"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

A social-democracia brasileira à moda do PT, É a estrutura, aldrabões

resistir info - 05 fev 2014


por Adriano Benayon [*]

1. Economistas escrevem copiosos e longos artigos sobre o quanto a taxa de câmbio do real, valorizada, prejudica a indústria local e contribui para a crise das contas externas apontada pelo déficit recorde nas transações correntes (TCs) com o exterior em 2013: US$ 81,4 mil milhões. 

2. Na realidade, é ainda maior, pois as contas foram contabilizadas como exportadas as plataformas de exploração de petróleo em atividade no país. Sem essa maquilagem, o déficit nas TCs teria sido 10% maior. 

3. Claro que a taxa de câmbio do real valorizada pode estimular as importações, mormente num país que está em vias de desindustrialização há decênios, e por incentivar gastos no exterior. 

4. Entretanto, faz melhorar a relação de intercâmbio, pois as exportações brasileiras são cada vez mais intensivas de recursos naturais, as commodities, cuja comercialização depende pouco da competição de preços. 

5. De fato, foi o grande superávit nas mercadorias, acima de US$ 100 mil milhões, que possibilitou o pequeno saldo positivo, de US$ 2,6 mil milhões, na balança comercial, em queda impressionante, decorrente do crescente e enorme déficit externo dos produtos industriais: nada menos que US$ 105 mil milhões. 

6. Na realidade, o déficit industrial chegou a US$ 113 mil milhões, se expurgarmos a “mágica” das plataformas. É consequência da desindustrialização do Brasil, dominado pelo capital estrangeiro. 

7. A valorização cambial decorre do afluxo de capitais do exterior, que funciona como uma droga, com efeitos altamente prejudiciais à economia, inclusive a própria dependência dessa droga. 

8. Por sua vez, os capitais forâneos são atraídos por taxas de juros altas, tendo sido as dos títulos públicos, elevadas, agora, a 10,5% ao ano. Nos EUA os títulos até dois anos pagam menos de 0,3% ao ano, e lá a dívida externa, de US$ 16 milhões de milhões, supera o PIB, e a pública ascende a US$ 17 milhões de milhões. 

9. O Banco Central, ilegalmente independente na prática, age a serviço dos bancos e empresas transnacionais, inclusive de brasileiros que aplicam diretamente do exterior. As autoridades monetárias servem assim os concentradores, os reais detentores do poder. 

10. Entre os prejuízos decorrentes dos juros altíssimos, está o de os juros para as empresas produtivas serem um múltiplo dos títulos públicos, o que eleva o custo de produção de bens e serviços. 

11. As grandes empresas e as transnacionais não padecem com essas taxas, pois são favorecidas com a benigna TJLP (taxa de juros de longo prazo) aplicada pelo BNDES e por taxas também suaves da Caixa Econômica e de outros bancos públicos. 

12. Tudo isso é para fazer crescer os lucros das transnacionais, pois elas nem precisam de crédito – as que têm acesso ao exterior a baixo custo – nem dependem de custos de produção baixos, porque, não sofrendo concorrência, aplicam os preços que desejam. 

13. Ademais, elevado às nuvens pelos juros absurdos, o serviço da dívida federal absorve mais de 40% da despesa, impulsionado por taxas de juros acolhidas pelo governo, que, assim, perde capacidade de investimento e custeio. 

14. Já se vê que as mazelas da economia brasileira são estruturais e não podem ser sanadas por medidas de política monetária ou fiscal, sem substituir o modelo dependente por um modelo econômico e social que atenda os interesses do país. 

15. Assim, submisso ao modelo dependente, o governo não tem autonomia para manejar as taxas de câmbio nem as taxas de juros, nem praticar políticas expansionistas ou contracionistas da moeda e do crédito. 

16. O tenebroso art. 164 da Constituição dá todo o poder ao Banco Central para emitir moeda, para passá-la exclusivamente aos bancos privados, deixando sem recursos o setor público e o próprio Tesouro, assim obrigado a endividar-se com os bancos. Não bastasse tudo isso, suas disponibilidades de caixa têm que ser depositadas no Banco Central. 

17. As causas do descalabro são, portanto, estruturais, sistêmicas. Como também estas: 

a) a administração pública tornou-se incapaz de conduzir o desenvolvimento, com o Estado enfraquecido pelo serviço da dívida, e com as estatais incrivelmente capitalizadas pelo Estado antes de serem privatizadas em favor de grupos concentradores, inclusive estrangeiros. 

b) o setor privado nacional continua vitimado pelas políticas públicas, desde que foi condenado a definhar, desde o golpe de 1954, que decretou a entrega do mercado às empresas transnacionais, sem que tivessem sequer de investir realmente, subsidiadas, de forma absurda, para trazer suas máquinas usadas, amortizadas e mais que pagas no exterior. 

c) esses oligopólios e carteis – que continuaram sendo subsidiados pela União, estados e municípios e ocupam posições dominantes – são os agentes da transferência de recursos para o exterior, através de diversas contas. 

d) essa é a grande fonte da dívida externa, que se desdobrou na enorme dívida interna, cevada com a capitalização de juros, devido às taxas de juros extorsivas; estas, por sua vez, a raiz da dependência financeira, que pretende justificar as altas taxas de juros dos títulos públicos para atrair capitais a fim de compensar os déficits na conta corrente. 

e) a ascendência das transnacionais fez delas as beneficiárias dos incríveis subsídios às exportações, instituídos desde o final dos anos 60, as quais não evitaram a explosão da dívida externa daí até o final dos anos 70, que também cresceu com os investimentos públicos na infraestrutura e nas indústrias básicas, sob dependência financeira (comandada pelo Banco Mundial) e dependência tecnológica, agravadas em função das especificações impostas nas concorrências internacionais. 

f) no “modelo brasileiro” – alardeado nos anos dos falsos milagres econômicos –, não há como incorporar a maior parte da força de trabalho a um processo produtivo de qualidade, nem elevar o padrão de vida do grosso da população: só cresce a já esmagadora concentração da renda [NR] nas grandes empresas e os modestos programas de transferência de renda[NR] , na tentativa de sustentar parte do número gigantesco dos marginalizados, a grande maioria da população; tudo como o Banco Mundial gosta, enquanto as transnacionais extraem os recursos naturais do país e transferem para o exterior os lucros, principalmente como despesas, afora as crescentes remessas como lucros oficiais e juros. 

17. Colocar o Brasil no caminho da industrialização, com produção crescente de bens de alto valor agregado e intensidade tecnológica, é tarefa que não há como realizar sem as mudanças estruturais rejeitadas pela atual estrutura de poder, dominada pelos concentradores, que controlam também o processo político e os centros formadores de opinião, inclusive a mídia. 

31/Janeiro/2014[NR] No Brasil chamam de renda a qualquer espécie de rendimento, não apenas aos de actividades rentistas. 

Ver também: 


[*] Doutorado em Economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento. 

O original encontra-se em www.correiocidadania.com.br/...

Sobre tentativa de impedir a publicação do livro "Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias"

darussia.blogspot - QUINTA-FEIRA, FEVEREIRO 06, 2014



Na História, não há santos e pecadores, não há bons de esquerda e maus de direita, ou vice-versa, mas pessoas, com virtudes e defeitos. Por isso, esta tentativa de travar a edição do livro é um atentado contra a verdade. 
Não conheço outro paralelo na história recente de Portugal. Se o centro da questão é a figura de José Saramago, a sua actividade à frente do DN, ela deve ser discutida, pois na história, mais tarde ou mais cedo, os segredos deixam de sê-lo.
Porém, quero sublinhar que se deve discutir depois da leitura de Pedro Marques Gomes. O Partido Comunista Português que não cometa o mesmo erro que cometeu quando da publicação do meu livro "Cunhal, Brejnev e 25 de Abril". Então, foi publicado um comunicado onde se julgava o livro ainda antes de ele chegar às livrarias. Depois, vieram os insultos.
Neste caso, a Global Notícias foi mais longe. Cada um que tire a conclusão que quiser e para isso seria bom que a GN explicasse rapidamente a sua estranha posição, nomeadamente as "medidas extrajudiciais", pois podem ser interpretadas de forma muito lata.  

Na Ucrânia, fascistas, oligarcas e a expansão ocidental estão no centro da crise

darussia.blogspot - DOMINGO, FEVEREIRO 02, 2014

PUBLICADA POR 




Texto traduzido e enviado pelo leitor Pippo
Seumas Milne, The Guardian, 29Jan 2014
Já aqui estivemos. Estes últimos dois meses de protestos de rua na Ucrânia têm sido retransmitidos através dos meios de comunicação ocidentais de acordo com um roteiro bem planeado . Os activistas pro -democracia estão a lutar contra um governo autoritário . Os manifestantes estão a exigir o direito de fazer parte da União Europeia. Mas o presidente da Rússia , Vladimir Putin, vetou a sua hipótese de alcançarem a liberdade e a prosperidade.
É uma história que já ouvimos, de uma forma ou de outra, uma e outra vez - pelo menos relativamente à Revolução Laranja da Ucrânia apoiada pelo Ocidente , há uma década. Mas a presente situação tem apenas uma relação muito estreita com a realidade. A adesão à União Europeia nunca  foi uma possibilidade que estivesse - e muito provavelmente nunca estará – sobre a mesa relativamente à Ucrânia. Como no Egipto no ano passado , o presidente cujos manifestantes querem forçar a saída foi eleito numa votação considerada justa por observadores internacionais. E muitos dos que estão nas ruas não estão de todo muito interessados em democracia.
Vocês nunca saberiam por via da maiorra das reportagens que os nacionalistas e fascistas de extrema direita têm estado no centro dos protestos e ataques a prédios do governo. Um dos três principais partidos de oposição que dirigem a campanha é o partido de extrema- direita e anti-semita Svoboda , cujo líder, Oleh Tyahnybok, afirma que uma "máfia judaico-moscovita " controla a Ucrânia. Mas o senador dos EUA John McCain estava feliz em compartilhar um palco com ele em Kiev no mês passado. O partido, agora a governar a cidade de Lviv, liderou, no início deste mês, uma marcha de 15.000 pessoas com tochas em memória do líder fascista ucraniano Stepan Bandera, cujas forças lutaram com os nazis na Segunda Guerra Mundial e participou em massacres de judeus .
Eis então que, na semana em que a libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho está a ser comemorada como o Dia Memorial do Holocausto, os defensores daqueles que ajudaram a levar a cabo o genocídio são saudados pelos políticos ocidentais nas ruas da Ucrânia. Mas o Svoboda foi agora ultrapassado nos protestos por grupos ainda mais extremistas tais como o "Pravy Sektor " , que exigem uma "revolução nacional" e ameaçam iniciar uma "guerra de guerrilha prolongada " .
Não é que lhes reste muito tempo para resistir aos avanços da UE , que tem pressionado a Ucrânia a assinar um acordo de associação e que oferece empréstimos para combater a austeridade, como parte de uma iniciativa liderada pela Alemanha para abrir a Ucrânia às empresas ocidentais. Foi o abandono da opção da UE por parte de Viktor Yanukovych - depois de Putin lhe ter oferecido 15 bilhões de dólares de resgate - que desencadeou os protestos.
Mas os ucranianos estão profundamente divididos quer sobre a integração europeia, quer sobre os protestos – divisão essa feita, em grande parte, ao longo de um eixo que tem a língua russa em grande parte do leste e sul da Ucrânia (onde o Partido Comunista ainda tem um apoio significativo ), e o oeste tradicionalmente nacionalista. A indústria, que se localiza no leste e é dependente de mercados da Rússia, seria esmagado pela concorrência da UE.
É esta fractura histórica no coração da Ucrânia que o Ocidente tem vindo a tentar explorar para reverter a influência russa desde a década de 1990, incluindo uma tentativa concertada para incluir a Ucrânia na NATO . Os líderes da Revolução Laranja foram incentivados a enviar tropas ucranianas para o Iraque e o Afeganistão como “adoçante”.
A expansão da NATO para o leste foi interrompido pela guerra russo-georgiana de 2008 e a posterior eleição de Yanukovych numa plataforma de não-alinhamento . Mas qualquer dúvida de que os esforços da UE para atrair a Ucrânia estão intimamente ligados à estratégia militar ocidental foi dissipada hoje pelo secretário-geral da NATO , Anders Fogh Rasmussen , que declarou que o pacto ora abortado com a Ucrânia teria sido "um grande impulso para a segurança euro-atlântica".
O que ajuda a explicar porque é que políticos como John Kerry e William Hague tenham tão feroz a condenar a violência policial ucraniana - que já deixou vários mortos - enquanto mantém uma judiciosa contenção face ao assassinato de milhares de manifestantes no Egito, desde o golpe militar do ano passado.
Não é que Yanukovych possa ser tido por progressista. Ele foi fortemente apoiado pelos multimilionários oligarcas que tomaram o controle dos recursos e das empresas privatizadas após o colapso da União Soviética - e financiam simultâneamente os políticos da oposição e os manifestantes. De facto, uma interpretação dos problemas do presidente ucraniano é que os oligarcas estabelecidos estão fartos dos favores concedidos a um grupo em ascenção conhecido como "a família".
É raiva face a esta corrupção grotesca e à desigualdade, a estagnação económica da Ucrânia e a pobreza, que tem levado muitos ucranianos comuns a se juntar aos protestos, bem como indignação face à brutalidade policial. Como a Rússia, a Ucrânia foi empobrecida pela terapia de choque neoliberal e pelas privatizações em massa dos anos pós-soviéticos. Em cinco anos o país perdeu mais de metade dos seus rendimentos e ainda tem muito por recuperar.
Mas nem os principais líderes da oposição e de protesto oferecem qualquer tipo de alternativa genuína , como não apresentam qualquer tipo de desafio para a oligarquia que tem a Ucrânia nas suas garras . Yanukovych já fez amplas concessões aos manifestantes : demitir o primeiro-ministro , convidar os líderes da oposição para participar do governo e abolição das leis anti- protesto aprovadas no início deste mês .
Se isso acalma ou alimenta a inquietação é algo que ficará claro em breve. Mas o risco de o conflito se espalhar – as principais figuras políticas têm advertido para a possibilidade de uma guerra civil - é sério. Há outros passos que podem ajudar a resolver a crise : a criação de uma ampla coligação de governo , um referendo sobre as relações da UE , a passagem de um sistema presidencial para um sistema parlamentar e uma maior autonomia regional.
A cisão da Ucrânia não é um assunto puramente ucraniano. Juntamente com o emergente desafio chinês à dominação do Leste da Ásia por parte dos EUA, a linha de fractura ucraniana tem o potencial de atrair poderes externos e levar a um confronto estratégico. Somente os ucranianos poderão superar esta crise. A continuação da interferência externa é tão provocante quanto perigosa.

Pochmann: 2014 pode ter última eleição com “candidaturas populares”

Viomundo - publicado em 4 de fevereiro de 2014 às 16:06



por Luiz Carlos Azenha
Se nada mudar, as eleições de 2014 serão as últimas em que haverá a possibilidade de “candidaturas populares” ao Parlamento, sustenta o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann.
Se não houver uma reforma eleitoral, é possível que aumente o desequilíbrio que se vê hoje no Congresso: 40 mil produtores agrícolas que controlam 50% das áreas agricultáveis elegem de 120 a 140 deputados, enquanto de 4 a 6 milhões de famílias que praticam agricultura familiar são representadas por de 12 a 13 deputados.
O domínio do poder econômico no Parlamento pode frustrar uma das metas do PT no poder, que é a de colocar o Estado a serviço da “geração de equilíbrio” em uma sociedade marcada pelo “monopólio das oportunidades” em todos os campos, diz Pochmann.
Desde que assumiu o cargo, na fundação que ajuda a formular as políticas públicas do PT, o ex-presidente do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, tem se dedicado a renovar os laços entre o partido e intelectuais com o objetivo de pensar nos desafios que estão diante do PT depois de 12 anos de poder no Planalto.
Alguns destes desafios resultam das próprias mudanças que os governos de coalizão liderados pelo PT introduziram na sociedade brasileira.
Por exemplo, há um milhão de novos universitários, que praticamente não se vincularam às entidades do movimento estudantil; 1,2 milhão de famílias de baixa renda que tiveram acesso à casa própria mas não fazem parte de associações de bairro ou de moradores; 22 milhões de pessoas que se integraram ao mercado de trabalho sem que isso resultasse no aumento da taxa de sindicalização.
Novos interesses emergiram sem representação institucional. Na avaliação de Marcio, é um risco para a democracia e um desafio para todos os partidos.
Ele lembra que o próprio PT foi resultado de um processo de ascensão social que se deu no Brasil nos anos 70, durante a ditadura militar, com a rápida urbanização: vindos do campo, os novos operários tinham empregos em grandes empresas mas viviam em condições degradantes.
Àquela altura, sob a ditadura, os interesses do operariado encontraram representação em sindicatos, associações e nas Comunidades Eclesiais de Base ligadas à igreja Católica.
Entrevistar Marcio Pochmann é sempre uma tarefa agradável.
O economista ouve a pergunta, “recua” alguns passos e formula a resposta contextualizando historicamente.
Por isso, não se assusta com as manchetes extremamente negativas sobre a economia brasileira que dominam os jornais nos últimos meses.
A “dissonância”, diz ele, ainda resulta da incompreensão ou má vontade com o novo paradigma de enfrentamento da crise internacional adotado pelo ex-presidente Lula, em 2008.
Os críticos estão presos às antigas soluções neoliberais para enfrentar os desdobramentos da crise do neoliberalismo.
No Brasil, isso se traduz, segundo Marcio, em pelo menos duas propostas políticas distintas: a do PT, que acredita que é possível crescer com distribuição de renda; e a da oposição, que quer retomar a ideia de que primeiro é preciso crescer para depois distribuir o bolo.
Sobre os críticos à esquerda, o presidente da Fundação Perseu Abramo afirma que a sociedade brasileira tem características próprias em relação aos vizinhos latinoamericanos: muda devagar, mas de forma segura.
Relembra a oposição ao Bolsa Família e às cotas raciais, que foi duríssima no início do primeiro governo Lula, mas foi se diluindo ao longo dos anos. Hoje, as duas políticas contam com sólido apoio na opinião pública.
Marcio atribui a cautela petista, em parte, a exemplos históricos que deixaram marcas: o golpe de 64, que enterrou as reformas de base de João Goulart, e a derrota da campanha das Diretas, que adiou a implantação do projeto Esperança e Mudança, do antigo MDB — partido de oposição à ditadura –, que pretendia eleger Ulisses Guimarães presidente da República.
O presidente da Fundação Perseu Abramo acredita que parte importante do debate eleitoral deste ano será escancarar quem serão e quem não serão os ganhadores num eventual segundo mandato da presidente Dilma, já que ele acredita estar “no limite” o projeto do ex-presidente Lula que se sustentava na ideia de que todos podiam ganhar o tempo todo.
Ele lembra que apesar das mudanças que deram mais margem de manobra ao Brasil nos cenários político e econômico internacionais, nossa autonomia continua limitada pelo domínio dos Estados Unidos.
Destaca que o rearranjo de poder em Washington, para impor ao mundo o neoliberalismo, continua desafiando a autonomia de projetos nacionais, como se vê neste momento em que o dólar flutua em várias economias dependentes.
Sugerimos aos leitores que assistam a íntegra entrevista, que dá pistas sobre como o partido governista pretende encarar o debate deste ano eleitoral.

MÉDICA CUBANA QUER IR PARA MIAMI. QUE SE VAYA !

Conversa Afiada - Publicado em 05/02/2014


Acordo do Brasil é com a OPAS, viu Kamel ?

Dra Ramona, me engana que eu gosto !

O jornal nacional , com “pico” de audiência na casa dos 20 (mais perto de 10 do que de 30), dedicou 97 minutos à Dra Ramona, a media cubana que quer ir para Miami, segundo o Tijolaço:

QUE COISA FEIA, DRA. RAMONA…DIZER QUE QUER ASILO NO BRASIL SÓ DEPOIS DE IR À EMBAIXADA DOS EUA?


Ainda não apareceu tudo, mais vai aparecer.

A médica cubana do Caiado mentiu ontem descaradamente aos brasileiros.

Não disse que tinha ido, assim que chegou a Brasília, pedir asilo nos Estados Unidos.

(Os Estados Unidos, ao contrário do Brasil, não pagam a Cuba por ter educado uma multidão de médicos de povão, o que falta na terra do Tio Sam. Eles estimulam a fuga de médicos cubanos, concedendo visto de imigração preferencial e usando uma  organização chamada “Solidariedad sin fronteras, que paga uma bolsa de sete mil dólares para os que abandonarem o país e fizeram um cursinho para a revalidação do diploma. Mais barato que formar médico, não é?)

Mentiu também ao dizer que foi a Caiado porque estava sendo perseguida pela Polícia Federal brasileira. Estava – se é que estava – sendo procurada porque desaparecera.

Aliás, a história ainda está mal contada. Agora ela saiu cedo de Pacajá (7h) e foi a Marabá pegar um avião até Brasília.

Neste caso, só pode ter chegado a Brasília no final da tarde de um sábado e, a menos que já tivesse tudo combinado por alguém, não ia ter atendimento na missão diplomática, se é que teve.

A doutora não quer morar no Brasil, está na cara. Muito menos em Pacajá.

Ela quer ir para Miami.

Tem todo o direito de querer.

A dona Ramona pode querer ir morar em qualquer lugar do mundo, por nós, mas não venha de historinha mentirosa  de que policiais brasileiros a estão perseguindo e nem de usar a instituições brasileiras como trampolins para os Estados Unidos, mentindo.

Ninguém a está perseguindo, e a sua situação não precisa de nada além de uma hipótese para ser entendida.

Se um brasileiro entrar na Imigração americana dizendo que  assinou um contrato de trabalho que acha que paga pouco e por isso quer asilo nos EUA o que farão com ele? Convidam ele a sair ou o põe para fora direto, sem mais delongas?

Ainda vai aparecer mais coisa sobre as intenções da Dra. Ramona. Aguardem.

PS. Mais vergonhoso ainda foi o presidente do Conselho Federal de Medicina aplaudir essa manobra e dizer  que ela deve mesmo se asilar em outro país. Então o problema não é sua qualidade médica, mas não fazer concorrência aos médicos brasileiros. Porque o salário de R$ 10 mil que brasileiros recebem no “Mais Médicos”, não é de fome, é?

Navalha
O novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, dá mais explicações sobre a Dra Ramona – não confundir com Yoani Sánchez, a amiga do Suplicy:
Sobre o impacto do Programa e os desligamentos
* O Programa Mais Médicos, em sete meses, chegou a marca de 6.658 médicos participantes. Os profissionais do Programa estão presentes em quase 40% dos municípios brasileiros. Eles atuam em 2.166 cidades, além de 28 Distritos Sanitários Indígenas.
* A atuação desses médicos, concentrados no Norte e Nordeste e nas regiões mais carentes e vulneráveis do país, impacta na assistência de 23 milhões de brasileiros. É o maior Programa de provimento de médicos já realizado no Brasil. Nesses sete meses, dentro do universo de mais de 6.600 participantes, foram 102 médicos desistentes, entre brasileiros e estrangeiros.
* Até o momento, todos os estrangeiros desligados do Mais Médicos retornaram ao seu país.
* Os motivos para o desligamento desses médicos são variados. Entre os mais comuns estão motivos pessoais e motivos de saúde.
* Dos médicos cubanos, que hoje somam 5.378 profissionais, 80,7% dos participantes do Programa, 22 foram desligados. A maior parte deles (17) por conta de problemas de saúde ou por problemas de saúde de seus familiares. Os outros cinco por motivos pessoais.
* Os desistentes representam 0,1% do total de médicos cubanos que vieram ao país. Os outros 99,9% estão em atividade, atendendo a população brasileira.
* A cooperação com a OPAS prevê a substituição dos médicos que, por qualquer motivo, tenham sido desligados do Programa, evitando que a população dos municípios atendidos fique desassistida.
Sobre o contrato com Cuba
* O contrato para atuação de médicos cubanos no Mais Médicos é realizado entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde, a Opas, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América Latina.
* A Opas é uma instituição com mais de 110 anos de existência e reconhecimento mundial. O modelo de cooperação firmado por meio da OPAS é semelhante ao modelo aplicado em mais de 60 países que mantém convênio com Cuba. Entre eles, estão países como Portugal, Itália e França.
* Pelo acordo de cooperação, a OPAS é responsável pela interlocução com o governo cubano e este, responsável pelo repasse do valor aos profissionais.
* O Ministério da Saúde considerou as mesmas condições fixadas pelo edital do Mais Médicos – bolsa de formação e ajuda de custo, por exemplo – para definir o repasse a OPAS.
* Os médicos cubanos têm os mesmos benefícios que os demais médicos participantes, como 30 dias de recesso, moradia e alimentação, além de ajuda no deslocamento para unidades mais distantes.
Sobre o processo de suspensão de Ramona Matos Rodriguez
* A médica cubana Ramona Matos Rodriguez está inscrita no Programa Mais Médicos, como participante do segundo ciclo e alocada em Pacajá, município do Pará.
* O Ministério da Saúde recebeu hoje ofício da Prefeitura de Pacajá atestando, como o próprio documento afirma, “a ausência injustificada por mais de 48 horas” da médica Ramona Matos Rodriguez e pedindo imediata substituição para garantir a continuidade da atenção à saúde da população.
* O Ministério da Saúde está providenciando o desligamento da médica Ramona Matos Rodriguez como preveem as regras do programa. A médica será substituída por outro profissional evitando prejuízos à população de Pacajá.
Em tempo, aos amigos navegantes de São Paulo: Padilha vem aí, com jaleco branco ! – PHA
Em tempo2: Kamel, cadê o DARF, Kamel … – PHA

Honoráveis Bandidos

recebido por e-mail - 01 de fev 2014

O Jornalista João Leite Neto comenta os principais fatos policiais e políticos do momento.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

A Jornalista do SBT dá uma declaração polêmica


recebido por e-mail - 05 fev 2014

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http://www.youtube.com/watch?v=BZM52CYBAeA&feature=em-hot

EPTC libera pontos de assalto na madrugada em Porto Alegre

Landro Oviedo - Megalupa 23 - Dez 2013

A Empresa Pública de Circulação e Transporte (EPTC), que de público não tem nada, pois é uma empresa de natureza jurídica privada, está anunciando que vai colocar caetanos em 16 novos pontos em Porto Alegre. Isso equivale a abrir, sem licitação, mais de 16 pontos de assaltos de motoristas na madrugada.
Afinal, segurança pública é algo que os porto-alegrenses há muito tempo não têm, já que o governo de Tarso Genro (PT) realiza uma gestão pífia neste ponto, assim como na saúde, assim como na educação, assim como em outras tantas áreas.
A EPTC está vinculada à prefeitura da capital e foi alvo das manifestações de junho porque se colocou a favor da tarifa solicitada pelos empresários. Esse conluio foi investigado pelo Tribunal de Contas do estado (TCE), o que contribuiu para se chegar a uma tarifa que ficou em R$ 2,80 contra os mais de R$ 3,00 reais deferidos. Agora, ela mostra que também está ao lado da criminalidade, porque obrigar um motorista a parar numa sinaleira na madrugada é como forçá-lo a portar um cartaz escrito "ASSALTE-ME".
Evidentemente que tudo isso faz parte das ações da indústria da multa, uma vez que os recursos vão direto para o caixa único da prefeitura.
Eles até disfarçam, fazendo um jogo de cena, tentando representar que estão interessados em coibir infrações de trânsito. Se assim o fosse, não estariam desviando os recursos e descumprindo a legislação que manda reinvestir os valores arrecadados.
Por falar em recursos, os bandidos já devem estar esfregando as mãos para esperar as vítimas nos lugares desertos. Se não conseguirem assaltá-las, a EPTC, com as multas, completa o serviço.

terça-feira, janeiro 07, 2014

As evidências da bolha imobiliária nas cidades

Defenda Seu Dinheiro - 16 de dezembro de 2013

INFORMAÇÕES INICIAIS:

O objetivo deste trabalho é o de apresentar evidências da bolha imobiliária nas cidades brasileiras.

Importante: bolhas imobiliárias geram crescimento sem paralelo, mas insustentável, na produção e no preço dos imóveis, formando super-estoques que levam a reduções drásticas em lançamentos, grandes prejuízos para economia (desemprego, queda do PIB, etc.) e queda elevada de preços dos imóveis.

OS EFEITOS DA BOLHA IMOBILIÁRIA NAS CIDADES BRASILEIRAS:

SALVADOR:

Sugiro leitura na íntegra desta matéria, onde consta que a causa raiz para aumento relevante no desemprego em Salvador foram quedas em vendas de imóveis gerando super-estoque e interrompendo lançamentos: http://www.bahiatodahora.com.br/destaques-esquerda/noticia_destaque2/queda-nas-vendas-leva-construtoras-a-reduzir-o-ritmo-em-salvador-situacao-e-preocupante

Preço médio do M2 em Salvador: http://www.agenteimovel.com.br/mercado-imobiliario/a-venda/salvador,ba/

Pelas informações constantes acima e mais dados do IBGE, temos que em Salvador, preço do M2 aumentou 91,63% de 2.008 a 2.013. Média do M2 de R$ 4.290,00 em Ago/2013, para um rendimento médio real da população de R$ 1.444,80. Outras informações dos links, colocadas em gráficos:

Bolha imobiliária em Salvador

Importante: estoque de 25 meses e aumento de quase 50% no desemprego ( 77% acima da média nacional), são as características típicas de uma bolha imobiliária que estão mais visíveis em Salvador.

Conclusão quanto a bolha imobiliária em Salvador:

A explosão da bolha imobiliária em Salvador está apenas no início. Um dos efeitos naturais, é que os preços dos imóveis tenderão a cair de forma abrupta e significativa, como consequencia não só do super-estoque de imóveis sem vender que possuem preços completamente fora da realidade de renda na cidade, mas também, em virtude do nível muito elevado de desemprego e da piora na economia local, ambos trazidos pela própria bolha imobiliária, que se auto-destrói.

BRASILIA:

Notícia de Set/2013 – queda de até 30% nos preços dos imóveis novos em Brasilia: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/09/01/internas_economia,385651/especuladores-sao-penalizados-pela-retracao-do-mercado-imobiliario.shtml

Notícia de Dez/2013 – estoque 30% maior que 2 anos atrás, queda de 50% nos lançamentos de 2.012 para 2.013. Descontos de até R$ 300 mil em imóveis prontos. Link: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/12/construtoras-queimam-estoque-de-imoveis-no-df-dizem-corretores.html

Reportagem da Globonews de Dez/2013, onde representante do segmento imobiliário de Brasilia informa que os lançamentos em 2.014 irão dobrar na comparação com 2.013: http://www.youtube.com/watch?v=sDCfoT_RGGA#t=20

Vamos agora, observar um gráfico que reúne as informações das reportagens acima:

Bolha imobiliária em Brasilia

Análise das informações acima (incluindo detalhes vindos de notícias dos links):

A bolha imobiliária em Brasília segue o mesmo caminho de Salvador, com algumas diferenças, como uma participação mais visível dos investidores (especuladores) e do volume de distratos feitos pelos mesmos, o fato da redução elevada nos preços já estar visível (30%) e por fim, a promessa de dobrar lançamentos em 2.014.

Importante: as reduções de até 30% nos preços feitas por construtoras para tentarem desovar estoques em 2.013, fizeram com que muitos imóveis ficassem com preço total, na entrega, inferior ao saldo a financiar com banco para quem comprou “na planta”, gerando altíssimo volume de distratos e aumentando ainda mais os estoques. Isto ocorreu mais fortemente no Noroeste de Brasilia. Dobrar lançamentos em 2.014, como prometido pelo segmento imobiliário, significa agravar a situação dos super-estoques, tentando adiar o desemprego e crise local, mas com isto, programando uma crise ainda maior para o futuro próximo.

Conclusão quanto a bolha imobiliária em Brasília:

Da mesma forma que em Salvador, a explosão da bolha imobiliária de Brasília está apenas no começo. Se dobrarem lançamentos em 2.014 para adiar sua explosão, só tornarão as consequencias ainda piores (o volume de distratos e estoques aumentarão ainda mais, o impacto posterior de total estagnação na construção civil irá durar mais e prejudicar mais ainda a economia como um todo).

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SJC):

Preços de imóveis novos caíram 25% em 2 anos, em alguns casos, queda de até 30%: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/05/preco-dos-imoveis-cai-25-em-sao-jose-em-dois-anos-revela-creci.html

Aluguel teve aumento de oferta de 300% em 2013: http://www.aconvap.com.br/noticias/sao-jose-tem-aumento-de-300-na-oferta-de-locacao/3599.html

Segue gráfico com dados acima:

Bolha imobiliária em SJC

O gráfico acima demonstra que a bolha imobiliária em SJC segue mesmo caminho das demais:

Aumento relevante na construção de imóveis, nos preços e na participação dos investidores. Preços ficam completamente fora da realidade da renda no local e se formam super-estoques.

Os super-estoques levam a reduções rápidas e relevantes nos preços dos imóveis.

A diferença de SJC para Salvador e Brasília é que os investidores resolveram colocar imóveis para alugar para não terem prejuízo imediato na venda, gerando super-oferta para aluguel.

Importante: a super-oferta para alugar, levará a reduções de preços de aluguéis combinado com prejuízos ainda mais elevados para investidores (deixar imóveis vazios por período elevado, com altas despesas para impostos, condomínio, etc., sem gerar receitas).

Conclusão quanto a bolha imobiliária em São José dos Campos:

Da mesma forma que nas cidades acima, a explosão da bolha imobiliária de SJC está apenas no começo. A “estratégia” dos investidores, de todos colocarem os imóveis para alugar ao mesmo tempo, apenas muda o problema de lugar, sem eliminá-lo. Isto foi muito conveniente para as Construtoras, pois ao fazerem isto, os “investidores” diminuíram a concorrência para venda, com seu próprio sacrifício. Devido à super-oferta para aluguel, há alguns caminhos: a) redução do preço do aluguel ; b) ficar muito tempo com despesas adicionais e sem receita por não conseguir alugar ou c) vender com maior “desconto” que o já praticado (25%). Pior: pela sequencia natural dos fatos, a paralisação na construção civil aumentará desemprego, prejudicando toda a economia local, diminuindo procura e preço dos imóveis, significando prejuízos ainda maiores para estes investidores que adiaram a venda.

CURITIBA:

Fev/2013: Estoque de imóveis sem vender aumentou demais, chegando a aproximadamente 2 anos de vendas, descontos promocionais das construtoras de 10% a 30%: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1347279

Nov/2013: Estoque de imóveis de quase 2 anos. Construtoras estão apostando em feirões, com descontos de até 35% e condições como entrada de apenas 10%: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1426349&tit=Gigantes-do-setor-saem-de-fininho

Rentabilidade do aluguel de imóvel de 3 dormitórios é de 0,44% por mês, inferior a qualquer aplicação financeira. Como o título diz: não é um bom momento para investir em imóveis para alugar: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1420728&tit=Nao-e-um-bom-momento-para-investir-em-imoveis-para-alugar

A oferta de imóveis comerciais para alugar aumentou 600% em Curitiba, de 2.012 para 2.013: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1424276&tit=O-grande-salto-dos-imoveis-corporativos

Vamos agora juntar as informações acima, para analisarmos melhor:

Bolha imobiliária em Curitiba

Avaliando as informações acima, vemos que Curitiba seguiu roteiro muito similar a demais e que os “descontos promocionais” não tem colaborado para redução dos estoques. Está em situação similar a Salvador quanto a tamanho do estoque e a Brasília quanto à redução de preços.

Conclusão quanto a bolha imobiliária em Curitiba:

Por ter o segundo maior estoque de imóveis residenciais novos sem vender do Brasil (24 meses), que continuaram no mesmo patamar depois de 9 meses e ainda, ter tido um aumento na oferta de imóveis comerciais em 600%, a expectativa é que Curitiba vá pelo mesmo caminho que Salvador, enfrentando as mesmas consequências.

NATAL:

Preços dos imóveis novos  voltaram a patamar anterior a 2.010 prejudicando compradores que “investiram” na planta. A “desculpa” foi que infraestrutura não melhorou… : http://jornaldehoje.com.br/infraestrutura-ruim-derruba-valor-dos-imoveis-em-natal/

Duas construtoras grandes abandonando a cidade : http://nominuto.com/airtonbulhoes/duas-empresas-construtoras-de-peso-se-retiram-do-mercado-imobiliario-de-natal/6504/

Bolha imobiliária em Natal

Análise das informações acima:

Situação muito similar a de outras cidades avaliadas, inclusive com informações sobre reduções relevantes em lançamentos e notícias das construtoras que abandonam Natal.

Conclusão quanto a bolha imobiliária em Natal:

Como para demais cidades, a redução abrupta e elevada em lançamentos tende a deixar como consequência de curto prazo, um aumento significativo no desemprego, o que afetará a economia local mantendo o circulo vicioso da explosão da bolha imobiliária.

SÃO PAULO:

Segue link c/ todos os cálculos quanto ao super-estoque de imóveis em São Paulo, evolução de preços, etc. Neste link constam também uma série de notícias que foram utilizadas nos gráficos logo abaixo, de forma que possam comprovar a origem das informações: http://defendaseudinheiro.com.br/a-bolha-imobiliaria-em-sao-paulo/

Notícia de Dez/2013: queda superior a 8% nos preços anunciados de aluguéis comerciais em São Paulo. A cidade de São Paulo é utilizada como um exemplo, a reportagem informa que esta situação tem ocorrido em várias cidades, algumas delas, citadas neste trabalho com mais detalhes: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/oferta-elevada-de-imoveis-comerciais-pressiona-alugueis-no-brasil?page=3

Última pesquisa divulgada do CRECI SP referente à Setembro/2013. Pesquisa feita com mais de 400 imobiliárias em São Paulo, tendo como base o preço real (negociado) para imóveis usados. Ver página 22 que contém a tabela da evolução de preço do M2 para venda e aluguel nos últimos 12 meses, onde ambos cresceram menos da metade da inflação do período. Segue o link c/ pesquisa: http://www.crecisp.gov.br/arquivos/pesquisas/capital/2013/pesquisa_capital_setembro_2013.pdf

Seguem gráficos e tabelas que tem como base as informações dos links acima. No caso da tabela que contém as quantidades vendidas, o cálculo foi refeito considerando SAZONALIDADE, ou seja, comparando com mesmo mês de ano anterior, que é o mais correto.

Bolha imobiliária em São Paulo

A bolha imobiliária em São Paulo envolve um “canibalismo imobiliário”: os imóveis novos conseguem vender, graças a reduções incessantes nas vendas de imóveis usados, conforme demonstrado acima.

Nas notícias publicadas nos jornais e na TV, o CRECI SP divulga sempre a variação entre 2 meses seguidos, não informando a variação entre os anos. Na análise mais correta, que considera sazonalidade, comparando o mesmo mês de anos seguidos, podemos ver como está crítica a situação das vendas de imóveis usados em São Paulo.

Isto ocorreu, porque proprietários de imóveis usados resolveram “assumir” o mesmo crescimento no preçoanunciado que já era praticado para imóveis novos. Ocorre que no caso dos novos, as construtoras podem vender “na planta” com parcelas baixas durante a construção, para quem não tem condições de adquirir financiamento bancário no ato da entrega e se a venda não se efetiva na entrega do imóvel (distrato), revendem depois para outra pessoa. Isto criou uma ilusão de mercado aquecido e que justificaria os preços maiores, mas era apenas ilusionismo, um grande acúmulo de vendas falsas em um esquema de pirâmide, sempre contando c/ revendas futuras do que foi distratado p/ resolver…

Como referência, as vendas falsas das construtoras tem variado de um mínimo de 20% até mais de 60% das vendas brutas, um absurdo, algo que não existe para nenhum segmento de negócio em nenhum lugar do mundo, só na bolha imobiliária brasileira!!! Vamos agora, analisar outras consequências desta situação:

Bolha imobiliária em São Paulo parte 2

Podemos observar acima, os efeitos altamente danosos das vendas falsas, do crescimento ilusório de vendas de imóveis novos, da especulação infrutífera de preços dos imóveis usados (não vende, passa um tempo, aumenta o preço…) que combinados com preços anunciados completamente fora da capacidade de renda da população, levaram a um estoque muito elevado de imóveis sem vender.

Esta foi a primeira fase da bolha imobiliária em São Paulo, em que parte dos prejudicados foram investidores que entraram tardiamente na ciranda especulativa (quem comprou “na planta” e teve entrega de seu imóvel a partir do 2S2012) e vendedores de imóveis usados no último ano.

Com esta bolha já formada, como construtoras fariam para sobreviver? Vamos analisar abaixo:

Bolha imobiliária em São Paulo parte 3 CORRIGIDO

Na segunda fase da bolha, para tentarem escapar dos super-estoques de 3 e 4 dormitórios que contaminam todo o mercado em São Paulo, foi a vez das construtoras usarem os investidores de forma intensiva para tentarem sobreviver, transferindo para estes um enorme estoque de imóveis de 1 dormitório “na planta” em região central (80% das vendas de 1 dormitório no 1S2013 foram para investidores), para que estes investidorestentem alugar no futuro, com base em um aumento de demanda de origem desconhecida (por que a demanda triplicaria?).

Considerar que números acima são reais, no caso de usados, baseados em pesquisas com mais de 400 imobiliárias tendo como referência o preço negociado, considerando sazonalidade quanto a evolução de vendas, análise quanto a todos os estoques e consumo envolvidos, etc., ao contrário das informações divulgadas pelo SECOVI SP e CRECI SP em diversos jornais e na TV, que trabalham com preços anunciados (FIPE ZAP, completamente fora da realidade), variações em quantidades vendidas que não consideram sazonalidade, informação sobre estoque de imóveis novos que não considera imóveis com mais de 36 meses do lançamento e nem tampouco o que está com investidores e os usados, informação distorcida de que consumidor tem optado por imóveis de 1 dormitório quando é pura especulação, com 80% das vendas para investidores, etc., etc., etc…

Lembrando ainda que em São Paulo, tivemos queda de preço de 23% para imóvel usado de 1 dormitório durante o 1S2013, queda de 17% no preço de imóvel novo de 3 dormitórios no 1T2013, diversas “promoções” de construtoras com descontos de até 40% (Even Day), 35% (Outlet Rossi) dentre diversas outras notícias relacionadas a queda de preço real, condizentes com os fatos apresentados aqui e não com a ilusão criada pelo segmento imobiliário sobre a cidade de São Paulo. Para detalhes, links com as pesquisas e notícias relacionadas e análises mais aprofundadas sobre a bolha em São Paulo, consultar:http://defendaseudinheiro.com.br/a-bolha-imobiliaria-em-sao-paulo/

Conclusão quanto a bolha imobiliária em São Paulo:

A principal arma em São Paulo tem sido a DESINFORMAÇÃO, de forma ainda mais intensa que no restante do Brasil. Números enganosos, conforme explicações acima, omitem a gravidade da situação em São Paulo, em uma tentativa do segmento imobiliário de manter esta cidade, junto com o Rio de Janeiro, fora das óbvias suspeitas quanto a bolha imobiliária.

Apesar da estratégia acima se utilizar de forma intensiva de publicidade em jornais, TV, etc., ainda assim é possível encontrarmos altíssimo volume de evidências quanto a bolha imobiliária e suas consequências, conforme demonstrado aqui.

MAIS AMOSTRAS DE OUTRAS CIDADES:

Para não tornar este trabalho ainda mais longo, colocarei algumas notícias registradas em cidades brasileiras que se contrapõem a teorias do segmento imobiliário que negam a existência da bolha imobiliária, com comentários resumidos, para que cada um possa ler as notícias e tirar suas conclusões:

Queda de vendas e de preços em Recife, além de retração nos preços dos alugueis. A tese de que imóveis sempre aumentam de preço não se sustenta, como se comportarão os investidores e demais compradores perante esta realidade???

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2013/10/15/internas_economia,468164/vendas-de-imoveis-no-recife-cairam-9-no-primeiro-semestre-segundo-secovi-sp.shtml

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2013/04/03/internas_economia,432110/precos-dos-imoveis-no-recife-apresentam-terceira-queda-consecutiva.shtml

http://m.jconline.ne10.uol.com.br/t320/noticia/economia/pernambuco/noticia/2013/04/28/81174

Segue notícia sobre queda de 15% nos preços de imóveis em Goiânia, após fortes quedas em vendas (idem a Recife):

http://www.opopular.com.br/editorias/economia/queda-nas-vendas-faz-pre%C3%A7os-de-im%C3%B3veis-recuarem-1.307413

Alphavile de SP: 40% dos imóveis comerciais estão vagos, sem locação! Veja link abaixo:

http://folhadealphaville.uol.com.br/artigo/?id=17399

O título da notícia do jornal de Londrina já diz tudo: “preço de imóveis atinge teto com estoque recorde”. Atinge teto = daí pra frente, só tende a diminuir o preço real negociado.

http://www.jornaldelondrina.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1364606&tit=preco-de-imoveis-atinge-teto-com-estoque-recorde

Queda de 75% nas vendas de imóveis em BH, no mês de Maio/2013, o pior resultado em toda a história de vendas de imóveis na cidade!!!

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/venda-de-imoveis-na-capital-mineira-cai-75-em-maio-1.148301

Outros efeitos muito comuns para bolhas imobiliárias, que ocorrem no Rio de Janeiro: a bolha  inviabiliza pequenos comércios em virtude do alto custo do aluguel e/ou comerciante tem que aumentar preços para conseguir pagar o aluguel (diminui PIB e/ou aumenta inflação). No sentido contrário, pessoas que alugam seus imóveis recebem menos do que em qualquer aplicação financeira.

http://oglobo.globo.com/rio/leblon-tem-aluguel-caro-lojas-com-dificuldade-em-manter-portas-abertas-10775448

http://economia.ig.com.br/financas/casapropria/2013-08-02/aluguel-de-imoveis-rende-menos-que-poupanca-em-sao-paulo-e-no-rio.html

Sobre a teoria que nossos imóveis não são caros comparados a outros países (“estudos” do segmento imobiliário) sugiro verificarem as evidências do absurdo de preços que temos aqui, nas mais diversas cidades do Brasil, através da leitura do site “Estamos ricos”: http://estamosricos.blogspot.com.br

CONCLUSÕES:

1) Diversas notícias e pesquisas divulgadas durante o ano de 2.013 demonstram a existência de bolha imobiliária em grande quantidade de cidades no Brasil. Quando combinamos e analisamos com mais cuidado estas notícias, como nas 6 amostras acima, percebemos que as evidências são fortes e que há um esforço muito grande do segmento imobiliário para “suavizar” o impacto, usando de eufemismos e explicações nada convincentes  ;

2) As consequências visíveis da bolha imobiliária variam de cidade para cidade: enquanto em um lugar o desemprego aparece de forma intensa e rápida em virtude da queda abrupta e relevante de vendas que gerou super-estoques e reduziu sensivelmente os lançamentos / obras (Salvador), em outro os preços despencam primeiro, sem reflexo visível para empregos por enquanto (Brasília). Já em outra cidade, investidores apelam para alugarem imóvel para tentarem fazer com que preços de venda não despenquem ainda mais (São José dos Campos), enquanto em outro local, construtoras fogem da cidade com descontos enormes prejudicando investidores / compradores “na planta” (Curitiba e Natal) ou elas resolvem atrair mais investidores em apostas sem sentido para o futuro (São Paulo). Isto é muito comum, aliás, se todos reagissem da mesma forma e ao mesmo tempo é que seria estranho. Por outro lado, isto não significa que são “micro bolhas” como o segmento imobiliário tenta defender: aqui neste estudo, apresentei detalhes de 6 cidades e links complementares para outras 6, mantendo em 12 exemplos apenas para não transformar este tópico em um livro, mas existem muito mais cidades que já tem claramente a bolha presente, por isto recomendei a leitura do site “Estamos ricos” que tem ainda mais exemplos quanto ao absurdo dos preços comparado a outros países (apenas um dos aspectos da questão, mas que dá uma boa dimensão). De fato, a bolha imobiliária foi um fenômeno que ocorreu em todo o País seguindo as mesmas linhas (vendas falsas, alto percentual de investidores, super-estoques escondidos, etc.), apenas as reações em cada localidade é que variaram ;

3) Pelo que foi explicado neste trabalho, o segmento imobiliário edificou seu crescimento nos últimos anos, como um “castelo de cartas”. Qualquer percalço que tenha impacto nacional, fará com que este “castelo de cartas” desmorone. Percalços possíveis (exemplos, existem outros): a) provável retirada de QE pelos EUA fazendo com que investidores fujam do Brasil, aumentando US$, inflação,  portanto, requerendo aumentos muito maiores em juros que derrubariam economia e mais ainda o segmento imobiliário ; b) contração de consumo de commodities da China via explosão da bolha imobiliária de lá ou outros motivos derrubando ainda mais economia no Brasil ; c) necessidade do governo brasileiro ser mais restritivo no crédito imobiliário via CEF  / BB e/ou aumentar os juros do mesmo, para pelo menos disfarçar a irresponsabilidade fiscal e evitar rebaixamento de crédito em ano eleitoral ; d) endividamento das famílias que está em patamar recorde e cresceu de forma exageradamente rápida se transformar em índices de inadimplência maiores, fazendo com que o freio do consumo se intensifique ; e) uma das 5 grandes construtoras que estão virtualmente quebradas entrarem em recuperação judicial ou ficarem incapacitadas de continuarem suas obras gerando pânico nos compradores de imóveis “na planta” ou em construção e fazendo com que as vendas desabem ainda mais. Para piorar: os 5 exemplos dados aqui neste item não são excludentes, ao contrário, a tendência é que ocorram em série…

Por tudo que consta nos itens de 1 a 3 mais acima, a explosão mais visível da bolha imobiliária brasileira é inevitável, apenas uma questão de tempo… Quem quiser entender um pouco mais do processo relacionado a esta bolha, como por exemplo, quais os fatores que fizeram com que surgisse, outras anomalias relacionadas à mesma, impactos para construtoras, etc., sugiro a leitura de trabalho anterior:http://defendaseudinheiro.com.br/desenhando-a-bolha-imobiliaria-brasileira/

domingo, janeiro 05, 2014

Soudan du Sud: tirs d'artillerie sur Juba alors que les discussions peinent à démarrer à Addis-Abeba

Article publié le : dimanche 05 janvier 2014 à 13:47 - Dernière modification le : dimanche 05 janvier 2014 à 17:01

 

Joint par RFI, le porte-parole de l'armée du Soudan du Sud, le colonel Philip Aguer Panyang a dit enquêter sur les événements de Juba.

Joint par RFI, le porte-parole de l'armée du Soudan du Sud, le colonel Philip Aguer Panyang a dit enquêter sur les événements de Juba.

AFP/Samir Bol

Par RFI

La phase cruciale des négociations de paix sur le Soudan du Sud démarre en principe ce dimanche à Addis-Abeba, en Ethiopie entre représentants du président Salva Kiir et du chef rebelle Riek Machar. Mais sur le terrain, on est encore loin d'un cessez-le-feu. Juba, la capitale sud-soudanaise, a été secouée la nuit dernière par d'intenses tirs d'artillerie.

L’ambiance était particulièrement tendue dans la nuit de samedi à dimanche, à Juba. Plusieurs salves de tirs ont retenti dans la capitale peu après 21h heure locale. Une enquête est en cours pour faire la lumière sur ces événements, déclare le porte-parole de l’armée Philip Aguer, joint par RFI au téléphone ce dimanche matin. Ces tirs pourraient impliquer plusieurs soldats de l’armée. Des explosions ont été entendues à deux endroits au sud-ouest de la ville vers le marché Jebel, non loin de baraquements militaires et à l’extérieur de la Juba sur la route de Yei.

Ces affrontements ont provoqué une nouvelle vague de départ parmi les civils. Des habitants de Juba quittent leur ville pour rejoindre l'Ouganda, à 200 km de là.

Une situation qui inquiète sur l’évolution des négociations à Addis-Abeba

John Kerry, le secrétaire d’Etat américain, lors d'une conférence de presse ce dimanche matin à Jérusalem, a prévenu les belligérants. « Les pourparlers qui commencent ne doivent pas être un stratagème pour gagner du temps sur le terrain » a-t-il mis en garde.

Du côté de l’Igad, l’organisation régionale qui pilote les discussions, on reste confiant malgré tout. Les délégations étaient rassemblées à l’hôtel Sheraton d'Addis-Abeba ce dimnche matin et se concertaient chacune de leur côté en vue des négociations directes annoncées pour la mi-journée...

Centrafrique: jet de grenade dans un marché de Bangui

Article publié le : dimanche 05 janvier 2014 à 17:13 - Dernière modification le : dimanche 05 janvier 2014 à 17:13

Par RFI

Un jet de grenade a atteint ce dimanche 5 janvier le marché de Kokoro, situé à l'ouest de Bangui, la capitale centrafricaine. On déplore 4 blessés selon un journaliste de l'AFP, deux selon la force africaine Misca. Parmi les victimes, se trouve justement un soldat du contingent burundais de cette force africaine.

Eloi Yao

Porte-parole de la Misca

Nos soldats étaient en patrouille vers le marché, une grenade a été lancée (...) Un de nos soldats a été blessé, ainsi qu'un civil