"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche

segunda-feira, julho 18, 2011

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Strauss-Kahn está cada dia mais próximo da liberdade. Aguarda-o apenas alguns desfechos internacionais (para entender esse comentário leia a postagem do artigo deYanis Varoufakis no dia 22 de maio).

Sua sucessora, Christine Lagarde está fazendo direito o “dever de casa”, esperando que haja um desfecho favorável da questão sobre a dívida americana, enquanto, por outro lado o próprio FMI, a União Européia e com tremenda cara de pau, os EUA, pressionam a Grécia para aceitar o pacote ridiculo e desumano imposto à sociedade do país.

Um agora domesticado Strauss-Kahn não mais representa risco para os EUA, ou outros interesses do sistema financeiro. Provavelmente não conseguirá lançar sua candidatura na França, e se isso acontecer, será devidamente alertado sobre o que ocorreu em Nova York.

Não sou seu fã, mas detesto que esse tipo de ação fique parecendo como um caso de estupro que na realidade nunca deve ter acontecido.

 

Maurício Dias na Carta desta semana destaca recente estudo comparativo do Ipea sobre investimentos no Gasto Social Federal  realizados nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luis Inácio da Silva. Bom, não é preciso nem imaginar quais são os resultados, basta ver a diferença como o Brasil emergiu das crises nos anos FHC, para como passamos pela recente de 2008 no período de Lula.

Por sinal, insatisfeito como sempre, por seu sucessor ter obtido e principalmente mantido os elevados índices de aceitação popular, FHC mais uma vez tenta usurpar de Itamar Franco os louros da criação do Real. Nem no velório ele perde a chance, incrível.

Maurício Dias também alerta sobre o caso do irmão de Gilmar Mendes que considerado improbo deve ter retiradas suas possibilidades de uma nova eleição para a prefeitura de Diamantino (MT). Bom, caro Maurício, isso se o caso não for até o STF. Aí, já não tenho a certeza que você tem hoje,

 

Com relação ao desarmamento vou iniciar com dois dados que considero fundamentais: 1- Os cidadãos que adquirem armas legais e violam a lei fazem parte de números irrisórios das estatísticas de violência urbana; 2- O Brasil é o segundo maior produtor de armas de fogo de pequeno porte das Américas (o primeiro são os Estados Unidos), e o Brasil é a terceira fonte de importação de armas curtas no mercado norte-americano.

Outro dado é que a população das áreas de baixa renda é totalmente incapaz de possuir armas legais, e onde, portanto a proibição de compra de armas legais não fará a menor diferença.
Na violência doméstica a predominância é de agressão física, surras, sem armas e a maioria dos homicídios acontece com o uso da prosaica faca de cozinha. E aí?
Seria o caso de defender o "espanca, mas não mata "ou de proibir a venda de facas de cozinha?

No caso brasileiro, são quase 16000 km de fronteiras terrestres, com grande parte em linha seca e inúmeros locais de passagens para países vizinhos. Estima-se que até 80% das armas traficadas para o Brasil cheguem aos centros de consumo por meio das fronteiras terrestres.

O material bélico originário dos EUA e da América Central chegam em embarcações de grande porte, sendo desembarcado em pequenas lanchas, antes da atracação nos portos de Sepetiba/RJ e de Santos. Outra parte proveniente da Ásia e dos EUA, estariam adentrando o território brasileiro pelo Porto de Paranaguá/PR, por intermédio de navios procedentes de Macau, Hong Kong e Taiwan.

Por via terrestre, na fronteira sul, tem-se registros de conexões no Paraguai — Ciudad Del Este e Pedro Juan Caballero, que adentra o Brasil por Foz do Iguaçu/Paraná (PR) e Ponta Porã/Mato Grosso do Sul (MS), respectivamente; na Bolívia — passam por Corumbá/MS, Guajará-Mirim/Rondônia (RO) e Brasiléia/Acre (AC); e no Uruguai. A maior parte dos fuzis e das pistolas que chegam ao Uruguai, e depois ao Brasil, é comprada nos mercados de Miami e no Panamá.

A entrada de armas pela Amazônia é ainda mais difícil de detectar. As Polícias Civil e Militar do Amapá têm apreendido armas procedente de Caiena/Guiana.

Na linha de fronteira, o contrabando de armas tem crescido, juntamente com os demais crimes. No Amazonas, os principais locais de entrada de armas são Tabatinga, campos de pouso não homologados (clandestinos), e aeroporto internacional de Manaus.

Então, eu pergunto, desarmar a população vai solucionar algo? A quem interessa realmente esse movimento? Estamos realmente tratando aqui de um interesse de preservação da vida, ou atendendo a interesses outros como: visibilidade politica (isso dá muito voto), prestígio junto a mída por adoção do politicamente correto, interesses comerciais internacionais (os EUA não ratificaram o Protocolo contra a Fabricação e o Tráfico Ilícitos de Armas de Fogo, suas Peças, Componentes e Munições de 2001, assim como são ativos defensores da limitação do possível Tratado de Comércio de Armas (TCA) a ser discutido na ONU.

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