"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche

segunda-feira, novembro 13, 2006

O Estado de São Paulo - 13/11/06

Israel: 'Irã deve começar a temer'

Na véspera de encontro com Bush, Olmert adverte Teerã sobre programa nuclear do país

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, advertiu ontem o Irã sobre as conseqüências do programa nuclear do país, dizendo que Teerã deveria 'começar a temer' as conseqüências de adquirir armas nucleares. 'Eles (os iranianos) devem temer se não fizer um acordo com a comunidade internacional', disse Olmert, de acordo com a porta-voz Miri Eisin. A ameaça foi feita durante o vôo a caminho de Washington, onde Omert deve se reunir hoje com o presidente dos EUA, George W. Bush.
Olmert descreveu o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, como 'um homem pronto para cometer crimes contra a humanidade' e disse que as ambições do Irã serão o principal tema de seu encontro com Bush. A visita do primeiro-ministro ocorre dias depois que os democratas derrotaram os republicanos nas eleições legislativas do dia 7, e tem como objetivo redefinir a política americana em relação a Israel após a derrota do partido de Bush.
Apesar do comentário agressivo de Olmert, o vice-ministro de Defesa de Israel, Ephraim Sneh, afirmou que uma ofensiva militar israelense deveria ser considerada apenas como último recurso, após esgotadas todas as vias de negociação. 'A opção militar teria conseqüências graves', disse Sneh.
Em resposta às declarações do premiê israelense, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Ali Hosseini, afirmou que a reação a um eventual ataque militar israelense será 'destruidora'. 'Israel não dispõe dos meios para ameaçar o Irã porque sua situação de segurança é frágil', declarou Hosseini. Além disso, Hosseini anunciou que o Irã instalará 3 mil centrífugas de enriquecimento de urânio até março de 2007.
O anúncio acontece um dia antes de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha) mais Alemanha retomarem em, Nova York ,as discussões sobre o projeto europeu de resolução contra o Irã. O chefe iraniano de negociação nuclear, Ali Larijani, declarou que, se o CS adotar a resolução com todas as restrições previstas, significará o fim das negociações com as grandes potências.
O projeto europeu prevê sanções econômicas e comerciais contra o Irã, mas não interfere nas atividades vinculadas à construção da usina iraniana de Bouchehr, que conta com a cooperação da Rússia - fator indispensável para a obtenção do apoio russo. Os EUA, por sua vez, querem endurecer o projeto europeu.
Os seis países 'iniciarão uma fase explicativa, mas ainda não encerrarão a negociação', disse o embaixador da França na ONU, Jean-Marc de La Sablière. Os seis países, porém, não chegaram a um acordo sobre a extensão das sanções.
Em Teerã, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad criticou os esforços da ONU para impor restrições a seus país. 'É vergonhoso que o Conselho de Segurança ameace os países que buscam combustível nuclear com objetivos pacíficos', afirmou. AP e AFP

O Globo - 13/11/06

Reconstrução ameaça fracassar
Bilhões gastos não foram suficientes para devolver qualidade de vida ao país

BAGDÁ. Por pouco mais de US$38 bilhões, os EUA e seus empreiteiros no Iraque deram a 4,6 milhões de pessoas acesso a água. Distribuíram sementes a fazendeiros, melhorando as colheitas de trigo. Com a capacidade de geração de eletricidade acima dos níveis do pré-guerra, deram mais horas de energia a muitos. Consertaram mais de cinco mil escolas e vacinaram 4,6 milhões de crianças contra a pólio.
A lista continua. Mas à medida que a reconstrução patrocinada e liderada pelos EUA se aproxima do fim, autoridades americanas e empreiteiros lutam com uma realidade dura: os milhares de sucessos no Iraque podem terminar num grande fracasso.
- Fizemos uma quantidade significativa de trabalho. Mas fomos esmagados pela violência - diz Clifford G. Mumm, que passou a maior parte dos últimos três anos no Iraque administrando projetos para a Bechtel Corp. - É muito difícil ser otimista - diz.
Os projetos custeados pelos EUA há muito são alvo de sabotagem. Muitos dos que foram poupados continuam sem utilidade para uma população paralisada pela violência.

EUA tinham Plano Marshall como modelo
No entanto, os que participam do esforço de reconstrução dizem que a preocupação com segurança não é o único problema. Planejamento e coordenação malfeitos por autoridades dos EUA fizeram com que mesmo projetos individuais bem-sucedidos fracassassem. Por exemplo, centros de saúde foram construídos a custos altos, mas sem água ou saneamento.
E agora que os EUA estão repassando os esforços de reconstrução para o Iraque, muitos envolvidos no processo temem que os iraquianos não tenham treinamento ou dinheiro necessários para manter funcionando as instalações construídas pelos EUA.
Essa não era a maneira com que se esperava que a reconstrução funcionasse. Em 2003, seis meses após a invasão, o presidente Bush prometeu ao Iraque "o maior compromisso financeiro do gênero desde o Plano Marshall". Funcionários de alto escalão do governo consideraram aquele plano - que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra - um modelo para o Iraque. O Congresso logo aprovou um orçamento que, embora previsse menos dinheiro que o Plano Marshall, parecia suficiente para pôr o Iraque de volta nos trilhos.
Andando pelas ruas da cidade de Mosul, três anos depois, o taxista Sattar Othman quase não percebe:
- Que reconstrução? - pergunta. - Hoje bebemos água sem tratamento de uma instalação erguida há anos que nunca passou por manutenção. A eletricidade só nos visita duas horas por dia. E agora estamos andando para trás. Cozinhamos em fogões a lenha, que recolhemos de florestas, devido à falta de gás - relata.
A visão de Othman é compartilhada por muitos no país. Iraquianos expressam frustração não apenas com os EUA mas com os líderes iraquianos - por embolsarem dinheiro de ajuda que deveria servir ao bem de todos.
Os EUA alocaram mais de US$38 bilhões para reconstruir o Iraque, mais do que para qualquer outra nação. A maioria do dinheiro já se foi. Três quartos do fundo principal para a reconstrução foram gastos e o restante foi separado para a finalização de projetos-chave.
Ao todo, 88% de todos os projetos planejados (cerca de 12 mil) foram completados, com apenas 4% ainda por começar. No entanto, medir o sucesso por projetos finalizados é uma maneira errada de medir o sucesso.
- Sabíamos que não se tratava do número de projetos finalizados, e sim de perguntar: a eletricidade está chegando a Bagdá? Há segurança nas ruas? O petróleo está fluindo? É o que interessa - disse Jon C. Bowersox, que até pouco tempo era adido de saúde da embaixada dos EUA.

O Globo - 13/11/06

Um manual para ensinar a mordomia
Texto da Câmara lista 180 serviços oferecidos aos deputados

BRASÍLIA. Produzido para orientar deputados e assessores sobre o funcionamento da Câmara, o recém-criado "Manual do gabinete parlamentar", que interessa principalmente aos 269 novatos que tomarão posse em fevereiro, lista a série de mordomias e benesses a que um congressista tem direito e dá dicas, no mínimo, curiosas: desde a importância de contratar um "assessor de pleitos" às possibilidades de instalações do gabinete, que vão do modelo "enxuto" ao "ampliado".
O número de serviços oferecidos pela Câmara a um deputado chega a exatamente 180. São privilégios como cotas fixas para gastos com Correios, passagem aérea, frigobar, TV a cabo, telefone, poltronas, passaporte diplomático, serviço médico estendido a familiares e assinaturas de jornais e revistas, além da verba indenizatória para gastos no estado de origem.
O manual foi elaborado pelo Departamento de Apoio Parlamentar e tem 330 páginas. A idéia é que funcione como um guia para os deputados. Ele está sendo divulgado na intranet da Câmara, rede interna a que apenas parlamentares e servidores da Casa têm acesso.
No texto, destaca-se a recomendação para a contratação de um "assessor de pleitos", que trabalhará pela liberação de emendas nos ministérios. É definido como o profissional que atua fora da Câmara, junto aos órgãos da administração, acompanhando processos, projetos e pleitos de interesse do parlamentar. Dica valiosa para uma categoria que viu quase uma centena de pares envolvidos em negociatas com a máfia dos sanguessugas. Entre os requisitos necessários, o assessor deve conhecer "a sistemática de liberação de verbas e prestação de contas junto aos órgãos federais e ao Tribunal de Contas da União e a estrutura dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário".
Um capítulo do manual sugere modelos de gabinete, a quantidade ideal de funcionários - de motorista a chefe de gabinete - e os requisitos necessários para cada cargo. São apresentados quatro modelos de gabinete: o "enxuto", com quatro funcionários; o "básico", com cinco; o "completo", com seis; e o "ampliado", com sete. O manual ressalva que se trata de uma sugestão e que o regimento interno da Câmara não prevê categorias funcionais no quadro de pessoal. Os servidores do gabinete são secretários parlamentares. O guia traz ainda sugestões de organização do gabinete, detalhando a disposição das salas e da mobília. Os parlamentares podem, a qualquer momento, solicitar que o espaço seja reformado.
Além das dicas que auxiliam na rotina do gabinete, o manual enumera as verbas a que o deputado tem direito e explica como requisitá-las e prestar contas. Os recursos são referentes a auxílio-moradia (R$3 mil); cota postal/telefônica (R$4,2 mil), verba indenizatória (R$15 mil) e o salário bruto (R$12,4 mil). O valor da cota de passagem aérea varia de acordo com a região do parlamentar: um deputado do Rio tem direito a R$8,3 mil mensais em passagens aéreas; um do Acre, a R$15,6 mil. O parlamentar pode escolher se prefere morar num apartamento funcional ou receber o auxílio-moradia e alugar um imóvel.
Eles têm direito também a assinatura de cinco jornais e revistas, entregues em casa ou no gabinete. As boas-vindas não se resumem às orientações do manual. Os parlamentares também receberão pastas executivas de couro no valor total de R$407,7 mil.

domingo, novembro 12, 2006

Folha de São Paulo - 12/11/06

Militares apóiam coronel acusado de tortura

Oficiais evocam Lei da Anistia e se mobilizam por Ustra; segundo coronel, esquerda terrorista foi responsável por 120 mortes

Coronel reformado do Exército enfrenta processo no qual é acusado de tortura nos anos 70 contra cinco pessoas da mesma família

DA SUCURSAL DO RIO

O processo no qual o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra é acusado de tortura contra cinco pessoas da mesma família durante a ditadura desencadeou uma ampla mobilização de oficiais das Forças Armadas -já fora da ativa- em apoio ao réu.

O movimento se intensificou depois da audiência da quarta-feira, quando testemunhas de acusação afirmaram ter sido torturadas por Ustra na década de 1970. O pilar da argumentação dos oficiais solidários ao coronel é que a Lei de Anistia (1979) beneficiou não apenas os opositores condenados judicialmente mas também os funcionários dos governos militares, ainda que não tenham sido alvo de ações na Justiça.

"Não existe anistia só de um lado; a anistia só vale para eles?", pergunta o general-de-divisão (três estrelas) reformado Francisco Batista Torres de Melo, coordenador do Grupo Guararapes. Sediada em Fortaleza, a associação reúne 463 oficiais das Forças Armadas (32 generais) e 1.020 civis.

Um manifesto do Guararapes considera a ação contra Ustra "descabida" e uma "afronta" à Lei de Anistia.

O processo "é quase uma aberração", na opinião do general-de-exército (quatro estrelas, o máximo concedido) da reserva Gilberto Barbosa de Figueiredo. Ele preside o Clube Militar, no Rio de Janeiro.

"A lei [de 1979] valeu para os dois lados", diz o general. "Depois dela, o processo não cabe. É a mesma coisa que querer julgar alguém que assaltou um banco. Zerou o jogo. Não vai mais ser julgado por crime que cometeu na época."

A idéia é reafirmada pelo advogado Paulo Esteves, defensor de Ustra: "A moeda tem dois lados com idêntica possibilidade de propositura de ações. É o que a anistia buscou evitar".

"Há pessoas na administração pública que têm contra si imputações [por atitudes] que não são das mais corretas", diz Esteves. "[O processo] traz à baila um assunto que não interessa a ninguém. [No regime militar] ocorreram de lado a lado coisas desagradáveis."

Crimes da esquerda

O advogado se refere a crimes de assalto, seqüestro e morte cometidos por militantes da esquerda armada. Levantamento promovido por Ustra calcula em 120 os mortos e 330 os feridos em ações de guerrilha e terrorismo.

Com o codinome "Tibiriçá", o coronel dirigiu de setembro de 1970 a janeiro de 1974 a seção paulista do órgão centralizador do combate à oposição, o Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações -Centro de Operações de Defesa Interna). Nesse período, pelo menos 40 presos foram mortos nesse local, conforme o jornalista Elio Gaspari no livro "A Ditadura Encurralada".

Os autores da ação contra Ustra são o casal Maria Amélia e César Teles, seus filhos, Janaína e Édson, e Criméia Almeida, irmã de Maria Amélia. Eles acusam o militar por seqüestro e tortura em 1972 e 1973. Janaína tinha 5 anos, e Édson, 4. Também foram levados para o Doi-Codi. Os adultos militavam no PC do B. Eles narram diversas modalidades de sevícias. Grávida então de sete meses, Criméia conta que também foi submetida a violência.

A ação declaratória não visa indenização pecuniária ou condenação. Pede o reconhecimento de Ustra como responsável por danos morais e à integridade física. Em primeira instância, a Justiça considerou que, como a Lei de Anistia trata de crimes, não se aplica a ações civis, e o processo prossegue.

A Folha tentou ouvir Ustra, 74, mas ele não respondeu ao recado. Em conversa em setembro, o militar chamou os relatos de "mentiradas". Disse que os acusadores ficam "inventando coisas" e "mulheres mentem". Atualmente ele se dedica a divulgar seu livro "A Verdade Sufocada", com a versão sobre os anos de poder militar e os crimes da esquerda.

Um dos promotores do lançamento do livro em Porto Alegre é o general-de-brigada (duas estrelas) reformado José Apolônio Neto. Para o oficial, "estão fazendo uma barbaridade com o coronel Ustra. É um ato de rebeldia do pessoal do outro lado da rua".

Indagado sobre o caso, o Exército respondeu que, "como o assunto está tramitando na Justiça, o Exército Brasileiro não se pronunciará".

(MÁRIO MAGALHÃES)

O Globo - 12/11/06

Enquanto isso...


Juízes voltam a ter privilégio de férias de três meses

Pressão de magistrados funciona e Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revoga decisão que acabara com benefício

BRASÍLIA. Uma decisão tomada sem muito alarde pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devolveu aos juízes um privilégio extinto pela reforma do Judiciário: as férias coletivas nos tribunais. A proibição começou a vigorar em dezembro de 2004, para impedir que a categoria gozasse de três meses de descanso por ano.

A resistência dos magistrados em cumprir a nova regra fez com que o CNJ, órgão criado pela mesma reforma para fiscalizar a atividade dos juízes, editasse uma resolução para reiterar a medida. No entanto, em 24 de outubro, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie Northfleet, que também preside o CNJ, sucumbiu às pressões dos juízes e advogados e convenceu os conselheiros a revogarem a medida.

A atitude dos integrantes do CNJ nesse episódio provocou polêmica entre parlamentares que acompanharam de perto a tramitação - que consumiu 12 anos - da reforma do Judiciário no Congresso.

O deputado Maurício Rands (PT-PE), que relatou a emenda constitucional na Câmara, diz que não seria competência do CNJ regular o assunto. Isso porque, na emenda, o fim das férias forenses coletivas seria auto-aplicável e deveria entrar em vigor imediatamente após a promulgação. O parlamentar estuda entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade.

- O CNJ não pode contrariar uma norma constitucional - argumenta Rands.

A chance de uma ação como essa sair vitoriosa é grande. No meio jurídico, avalia-se que o CNJ tem tomado medidas que ultrapassam seus poderes. No caso das férias coletivas, Ellen teria ficado na berlinda por causa das circunstâncias em que a decisão foi tomada. O CNJ revogou a proibição após a ministra ter se reunido com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de instituições representativas de magistrados.

OAB, que era contra privilégio, mudou de idéia

Quando a reforma do Judiciário estava sendo discutida no Congresso, a OAB se manifestou a favor do fim das férias coletivas. Acreditava-se que a medida tornaria as decisões judiciais mais ágeis, pois não haveria intervalo na prestação do serviço dos tribunais. A OAB, porém, mudou de idéia. Chegou à conclusão que, sem as férias coletivas, os prazos para ajuizar recursos às ações também não paravam de correr. Assim, os advogados não poderiam planejar suas próprias férias.

- A iniciativa do Congresso não deu certo. É o que chamamos revolta dos fatos contra a lei. Os tribunais já estavam acostumados com as férias coletivas. Implicaria uma mudança de costume muito grande - diz o advogado Paulo Lobo, representante da OAB no CNJ.

As férias coletivas foram proibidas apenas na primeira e segunda instâncias, mas mantidas nos tribunais superiores. Para não cumprir a medida, os tribunais alegaram que haveria conseqüências na administração interna. Argumentaram que os colegiados teriam que trabalhar sempre com juízes substitutos em suas composições. Isso provocaria mais demora nos julgamentos, pois esses juízes não estariam totalmente familiarizados com as ações. Agora, caberá a cada tribunal decidir se cumpre a emenda constitucional.

Procurada pelo GLOBO, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), principal representante da categoria, não quis se manifestar sobre o assunto.

O Globo - 12/11/06

MOROSIDADE PARA PUNIR

Após a detenção, a impunidade Das 785 pessoas detidas em 20 grandes operações da PF, 94% já estão nas ruas

Das 785 pessoas detidas pela Polícia Federal em 20 grandes operações de combate à corrupção e repressão a organizações criminosas nos últimos quatro anos, a maioria está nas ruas e sem qualquer punição, segundo levantamento feito pelo GLOBO. Apenas 40 investigados permanecem detidos. Ou seja, o número de presos hoje corresponde a pouco mais de 5% do contingente detido. De 2003 até agora, a PF fez 241 operações e prendeu 4.292 empresários, lobistas e servidores públicos, entre outros. Mas, das 20 maiores operações, apenas sete já resultaram em condenações dos acusados. As operações da PF foram insistentemente lembradas pelo presidente Lula no programa gratuito de TV, durante a campanha eleitoral. Os publicitários do então candidato à reeleição pretendiam transformar as ações policiais num símbolo da luta contra a corrupção supostamente travada pelo presidente.

- As instituições são tolerantes com crimes financeiros. Para ficar preso neste país, o sujeito tem que estuprar, matar e confessar o crime. Isso se não tiver um bom advogado - afirma o procurador da República Mário Lúcio de Avelar.

Nessa lista de 20 investigações, policiais federais e procuradores da República obtiveram sentenças condenatórias dos réus nas operações Anaconda, Praga do Egito, Shogun, Farol da Colina, Cavalo de Tróia, Poeira no Asfalto e Curupira. Os processos das demais operações se arrastam na burocracia da Justiça ou até nos escaninhos do Ministério Público Federal.

Foi o que aconteceu com a operação Albatroz. Em agosto de 2004, a PF prendeu 20 empresários e servidores ligados a organização chefiada pelo então deputado estadual do Amazonas Sebastião Cordeiro. A investigação, batizada de Operação Albatroz, atingiu também cinco secretários do governador Eduardo Braga (PMDB). Pelos cálculos da polícia, o esquema movimentou R$500 milhões em contrabando e fraude em licitações do governo local, ao longo de dez anos.

Mas, apesar do alentado relatório da PF sobre as fraudes, o subprocurador da República Carlos Eduardo de Oliveira só apresentou a denúncia contra os acusados em setembro, dois anos e um mês após o início das investigações. Neste período, Cordeiro teve o mandato cassado, mas recuperou os bens e hoje mora nos Estados Unidos numa casa comprada ano passado. Nem declarou o negócio imobiliário à Receita Federal.

Os sinais da impunidade são também a marca da Operação Vampiro. Com a decisão do Ministério Público de fazer um aditamento da denúncia original para incluir os nomes do ex-ministro Humberto Costa e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares no rol dos acusados, o processo, que já estava em fase adiantada, voltou à estaca zero. A primeira denúncia foi feita em 2004.

- Os baixos índices de condenação são, em parte, resultado da desarticulação entre o Ministério Público e a Polícia Federal. Entre as instituições estaduais, essas diferenças são ainda mais graves - afirma o sociólogo Cláudio Beato, especialista em questões de segurança pública.

Condenados à prisão recorrem em liberdade

A impunidade tem sido a tônica até nos processos que resultam em condenação. Depois de mandar à prisão os doleiros Messod Gilberto e Samuel Messod Benzecry, investigados na Operação Farol da Colina, contra crimes de lavagem de dinheiro, a Justiça Federal do Amazonas permitiu que os dois recorressem da sentença em liberdade. A Justiça Federal do Rio concedeu benefício similar a empresários e policiais investigados por adulteração de combustíveis na Operação Poeira no Asfalto. Condenados, eles recorreram e aguardam o desfecho em liberdade.

- É, no mínimo, um contra-senso: condenar uma pessoa à prisão e, logo em seguida, soltar essa pessoa para que recorra em liberdade. É o mesmo que não punir - diz um juiz federal que acompanha de perto as investigações criminais.

O delegado Jorge Pontes, da Divisão de Repressão a Crimes Fazendários da PF, concorda que os índices de punição são baixos. Mas, para ele, as prisões feitas pela PF no início de cada operação não são parâmetros para se medir os resultados de uma investigação. Segundo Pontes, a PF pede as prisões em caráter provisório, apenas para instruir os inquéritos que, mais tarde, são levados à Justiça. Ele diz que, com as prisões, de cinco a dez dias de duração, a polícia obtém confissões e provas para as investigações.

- As prisões provisórias, como o próprio nome indica, são um importante instrumento de investigação, e não de punição - afirma Pontes.

O subprocurador Eduardo Oliveira não foi localizado. Segundo a assessoria da Procuradoria Geral da República, ele viajou para o exterior.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Mar do Aral




Um dos resultados mais lamentáveis do mal uso da água está no Mar de Aral. Situado entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, o Mar de Aral era o quarto maior mar interior da Terra, com 66.1 mil quilômetros quadrados. Suas águas eram renovadas e alimentadas pelos rios Amu Daria e Sir Daria. Na imagem ao lado (em vermelho) a antiga área do Mar de Aral e a atual.
O desvio da água desses dois rios para os projetos de irrigação das plantações de algodão, realizados pelo então governo da União Soviética, consumiram e secaram 90% da água que chegava ao Aral.
O resultado foi desastroso: 27 mil km2 secaram e o que era fundo do mar transformou-se em deserto. A concentração de sal dobrou, 60% do volume de água se perderam e a industria pesqueira que empregava 60 mil pessoas acabou. A maioria das espécies de peixes desapareceu e a fauna que vivia em suas margens foi reduzida significativamente.
A concentração de sal dobrou, 60% do volume de água se perderam e a industria pesqueira que empregava 60 mil pessoas acabou. A maioria das espécies de peixes desapareceu e a fauna que vivia em suas margens foi reduzida significativamente.

Em foco, Brasil e Venezuela

Nas relações internacionais, avaliar um país apenas pelo governo em exercício resulta em equívocos, como julgar a Venezuela por Hugo Chávez, seu atual presidente


Revista Nossa História - nr 37

Entre países, boas relações se estabelecem quando a decisão, de lado a lado, seja de governos ou de agentes econômicos e sociais, leva em conta nos seus cálculos bases culturais, tendências políticas de médio e longo prazos e potencial econômico. Embora historicamente Brasil e Venezuela tenham mantido um relacionamento abaixo do potencial de ambos, e das expectativas dos dirigentes da Venezuela, a frustração venezuelana aumentou bastante a partir dos anos 80, quando o Brasil se inclinou para o Cone Sul, particularmente para a Argentina. Com efeito, como uma miragem aos olhos dos homens de Estado e da sociedade organizada, os esperados resultados da integração moviam essa opção pelo Sul.



Exportação de petróleo na Venezuela, década de 1950, quando o país ambicionava liderar o desenvolvimento na América Latina com os recursos daquele comércio


A política da Venezuela para seus vizinhos, por sua vez, também oscilou muito na segunda metade do século XX. Nos anos 50, exibia ambições de liderança e dispunha de recursos advindos da exportação do petróleo para financiar o desenvolvimento da América Latina e exercer, efetivamente, uma liderança regional. Depois, refugiou-se em uma política de isolamento, da qual se afastou paulatinamente para ostentar, de meados dos anos 80 até nossos dias, uma forte inclinação para a integração com seus vizinhos, em especial com o Brasil.

Aquela opção pelo isolamento resultou de uma frustração política e de uma presunção de superioridade. Ocupando mundialmente a posição de primeiro exportador e segundo maior produtor de petróleo, seu presidente, Marcos Pérez Gimenez (1952-1958), propôs a criação de um fundo para financiar o desenvolvimento da América Latina, durante a reunião de chefes de Estado da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Panamá, em 1956; mas o governo dos Estados Unidos logo conseguiu obter o apoio dos líderes regionais e obstruiu a proposta venezuelana. Para os dirigentes norte-americanos, iniciativas relevantes que demonstrassem liderança nas Américas pertenciam somente aos Estados Unidos - não convinha a seus interesses estratégicos que outro país conduzisse as relações interamericanas.

Amado Luiz Cervo é professor titular (emérito) de História

das Relações Internacionais da Universidade de Brasília e do

Instituto Rio Branco, e autor de mais de uma dezena de livros

sobre o tema, como Relações internacionais da América Latina:

velhos e novos paradigmas. Brasília: IPRI, 2001.

Relatório da ONU

País perde uma posição no IDH por ainda patinar em educação e saúde

Aumento da renda média do brasileiro ajudou a elevar o índice geral de Desenvolvimento Humano (IDH)
Lígia Formenti - O Estado de São Paulo

Relatório das Nações Unidas divulgado ontem confirma um roteiro que há muito incomoda os brasileiros. O País eleva a renda, ainda que tímida e precariamente, graças a programas como o Bolsa-Família, mas empaca na hora de dar um salto de qualidade em educação e saúde. Com melhoras modestas, se mantém sem grandes oscilações nos rankings internacionais, enquanto outros avançam mais rápido e com mais consistência.
O Brasil recuou do 68º para o 69º lugar na classificação pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia 177 países. O ranking, elaborado a partir da análise de dados de 2004, revela que o País apresentou uma discreta melhora em seu IDH. Do 0,788 conquistado em 2003, passou para 0,792. O avanço, porém, não foi suficiente para garantir a posição do Brasil, agora ocupada pela Bielo-Rússia, que cresceu em ritmo mais rápido no último ano.
Com essa classificação, o Brasil continua a integrar o grupo de 83 países de desenvolvimento humano médio. Nas próximas páginas, reportagens mostram o que isso representa no cotidiano de famílias brasileiras.
O desempenho do País foi bem abaixo da Noruega, que pela sexta vez consecutiva é primeira colocada no ranking, agora com IDH 0,965. A pontuação máxima é 1, e a mínima, zero. O último colocado é Níger, com 0,311.
Os resultados do relatório tornam evidente o longo caminho que terá de ser percorrido para que se concretize o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de transformar o Brasil num país desenvolvido, anunciado logo após confirmada a reeleição.
As dificuldades são muitas. O relatório mostra, por exemplo, que 28 países classificados como subdesenvolvidos têm IDH superior ao brasileiro. O País também cresceu nos últimos anos num ritmo mais lento que os vizinhos. Entre 2000 e 2004, o IDH brasileiro subiu 0,22%, ante 0,48% da Colômbia e 0,47% do Chile.
O relatório indica também que a melhora do IDH alcançada pelo Brasil é impulsionada por um fator atípico: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. O IDH é fruto da combinação de quatro fatores: variação do PIB per capita, taxas de adultos alfabetizados, taxas de matrículas e expectativa de vida.
Um ajuste na metodologia para análise dos dados de matrícula, feito neste ano, mostra que o País continua devendo avanços na educação. Não são mais consideradas as inscrições de educação de jovens e adultos, como ocorria nos anos anteriores. A mudança de critério atingiu 31 países, além do Brasil. Para poder fazer uma comparação, se ajustou a metodologia também para os dados do relatório do ano passado. Analisando o desempenho do País nos dois anos, percebe-se que as notas conquistadas na área da educação ficaram praticamente inalteradas.
A expectativa de vida, por sua vez, registrou um pequeno aumento, de 70,5 anos em 2003 para 70,8 anos em 2004.
Já o PIB per capita avançou 3,1%. De 1990 a 2004, a média de crescimento foi de 1,2%.

AINDA MUITO DESIGUAL

Apesar da melhora na renda, o Brasil continua exemplo de desigualdade. No ranking, o País apresenta a 10ª pior colocação de 126 países analisados.
De todo modo, houve evolução, ainda que pequena. No relatório de 2005, o Brasil era o segundo pior em distribuição de renda na América Latina. Perdia somente para a Guatemala. A melhora registrada nos últimos anos foi citada no relatório como um exemplo de que é possível reduzir a desigualdade. Autores do estudo atribuem o avanço ao aumento do salário mínimo e ao Bolsa-Família.
Mesmo com o elogio, o País tem pouco do que se orgulhar nesta área. Somente em 8 dos 126 países avaliados, os 10% mais ricos detêm uma renda nacional maior que a dos ricos brasileiros. Aqui, a faixa mais privilegiada controla 45,8% da renda. Os pobres brasileiros também estão entre os que menos ganham no mundo. Eles ficam com apenas 0,8% da renda nacional. Ganham mais somente do que os pobres da Colômbia, El Salvador, Botsuana, Paraguai, Namíbia, Serra Leoa e Lesoto.

MAIS LISTAS

As desigualdades também ficam evidentes ao se avaliar isoladamente os fatores que formam o IDH ou outros rankings, como o de Pobreza Humana e de Desigualdade entre Gêneros.
No ranking de pobreza humana são avaliados somente 102 países em desenvolvimento. Nesta lista, o Brasil ocupa a 22ª classificação. Quando se avalia isoladamente um dos itens que formam o índice - o risco de morrer antes dos 40 anos - o Brasil despenca para a 95ª colocação: é de 10,3%, mais que o da Nicarágua.
O número de adultos analfabetos também leva o País a ter uma posição ruim no ranking de pobreza: 11,4% dos adultos não sabem ler, o que faz o Brasil ocupar a 58ª posição. No quesito igualdade de sexos, o desempenho também é pífio. O Brasil ocupa o 55º lugar.

quinta-feira, novembro 09, 2006

08/11/2006
MAIS DE 30% DAS CLÍNICAS NÃO TÊM CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Resultado de pesquisa do IBGE foi considerado preocupante. Lei obriga formação de comissão de controle de contaminação

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 35% das clínicas de saúde com leitos para internação não têm controle de infecção hospitalar.
O resultado do estudo foi considerado preocupante pelos especialistas. Desde 1998, uma lei federal obriga todos os hospitais brasileiros a formarem comissão de controle de infecção hospitalar.
Em Araxá (Minas Gerais), os hospitais reforçam os cuidados para evitar a contaminação. Além de medidas de higiene, são feitas buscas de material que pode provocar problemas na unidade de saúde.

Hezbollah

Hezbollah pede armas e dinheiro para palestinos

08/11/2006

O chefe do grupo radical libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, pediu nesta quarta-feira que armas e dinheiro sejam facilitados para os palestinos, após a morte de 18 deles provocada por obuses israelenses em Beit Hanun, na Faixa de Gaza. "Tem de fazer chegar armas, dinheiro e medicamentos para este povo de resistentes e romper o bloqueio que lhe foi imposto. Então, será capaz de repetir a vitória que ocorreu no Líbano", declarou Nasrallah em nota. Ele se referia, assim, aos combates entre 12 de julho e 14 de agosto, no Líbano, entre seu movimento e o Exército israelense, que não conseguiu romper a infra-estrutura militar do Hezbollah. "O que fazem os árabes e seus dirigentes? Por que não expressam sua raiva frente aos crimes sionistas que se repetem? (...) São sempre as mesmas matanças e os mesmos combates", acrescentou. A Liga Árabe solicitou uma reunião de urgência com os ministros das Relações Exteriores da organização e classificou de "matança" os bombardeios israelenses em Beit Hanun.
AFP

Ciência Hoje

Herança do mal Contaminação pela ingestão de alimentos com pesticidas pode ser transmitida de mãe para filho

Os pesticidas usados em cultivos agrícolas ficam acumulados nos animais e são transmitidos ao longo da cadeia alimentar.Um estudo do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) alerta para a possibilidade de contaminação, durante a gestação e amamentação, de bebês cujas mães tenham ingerido alimentos contaminados com DDT (mais famoso pesticida usado em cultivos agrícolas e no combate a doenças tropicais, como a malária). O trabalho, publicado em julho na revista American Journal of Perinatology , reuniu resultados de dez anos de pesquisas sobre contaminação tóxica por substâncias químicas oriundas de pesticidas. O uso do DDT já foi proibido no mundo inteiro, após a comprovação de seus níveis inseguros de toxicidade. Os xenoestrogênios, substâncias químicas sintéticas e estáveis presentes nos poluentes orgânicos, não se degradam com facilidade e acumulam-se em animais e especialmente em humanos no topo da cadeia alimentar. Essas substâncias ganharam recentemente o nome de desreguladores endócrinos (EAS, na sigla em inglês), quando despertaram o interesse da comunidade científica. “Os desreguladores endócrinos mudam a constituição neuroquímica do ser humano e são capazes de provocar alterações morfofisiológicas”, explica o autor do estudo, o bioquímico José Garrofe Dórea. Apesar de os pesticidas organoclorados (compostos orgânicos com um ou mais átomos de cloro), como o DDT, serem usados em cultivos agrícolas, são os animais que acumulam essas substâncias perigosas ao entrarem em contato com elas. Quanto mais próximo do topo da cadeia alimentar, maior o nível de contaminação do animal. Herbívoros como vacas e ovelhas, usados para a produção de leite e carne vendidos na indústria, são alimentados com ração de origem animal nos criadouros. Se a ração estiver contaminada, o resíduo tóxico irá passar adiante, até chegar ao corpo humano. As pesquisas indicam que substâncias químicas perigosas são transmitidas para os recém-nascidos através da placenta e da glândula mamária. Além disso, estudos já comprovaram que o leite materno de mulheres vegetarianas contém menos substâncias tóxicas do que o de mães não vegetarianas. Embora esses resultados sejam um alerta, Dórea ressalta a importância da amamentação. “O leite da vaca também vem contaminado. Pelo menos o materno é uma garantia de saúde para o bebê.” Conseqüências desse tipo de contaminação já foram comprovadas em animais, como o nascimento de girinos com número de membros alterado ou mudanças no percentual de indivíduos machos e fêmeas em algumas espécies. Em seres humanos, os efeitos colaterais ainda não foram plenamente estudados. “Os EAS aparecem na forma de misturas, cujos componentes causam reações imprevisíveis. Há momentos em que seus efeitos se somam e outros em que se anulam”, diz Dórea. “Por enquanto, é impossível identificar uma substância responsável por determinado tipo de efeito no corpo humano”, complementa. Estudos epidemiológicos já apontam para a aparição de doenças ligadas à contaminação por pesticidas na Europa. Outros relacionam a grande exposição a essas substâncias com alterações na idade da primeira menstruação entre meninas e com o aumento da inversão de comportamento típico de um gênero entre crianças (interesse de meninos por coisas femininas e vice-versa). “Apesar da proibição, ainda vejo o DDT sendo usado, principalmente nos países em desenvolvimento. Ainda não há uma solução tão eficiente para a erradicação da malária, por exemplo”, diz Dórea. “O que a sociedade pode e precisa fazer é exercer melhor controle sobre seus produtos industriais antes de adotar soluções radicais que comprometam o controle de doenças tropicais endêmicas.”

Juliana Tinoco - Ciência Hoje On-line - 01/11/2006

Zero Hora

Inimigos fictícios se defrontam em treino de guerra
Operação Pampa une tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica
RODRIGO SANTOS

Militares brasileiros fazem até terça-feira o maior exercício combinado de Forças Armadas na América Latina. A Operação Pampa 2006 une tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, que simulam uma guerra para treinar nos três Estados do Sul.
Ontem, em Rio Grande, foi concluída a fase inicial da operação, quando os navios da Marinha transportaram tropas e equipamentos do Exército, antes concentrados na cidade de São Francisco do Sul (SC). Oito navios da esquadra se integraram ao exercício.
Dois deles - o navio de transporte de tropas Ary Parreiras e o navio de desembarque Ceará - foram a atração do dia, atracando no cais do Porto Novo pela manhã. As outras seis embarcações - as fragatas Constituição, Independência, Defensora e Rademaker, o navio-tanque Marajó e a corveta Inhaúma - ficaram fora da Barra de Rio Grande.
Outras atividades da Operação Pampa ocorrem simultaneamente em Canoas e em Rosário do Sul, reunindo um efetivo de quase 10 mil militares no Rio Grande do Sul. Paralelamente, o exercício é realizado em Santa Catarina e no Paraná.
Os mais de 550 militares da Aeronáutica, por exemplo, ingressaram ontem na fase decisiva da operação. No Rio Grande do Sul, 23 aeronaves riscaram os céus em manobras de ataque e defesa. A maior parte dos vôos partiu da Base Aérea de Canoas, que centraliza o planejamento da guerra simulada entre o País Azul e o País Vermelho, inimigos fictícios que se defrontam em terra, mar e ar.

Uma das missões era transferir combustível
O dia de temperatura amena e sem chuva favoreceu as operações. Jatos Tiger F-5 e AMX-A1 travaram duelos virtuais, ciceroneados por aviões-radar R-99A, que monitoram vôos num espaço de até 400 quilômetros. Essas aeronaves são capacitadas até para interceptar comunicações telefônicas e radiofônicas.
Os caças foram reabastecidos em pleno ar por aviões Hércules KC-130, dotados de 10 mil litros de combustível cada. A transferência do querosene de uma aeronave a outra, em vôo, é uma das mais difíceis missões da guerra simulada.

quarta-feira, novembro 08, 2006

ONU estuda sanções contra Irã

ONU estuda sanções contra Irã
EUA e Rússia apresentam emendas ao projeto europeu
REUTERS E AFP

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU começaram ontem a discutir um projeto de resolução europeu contra o Irã por sua recusa em paralisar seu programa de enriquecimento de urânio.
O texto é o mesmo que foi discutido nas últimas duas semanas pelos membros permanentes do Conselho de Segurança - EUA, China, Grã-Bretanha, França e Rússia - e pela Alemanha, mas também serão examinados alguns pedidos de emendas apresentados por Moscou e Washington.
O Irã assegura que seu programa de enriquecimento de urânio tem apenas fins pacíficos e busca suprir suas crescentes necessidades de energia. Mas os EUA temem que o Irã (segundo produtor mundial de petróleo) esteja tentando fabricar armas nucleares.
Entre as emendas apresentadas pelo embaixador americano na ONU, John Bolton, para endurecer o tom da resolução, está a especificação de que o Conselho considere as atividades do Irã uma ameaça à paz e à segurança internacionais.
Os EUA acusaram ontem a Rússia de abandonar seus compromissos iniciais de encontrar uma resposta internacional ao programa nuclear iraniano. Bolton disse que as mudanças que Moscou propôs no projeto de resolução estão em conflito com o compromisso feito em julho pelo chanceler russo, Serguei Lavrov.
Na reunião daquele mês em Paris, os cinco membros permanentes e a Alemanha concordaram em sancionar o Irã caso o país não paralisasse o enriquecimento de urânio até 31 de julho e não permitir que Teerã amplie a crise por causa de seu programa.
A Rússia, apoiada pela China, apresentou várias emendas para suavizar algumas das sanções propostas e eliminar outras. Moscou afirmou que aceitará algumas sanções se elas tiverem um prazo definido e se houver mecanismos para eliminá-las assim que tiverem cumprido seu propósito.
O projeto de resolução apresentado por Grã-Bretanha, França e Alemanha propõe a proibição da venda e fornecimento de equipamento e tecnologia que contribuam para os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Também prevê sanções individuais - proibição de viagens e congelamento de bens - de pessoas envolvidas nesses programas e proíbe a formação técnica vinculada a esses projetos.
O projeto de resolução, no entanto, não exige a paralisação da construção, pela Rússia, da central nuclear iraniana de Bushehr.
Segundo fontes diplomáticas, a Rússia se opõe às sanções individuais e estaria disposta a aceitar unicamente um embargo sobre equipamentos e materiais 'sensíveis'.

Canal do Panamá

Cadeira no Conselho da ONU fica com o Panamá


Depois de quatro meses e 48 votações, a Assembléia Geral da ONU escolheu ontem o Panamá para ocupar a segunda vaga não-permanente no Conselho de Segurança reservada à América Latina e Caribe.
O país centro-americano foi a solução de compromisso após o impasse criado pelo confronto da Guatemala, apoiada pelos EUA, com a Venezuela -o presidente Hugo Chávez buscava uma tribuna para denunciar a hegemonia americana.
Na votação de ontem, o Panamá recebeu 164 votos, bem mais que os 120 necessários. Com isso, está agora completo o quadro das novas delegações do CS, no qual ingressam a Bélgica, a Indonésia, a Itália, o Panamá e a África do Sul.
A disputa pelo assento foi a terceira mais longa nos 61 anos de história do conselho. O Panamá substituirá a Argentina. O Peru, com mandato até o final de 2007, será o outro representante do bloco geográfico.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Respostas População

1- D. As demais opções possuem erros como atração de nordestinos pelo café na letra A e B. A pecuária no RS como fonte de atração, quando na realidade é uma atividade extensiva que usa pouca mão-de-obra, consequentemente não funciona como atrativo. A diminuição do fluxo de nordestinos só ocorrerá após a década de 90.
2- C. Os japoneses também introduziram na Amazônia o cultivo da juta e da pimenta-do-reino.
3- A. O Brasil apresenta um índice de Gini elevado em relação à renda, e as políticas econômicas normalmente voltadas ao incentivo da produção para exportação, pouco auxiliaram na distribuição de renda no país.
4-C. A imposição vertical das necessidades de produtos feitos pelo mercado global, juntamente com a ampliação do desemprego estrutural. As atuais denúncias dos problemas ambientais gerado pelo modelo de desenvolvimento econômico mundial. O enfraquecimento do Estado-Nação, que encontra-se acuado pelas políticas neoliberais que impõem redução de investimentos e consequente redução de empregos, geram as situações descritas no item.
5- A. A modernização agrícola que passou a atingir também as médias propriedades liberando mão-de-obra e a ampliação da concentração fundiária que reduziu a disponibilidade de terras, promoveu a conhecida "marcha para o oeste".
6- B. A queda da intensidade do ritmo de urbanização ocorrida a partir da década de 80, deve-se ao volume em que já encontrava-se o processo de urbanização nacional e não em relação à crise econômica.

sábado, setembro 09, 2006

Respostas Agricultura

1-D. Vale ressaltar que à dados do Censo Agropecuário de 2002, o Estado do Mato Grosso passou a ser o maior produtor brasileiro de algodão. O próximo Censo Agropecuário será realizado em 2007, mostrando as novas produções por estado.

2- A. Esta área corresponde a um importante pólo de produção policultora de frutas tropicais destinados principalmente para a Europa, entre elas em destaque a uva.

3- D. As ações do MST tem-se caracterizado pela organização e dispersão no território nacional.

4- A. A perda de solos agricultáveis por uso de técnicas agrícolas inadequadas corresponde a um grave problema ambiental do mundo. A expansão das fronteiras agrícolas no Brasil que ocorre sobretudo nas franjas da Amazônia promove desmatamento para aproveitamento (mínimo que seja) do solo para agricultura.

5- C. Deve-se observar que a questão indica a análise da indústria e agricultura juntos, o que colocaria a atividade industrial como sendo de pouca importância na geração da renda nacional frente às atividades do setor terciário.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Atividades População

1- Analise o texto a seguir.
"As migrações pelo território brasileiro, assim como qualquer movimento populacional, ocorrem por motivos que impelem a população a se deslocar pelo espaço de forma permanente ou temporária. Ao longo da história, verificamos que esses movimentos migratórios estão associados a fatores econômicos, desde o tempo da colonização."
Relacione nas alternativas a seguir, o período e as causas principais da ocorrência migratória.
a) PERÍODO: 1940 - 1970
CAUSAS PRINCIPAIS: Deslocamento de nordestinos para SP e RJ (café e indústria) e para o RS (pecuária).
b) PERÍODO: 1950 - 1970
CAUSAS PRINCIPAIS: Deslocamentos para o eixo da Transamazônica (construção da rodovia) e intensificação dos fluxos para SP e RJ (apogeu do café).
c) PERÍODO: 1950 - 1980
CAUSAS PRINCIPAIS: Deslocamento de nordestinos para SP e RJ (indústria), para o eixo da Transamazônica (período da construção) e para RS (pecuária).
d) PERÍODO: 1960 - 1980
CAUSAS PRINCIPAIS: Direcionamento de nordestinos para SP e RJ (indústria) e deslocamentos significativos para o Centro-Oeste (agropecuária).
e) PERÍODO: 1970 - 1990
CAUSAS PRINCIPAIS: Diminuição do fluxo de nordestinos para SP e RJ, direcionamento para o eixo da Transamazônica (construção da rodovia) e para o RS (pecuária).

2- Dentre os imigrantes que se dirigiram para o Brasil no século XX, uma nacionalidade destacou-se pelo fato da maioria ter se fixado no Estado de São Paulo, embora grande parte tenha se dirigido para outros estados, como Paraná, Amazonas e Pará. No interior paulista, dedicaram-se ao cultivo do chá no Vale do Ribeira, do algodão e à criação do bicho-da-seda no oeste e aos hortifrutigranjeiros nos arredores da capital. O texto trata do imigrante
a) italiano.
b) espanhol.
c) japonês.
d) alemão.
e) holandês.

3- "O relatório de 1999 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento registra que, no Brasil, os 20% mais pobres - cerca de 32 milhões de brasileiros - dividem entre si 2,5% da renda nacional (cerca de R$ 22,5 bilhões, considerando que o nosso PIB é de cerca de R$900bilhões). Já os 20% mais ricos abocanham 63,4% da renda nacional, ou seja, R$ 570,6 bilhões! (...)"
(Frei Beto. "A avareza". In: SADER, Emir (org.).
"7 Pecados do Capital". Rio de Janeiro: Record, 1999.)
Considerando o texto anterior, a associação correta entre um sintoma típico do subdesenvolvimento brasileiro e um elemento explicativo de sua manutenção é:
a) concentração de renda com exclusão social / fenômeno de políticas econômicas
b) desigualdade social com redução do PIB nacional / resultado da dinâmica empresarial
c) contradição da sociedade capitalista com ampliação da produção de bens supérfluos / manifestação da globalização
d) injustiça social com aumento da participação dos segmentos mais pobres na renda nacional / realidade da conjuntura internacional

4- Leia o texto e analise a imagem a seguir.
"Política é osso duro de roer? As CPI e o 'mensalão' são as gotas d'água para que você risque Brasília do seu mapa? Não é todo mundo que abomina o assunto política, mas, mesmo com as recentes denúncias com efeito dominó e um governo em crise, há quem prefira tapar os ouvidos e fechar os olhos. [...]. Segundo Luisa, idealismos andam em baixa: 'A minha mãe, por exemplo, participou do movimento estudantil. Ia às ruas, a passeatas enormes, para mostrar o que queria'. Filiada à Sociedade Vegetariana Brasileira, Luisa diz que hoje isso mal se vê: 'As passeatas de que eu participo, de antiglobalização ou de ambientalistas, são sempre pequenas, com poucas pessoas com garra e determinação. Mudou, em geral'." ("Folha de S.Paulo", São Paulo, 4 jul. 2005. Folhateen, p. 6.) Com base na imagem e no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. A transformação dos ideais entre as gerações se deve à permanência do totalitarismo como regime político.II. As gerações mais jovens renunciaram ao seu engajamento político após denúncias de corrupção no governo.III. Houve, por parte das gerações mais novas, uma atualização do conteúdo e das estratégias das lutas políticas.IV. A globalização, o desemprego e a questão ambiental estão diretamente relacionados com a redefinição dos idealismos que norteiam a participação política das gerações mais jovens.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
5- Nas décadas de 1970 e 1980, a região Centro-Oeste apresentou um grande crescimento demográfico motivado por grandes fluxos migratórios vindos, principalmente,
a) da região Sul, pois a modernização agrícola e a concentração fundiária reduziram as oportunidades de emprego na região.
b) da Zona da Mata nordestina, devido à redução das áreas canavieiras, gradativamente substituídas pela pecuária de corte.
c) da Amazônia ocidental, pois a proibição dos garimpos nas margens dos rios Madeira e Xingu reduziu as oportunidades de trabalho na região.
d) do norte e oeste de Minas Gerais, devido aos longos períodos de seca que inviabilizaram os cultivos de pequenos proprietários.
e) do Meio-Norte, pois a diminuição do extrativismo vegetal e a forte concentração de terras criaram grande número de desempregados.
6- Considerando-se a evolução da população brasileira nos três últimos decênios, é INCORRETO afirmar que
a) a extensão da legislação trabalhista ao campo colaborou para a intensificação do êxodo rural.
b) a intensidade da urbanização foi reduzida, na década de 1980, como reflexo da crise econômica que atingiu toda a América Latina.
c) a redução percentual da população rural se fez desacompanhada da queda proporcional da produção agropecuária na economia.
d) o padrão de crescimento demográfico brasileiro difere significativamente daquele que ocorreu em países desenvolvidos, no mesmo período.

Atividades Agricultura


1- Para alguns produtos agrícolas brasileiros, a produção se encontra fortemente concentrada em um único Estado. Assinale a alternativa que faz corretamente a associação entre cada uma das lavouras indicadas e o Estado onde sua produção alcança o maior percentual, na atualidade.
a) arroz - BA, cana-de-açúcar - SP, café - MG, algodão - SP
b) arroz - RS, cana-de-açúcar - RJ, café - SP, algodão - PR
c) arroz - BA, cana-de-açúcar - PE, café - PR, algodão - PB
d) arroz - RS, cana-de-açúcar - SP, café - MG, algodão - PR
e) arroz - SP, cana-de-açúcar - PE, café - PR, algodão – PB

2- A produção de uva na região Nordeste tem localização definida e características que a diferenciam das tradicionais plantações da Região Sul brasileira. Apresenta:
a) irrigação sistemática, temperatura pouco variável e localização no médio São Francisco, principalmente em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).
b) irrigação esporádica, temperatura pouco variável e localização em áreas de maior altitude como a Chapada Diamantina (BA) e Borborema (PB).
c) irrigação sistemática, temperatura mais baixa decorrente de maiores altitudes locais, especialmente em Vitória da Conquista (BA) e Garanhuns (PE).
d) irrigação esporádica, temperatura mais baixa decorrente de áreas de maiores altitudes, localizando-se principalmente em Vitória da Conquista (BA) e Garanhuns (PE).
e) irrigação sistemática, temperatura pouco variável decorrente da proximidade do litoral, especialmente em Ilhéus/Itabuna (BA) e Garanhuns (PE).

3- Desde o início da colonização, a distribuição de terras no Brasil tem sido feita de maneira desigual. A forma como a questão vem sendo conduzida sugere que, a curto prazo, o problema deve permanecer.
A respeito da questão agrária no Brasil, é INCORRETO afirmar que
a) o governo brasileiro, na tentativa de neutralizar as constantes invasões de propriedades agrícolas pelos sem-terra, tem ameaçado excluir do processo de desapropriação as áreas invadidas.
b) os programas governamentais de assentamento de colonos pouco alteraram a estrutura fundiária do País, que continua muito marcada pela concentração de terras.
c) a invasão de terras é um fato muito antigo no País, pois, desde os primórdios de sua história, as terras que pertenciam aos índios ou à Coroa foram ocupadas por latifundiários.
d) o movimento dos sem-terra, que começou de forma muito dispersa do ponto de vista geográfico, tem, hoje, como principal estratégia concentrar sua ação em áreas restritas, para ganhar força.
4- O texto permite abordar aspectos fundamentais da atividade agrícola na Amazônia.
"Nas últimas quatro décadas, a demanda alimentar mundial quase triplicou, devido ao crescimento populacional e ao crescente enriquecimento. Essa demanda deslocou os agricultores para terrenos montanhosos e muitas vezes florestais. Sem o tempo necessário para construir os terraços tradicionais, os fazendeiros desmatam e aram terras íngremes, sabendo que elas terão de ser abandonadas em uma ou duas décadas devido à erosão. Da mesma forma, agricultores desesperados entram pelas florestas tropicais, como as da Amazônia, limpam a terra e a abandonam três ou cinco anos depois, quando as plantações esgotam o solo."
(L.Brown) Fonte: Porritt, J. "Salve a Terra", 1991, p. 64.)
Assinale a alternativa que contém esses aspectos.
a) Perda de terras agricultáveis, diminuição da fertilidade dos solos e expansão da fronteira agrícola.
b) Perda de terras agricultáveis, desmatamento e criação intensiva de gado bovino.
c) Diminuição da fertilidade dos solos, desmatamento e implantação de canais de drenagem.
d) Desmatamento, expansão da fronteira agrícola e implantação de técnicas de irrigação.
e) Perda de terras agricultáveis, poluição da água subterrânea e desmatamento.
5- A análise da agricultura e da indústria brasileiras, nas últimas décadas, permite identificar processos comuns a essas duas atividades.
Todas as alternativas apresentam fatores que vêm interferindo tanto na agricultura quanto na indústria brasileiras, nesse período, EXCETO
a) Aumento da produtividade pela incorporação de tecnologias importadas, responsáveis pela geração de lucros e de postos de trabalho fora das fronteiras nacionais.
b) Dispensa de percentuais variáveis da mão-de-obra anteriormente ocupada nessas atividades, provocada pela redução do trabalho empregado por quantidade produzida.
c) Participação crescente dessas atividades na geração da renda nacional, embora, no que diz respeito à composição da pauta de exportação, elas sejam menos importantes que outros setores da economia.
d) Redistribuição dessas atividades pelo território brasileiro, em um processo de expansão que reduziu a diferença existente entre o espaço nacional e o espaço economicamente ocupado.

Respostas Recursos Naturais

1- Letra B. As setas apontam para as bacias Amazônica (1), Tocantins-Araguaia (2), São Francisco (3) e Platina (4).

2- Letra A. Apesar de apresentar o maior potencial hidrelétrico do Brasil, a Bacia Amazônica por localizar-se em relevo rebaixado apresenta essa dificuldade para seu aproveitamento. Devido a isso considera-se como ideal o uso apenas dos altos cursos de seus rios (afluentes).

3- Letra D. A Bacia de Campos no Rio de Janeiro é a principal área produtora de petróleo no país, respondendo por aproximadamente 66% do total. A partir do dia 25 de junho de 2006 o estado do Espirito passou a ocupar a segunda posição com 100 mil barris/dia, por isso a Bacia Potiguar caiu para a terceira posição e o Recôncavo Baiano para quarto.

4-Letra E. O vinhoto, subproduto da produção do álcool combustível ainda permanece como grave problema ambiental devido à sua destinação.