato de, como nos últimos quatro anos tenho ouvido isso com certa regularidade, tanto de professores (que perderam seus empregos), quanto de alunos que tiveram que buscar novos cursos ou prestar novo vestibular.
Isso me assusta, pois reflete a cruel indiferença que recai sobre a profissão do educador.
Apesar de certo intelectual que escreve sobre educação (economista se não me engano) em revista de grande circulação já ter dito que a questão salarial do profissional da área de ensino não justifica o nosso padrão e nem tampouco é assim tão baixo, vejo refletido na baixa procura por parte de nossos jovens (que sabem a realidade dura do professor) por essa profissão tão bela, a principal razão pelo fechamento de tais cursos em várias universidades e faculdades particulares. Se não há aluno, não há mensalidade. Sem mensalidade, não há lucro. E aí, o curso fecha, deixa de existir.
Uma solução prática e já adotada devido a ausência gritante que o ensino nacional já sente, foi permitir que profissionais de outras áreas que apresentassem conhecimento afim, pudessem assumir a cátedra e fazer as tais licenciaturas curtas ( em alguns casos nem isso é exigido).
Não desmerecendo tais profissionais, mas quem fez engenharia, direito, medicina, ou qualquer outro curso desses, queria era ser engenheiro, advogado ou magistrado e médico. Ser professor para muitos é simplesmente algo passageiro (com raríssimas excessões) enquanto estão em busca de emprego em suas áreas.
Precisamos realmente é de uma política pública que valorize realmente a profissão do educador. E nesse caso, não é só uma questão salarial, mas também de condições de trabalho, de descanso e aposentadoria diferenciada (não precisa nem ser como a dos políticos que bastam assumir o cargo por pouco tempo para ficarem com ela para o resto da vida). Mas a atividade do educador é diferenciada, é desgastante. Exige um dispêndio de energia nas chamadas horas pedagógicas (que não são as contabilizadas oficialmente) que fazemos em casa nos momentos de descanso, nos fins de semana, tudo isso em detrimento de estarmos aproveitando no seu todo, a presença de nossa família.
Lembro-me que o intelectual referido acima, certa vez escreveu que o professor ganhava bem, e que mesmo em condições adversas havia exemplos maravilhosos de superação.
Lembro-me de que quando era criança minha mãe me dizer que o Silvio Santos havia sido camelô e com esforço superou as condições adversas e se tornou um homem de sucesso.
Será que se todos quisessem poderiam se tornar Silvio Santos? Acho que não, não há espaço para isso.
E afinal de contas qual seria a razão, usando a mesma lógica, de que esses exemplos de superação na área educacional possam ser usados por todos e assim atingirmos o maravilhoso Éden educacional? Creio que a resposta é simples. Não é nossa responsabilidade. Esses exemplos de superação são isso, exemplos midiáticos de superação.
Apesar de tais exemplos não serem a regra, os professores nos mais diversos níveis da educação pública (principalmente), realizam diferentes graus de superação. São profissionais que dão aulas em locais inadequados, com material faltando, com desestimulo social e que buscam levar para seus alunos a importância do ensino para sua vida e não apenas para o vestibular.
Profissionais que abrem mão de horas de lazer, que fazem grandes deslocamentos e que sofrem para por as contas em dia com o minguado salário que recebem.
Esses são exemplos de superação que existem em milhares e não raramente. Esses são os profissionais que merecem ser melhor respeitados pela sociedade e pela classe que detém o poder de confeccionar políticas públicas mais adequadas à área educacional.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Deise Nishimura, a Samurai de Mamirauá
Hiram Reis e Silva, Manaus, AM, 29 de dezembro de 2010.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
“O Ai do samurai
não é um grito de dor:
é a precisão do corte,
a velocidade da morte
na defesa da manhã”.
(Arnaldo Garcez Teixeira)
(Arnaldo Garcez Teixeira)
- Café Regional
Convidei os caros amigos do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) Tenente Roberto STIEGER e a pesquisadora chefe do laboratório de Mamíferos Aquáticos Amazônicos, VERA F. Silva, para um café regional de agradecimento, por terem viabilizado minha visita a um dos mais fantásticos santuários ecológicos do mundo: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá.
Na oportunidade, a Vera, como sempre, nos brindou com seus fantásticos relatos, sendo que um deles – o ataque de um jacaré a uma de suas pesquisadoras, a bióloga paulista Deise Nishimura, chamou-me a atenção em especial. Vera comentou que o anjo da guarda de sua pesquisadora, na oportunidade, deu um cochilo quase fatal, mas, logo em seguida, procurou corrigir sua burrada através de uma série de felizes coincidências.
- O ataque de Dorotéia, a guardiã do Flutuante Boto Vermelho
Foi em dezembro de 2009, véspera do Ano Novo, nas instalações do Flutuante do Boto Vermelho, RDS Mamirauá, município de Tefé, Amazonas. A pesquisadora Deise Nishimura preparava um enorme tambaqui para a passagem do ano. Iniciou a limpeza do saboroso peixe na cozinha e, logicamente, os pequenos detritos puseram em alerta a Dorotéia, a enorme Jacaré-Açu que morava sob o Flutuante. Na hora de cortá-lo preferiu fazê-lo na borda do Flutuante, a menos de um metro d’água. Dorotéia, já na espreita, atacou Deise e puxou-a, pela perna, para dentro d’água, dando início à rotação mortal.
“Nesta hora achei que tinha morrido, mas lembrei de um documentário que havia visto que, quando você é atacada por um tubarão, a parte mais sensível dele é o nariz. Aí pensei qual seria a parte mais sensível do jacaré. Coloquei a mão na cabeça dele, não sei se era o nariz ou o olho, e enfiei meus dedos e apertei com toda força, foi quando ele me soltou e nessa hora percebi que já estava sem a minha perna”, relata Deise.
Deise nadou rapidamente para o Flutuante procurando se colocar a salvo antes que outros jacarés fossem atraídos pelo seu sangue. Arrastou-se pela rampa de acesso aos barcos que fica ao nível d’água e conseguiu, depois muito esforço, pedir socorro pelo rádio. A Vera comenta que, a partir do ataque, o anjo da guarda deve ter acordado sobressaltado e procurou remediar a besteira que tinha deixado acontecer com sua protegida. A artéria femural, na rotação, deu praticamente um nó, impedindo que a pesquisadora viesse a se esvair em sangue. Em Mamirauá, normalmente, ninguém está na escuta nos postos-rádio e, às vezes, não se entende absolutamente nada do que está sendo dito,contudo, nessa ocasião, seu pedido de socorro foi ouvido e, em quinze minutos, uma equipe lhe atendia, acompanhada de um especialista, com curso de primeiros socorros - uma raridade na RDS.
Outro problema crítico seria a evacuação imediata para o Hospital de Tefé. Nesse momento, ocorreu mais uma intervenção do anjo dorminhoco: eis que o Gerente Operacional do Instituto Mamirauá, César Modesto, fazia sua ronda periódica pelos diversos Flutuantes do Instituto numa lancha dotada de possante e barulhento motor. No mesmo instante em que Deise fazia seu apelo pelo rádio, o César havia diminuído a velocidade em virtude dos banzeiros e, graças a isto, pôde ouvir a mensagem, deslocando-se, imediatamente, para o local, fato que possibilitou uma evacuação em tempo recorde.
Deise chegou em estado de choque ao Hospital de Tefé, e foi prontamente atendida pelo Doutor Alberto Villa Lobos.
O Doutor Alberto é um perito em amputações e, graças a ele, a pesquisadora não sofreu nenhuma infecção,recebeu um tratamento especializado, o qual foi elogiado, mais tarde, pelos médicos de São Paulo, local para onde Deise foi transferida, para dar continuidade ao tratamento, e depois ser submetida à fisioterapia.
Nishimura, mostrando ter a fibra dos verdadeiros Samurais, voltou para RDS Mamirauá para dar continuidade às pesquisas sobre o boto vermelho, e lamentou-se ao saber que os ribeirinhos haviam matado sua algoz Dorotéia.
- Rotação Mortal
Achei estranho o comentário de alguns “especialistas” em jacarés, afirmando que o ataque seguido de rotação era privilégio dos crocodilianos. Lembrei-me de ter lido há algum tempo afirmação do ex-presidente americano Theodore Roosevelt e ornitólogo amador que afirmava: “Durante o vôo, o maguari e alguns outros pernaltas esticam o pescoço em linha reta...” fato que pude desmentir através de observação pessoal e fotos mais tarde. Com os jacarés e os crocodilianos, a mesma coisa acontece. Quando a presa é grande e não pode ser abocanhada de uma única vez, é usado o recurso da rotação, para arrancar membros, partir ossos ou matar. Pude observar esse recurso sendo empregado pelos jacarés do Pantanal, quando o alvo era uma capivara, veado ou porco do mato.
- Memória Curta
Quando estive na RDS Mamirauá, de 27 a 31 de dezembro de 2008, naveguei sem qualquer receio entre gigantescos animais que podem chegar, em casos excepcionais, a sete metros de comprimento, maiores que os crocodilos americanos (aligátor mississipienses). Na Pousada Uacari, numa conduta altamente condenável, os guias locais atraíam os enormes animais atirando pedaços de carne na água para que os turistas pudessem fotografá-los. No Flutuante Mamirauá, onde fiquei hospedado havia um gigantesco sauro, conhecido como Léo, animal que considerava o Flutuante como sua propriedade, garantindo sua posse graças aos seus formidáveis cinco metros. Ele, como os outros, eram alimentados, para deleite dos visitantes ou durante a preparação das refeições, o que com o tempo, fatalmente, os levaria a associar o cheiro de comida na Pousada Uacari ou Flutuantes à refeição fácil. Não tínhamos qualquer tipo de cuidado com os grandes animais e todos os consideravam como grandes animais “domésticos”. O acidente cruel com a Deise, segundo a Vera, parece que, depois de quase um ano, já caiu no esquecimento, uma vez que os procedimentos reprováveis voltaram a acontecer.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Guerra de drogas no Rio
recebido por e-mail - 07 dez 2010
Uma pequena guerra ocorreu na semana passada no Rio de Janeiro, Brasil, entre as forças brasileiras e centenas de traficantes entrincheirados no complexo de favelas do Complexo do Alemão dublada. Após os recentes esforços dos funcionários para pacificar o Rio de drogas e relacionadas com a violência das gangues em frente da próxima Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os traficantes atingiu na semana passada - atacando delegacias de polícia e assaltos a massa de teste. Após dias de preparação, as forças de segurança brasileiro lançou uma invasão no Complexo do Alemão, onde entre 500 e 600 traficantes de droga foram escondidos. Pelo menos 42 pessoas foram mortas na violência na semana passada, com as forças de segurança tomando o controle de vários bairros. Um número relativamente baixo de prisões foram feitas, e as autoridades alertam para novos conflitos como continuar a expulsar mais suspeitos no Rio de labirinto das favelas.
supostos traficantes de drogas que não quis se identificar, posar para uma foto como eles estão em uma rua em uma favela na zona oeste do Rio de Janeiro, Brasil em 07 novembro de 2010. (AP Photo / Felipe Dana)
Polícia se deslocar para posições durante uma operação contra supostos traficantes de drogas no Complexo do Alemão favela, no Rio de Janeiro, Brasil, domingo, 28 de novembro de 2010. A polícia do Rio com apoio de helicópteros e veículos blindados começaram a invadir um complexo de favelas longa realizada por traficantes, no domingo, movendo-se lentamente seu caminho através de pequenas vielas em meio a artilharia pesada. (AP Photo / Silvia Izquierdo) #
As pessoas reagem após o disparo definir uma casa pegando fogo durante uma operação de siameses na favela do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, Brasil, sábado, 27 nov 2010. Soldados e policiais agachados atrás dos veículos blindados treinaram seus rifles em dezenas de entradas para uma extensa favela sábado, se preparando para invadir e tentar empurrar os traficantes de drogas numa área por muito tempo considerada a mais perigosa no Rio de Janeiro. (AP Photo / Silvia Izquierdo) #
Um veículo blindado do Exército Brasileiro em rolos de um bloqueio durante uma operação na favela Alemão no Rio de Janeiro 28 de novembro de 2010. Polícia posicionado veículos blindados à beira de uma favela de Rio de Janeiro ao anoitecer de sábado, em preparação para uma possível ofensiva para erradicar os traficantes de drogas. (REUTERS Bruno Domingos /) #
O hit janela bala de um táxi, como "fotógrafo da Reuters Paulo Whitaker ficou ferido durante uma operação na favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro 26 de novembro de 2010. Whitaker foi baleado no ombro durante a cobertura, mas ele está se recuperando rapidamente sua lesão não é a vida em risco, disseram os médicos. (REUTERS Paulo Whitaker /) #
Polícia prende um suspeito no Complexo do Alemão favela do Rio de Janeiro, Brasil, na segunda-feira 29 de novembro de 2010. Autoridades tomaram o controle do que era tempo a mais perigosa das favelas na cidade, como operações continuadas segunda-feira para localizar membros de gangues de drogas. (AP Photo Andre Penner /) #
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