"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música"
Friedrich Nietzsche

segunda-feira, outubro 28, 2013

RDC: l'armée congolaise a pris deux villes stratégiques au M23

RFI - Article publié le : lundi 28 octobre 2013 à 04:49 - Dernière modification le : lundi 28 octobre 2013 à 10:00

Les forces armées congolaises (FARDC) à Kibumba, le 26 octobre 2013.
Les forces armées congolaises (FARDC) à Kibumba, le 26 octobre 2013.

Par RFI
Après Kibumba, l'armée congolaise a enlevé le 27 octobre, deux places fortes de la rébellion du M23, à Kiwanja et Rutshuru, dans l'est de la République démocratique du Congo. Les FARDC ont progressé avec le soutien de la Monusco, dont un casque bleu tanzanien a été tué. Le M23 s’est retiré de ces zones, parfois sans combat. Les rebelles demandent la cessation immédiate des hostilités et menacent de se retirer du processus de négociations de Kampala.

Kiwanja et Ruthsuru. Derrière ces deux noms, deux villes lourdes en symboles. Et d’abord celui du système M23. Sous la tutelle de la rébellion depuis sa création en 2012, le Mouvement du 23-Mars s’était emparé de tout : de l’administration de la ville, des taxes, mais aussi d’un péage pour ceux qui passaient par sa zone de contrôle.
Pour les FARDC, la prise de ces villes, véritables places fortes du M23, a forcément le goût de la victoire. Surtout que les combats étaient particulièrement compliqués avec plus de 50 000 civils qui vivent dans la zone. L’appui de la brigade d’intervention de l’ONU, qui a ouvert le feu, a sans doute été crucial. Le M23 s’est retiré.
Mais la situation dans la zone reste très volatile, et les FARDC doivent maintenant maintenir leurs positions. Une difficulté à laquelle ils sont également confrontés plus au sud à Kibumba, à 20 km de Goma. Hier soir, l’armée congolaise tentait toujours de déloger les derniers éléments du M23, retranchés derrière une colline à Gisasi, tout près de la frontière rwandaise.
Une poche de résistance
Si l'armée congolaise et la Monusco faisaient état d'avancées importantes hier, la situation reste tendue et volatile sur le front. A une vingtaine de kilomètres de Goma, à l’entrée de Kibumba près de la frontière rwandaise, il y avait encore une poche de résistance du M23 qui dimanche soir n’était toujours pas tombée. Reportage à deux kilomètres de la ligne de front de Kibumba.

La ligne de front de Kibumba
Reportage
La situation reste tendue et volatile sur le front.
 
28/10/2013 par Léa-Lisa Westerhoff
Fuite des habitants vers Goma
Les derniers habitants de Kibumba ont pris la fuite vers Goma. Ils arrivent par petits groupes le long de la route poussiéreuse. Certains ont des gros baluchons sur la tête, d’autres portent des fagots de bois, des bidons en plastique ou leurs enfants.
Ils fuient les combats comme Sifa et ses quatre enfants :« De Kibumba, j’avais fui à Gasisi à la frontière avec le Rwanda, mais je suis repartie ce matin car il y a des bombes qui ont commencé à tomber, et je n’ai pas pu passer de l’autre côté. La frontière était fermée. »
Comme Sifa, ils sont déjà plus de deux cents à s’être assis, au bord de la route, une fois arrivés au premier char de la Monusco. « Ce sont des civils, indique le major Kacem, dans l’immédiat nous les protégeons avant de les évacuer vers un lieu plus sûr et de leur donner de la nourriture. »
Une gymnastique bien connue de tous ces habitants du Nord-Kivu qui, pour certains, vivent leur troisième guerre. Bonannée et ses trois enfants ont déjà quitté leur maison trois fois : « J’ai pris les habits des enfants, une bassine et une couverture. La première fois, je suis allée à Kanyarutchinia pendant un mois, une autre fois dans un camp de réfugiés et maintenant, j’ai dû le quitter encore. Je suis fatiguée de ces allers-retours : à chaque fois on espère que c’est la paix et en fait non… ».
De temps en temps, un char de l’armée congolaise passe : direction la ligne de front. Au troisième jour d’une offensive contre la rébellion du M23, plus de 5000 personnes déjà ont été déplacées.
Réaction du M23
Dans un communiqué, le mouvement rebelle affirme s'être replié « sans combat  » par crainte d'être accusé de violations des droits de l'homme. C'est ce qu'explique également Roger Lumbala, le vice-président du de la délégation du M23 à Kampala.

Roger Lumbala
Vice-président de la délégation du M23 à Kampala
Le retrait de Kiwandja et Rutshuru n'est pas une faiblesse mais c'est une prudence sur le plan des droits de l'homme pour éviter les accusations de la communauté internationale.
 
28/10/2013 par Boniface Vignon
Le M23 menace de quitter les pourparlers de paix de Kampala si la médiation du dialogue n'obtenait pas une « cessation immédiate des hostilités ». Ce n'est pas une déroute, affirme Roger Lumbala, le vice-président de la délégation du mouvement à Kampala.

Roger Lumbala
Vice-président de la délégation du M23 à Kampala
Aujourd'hui, nous sommes agressés, nous ne pouvons pas discuter. Si on n'arrête pas les hostilités, la délégation du M23 va quitter la table des négociations.

Carta Aberta para Judite de Sousa – Programa Olhos nos Olhos

resistir info - 28 out 2013


por José Manuel Catarino Soares [*]
Lisboa, 15 de Outubro de 2013

Exma. Sra. Dra. Judite de Sousa

O
programa Olhos nos Olhos que foi hoje para o ar (14/10/2013) ficará nos anais da televisão como um caso de estudo, pelos piores motivos.

Foi o mais execrável exercício de demagogia a que me foi dado assistir em toda a minha vida num programa de televisão. O que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo disseram acerca das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência é um embuste completo, como demonstrarei mais abaixo. É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: "dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental".


Mas nada do que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo dizem ou possam dizer pode apagar os factos. Os factos são teimosos. Ficam aqui apenas os essenciais, para não me alargar muito:


1. OS FUNDOS DO SISTEMA PREVIDENCIAL da Segurança Social (Caixa Nacional de Aposentações e Caixa Geral de Aposentações), com os quais são pagas essas pensões, NÃO PERTENCEM AO ESTADO (muito menos a este governo, ou qualquer outro). Não há neles um cêntimo que tenha vindo dos impostos cobrados aos portugueses (incluindo os aposentados e reformados). PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS ACTUAIS E FUTUROS BENEFICIÁRIOS, QUE PARA ELES CONTRIBUIRAM E CONTRIBUEM DESCONTANDO 11% dos seus salários mensais, acrescidos de mais 23,75% (também extraídos dos seus salários) que as entidades empregadoras, privadas e públicas, deveriam igualmente descontar para esse efeito (o que nem sempre fazem [voltarei a este assunto no ponto 3]).


2. As quotizações devidas pelos trabalhadores e empregadores a este sistema previdencial, bem como os benefícios (pensões de aposentação, de reforma e sobrevivência; subsídios de desemprego, de doença e de parentalidade; formação profissional) que este sistema deve proporcionar, são fixadas por cálculos actuariais, uma técnica matemática de que o sr. Medina Carreira manifestamente não domina e de que o sr. Henrique Raposo manifestamente nunca ouviu falar. Esses cálculos são feitos tendo em conta, entre outras variáveis, o custo das despesas do sistema (as que foram acima discriminadas) cujo montante depende, por sua vez — no caso específico das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência — do salário ou vencimento da pessoa e do número de anos da sua carreira contributiva. O montante destas pensões é uma percentagem ponderada desses dois factores, resultante desses cálculos actuariais.


3. Este sistema em nada contribuiu para o défice das contas públicas e para a dívida pública. Este sistema não é insustentável (como disse repetidamente o senhor Raposo). Este sistema esteve perfeitamente equilibrado e saudável até 2011 (ano de entrada em funções do actual governo), e exibia grandes excedentes, apesar das dívidas das entidades empregadoras, tanto privadas como públicas (estimadas então em 21.940 milhões de euros) devido à evasão e à fraude contributiva por parte destas últimas. Em 2011, último ano de resultados fechados e auditados pelo Tribunal de Contas, o sistema previdencial teve como receitas das quotizações 13.757 milhões de euros, pagou de pensões 10.829 milhões de euros e 1.566 milhões de euros de subsídios de desemprego, doença e parentalidade, mais algumas despesas de outra índole. O saldo é pois largamente positivo. Mas o sistema previdencial dispõe também de reservas, para fazer face a imprevistos, que são geridas, em regime de capitalização, por um Instituto especializado (o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Ora, este fundo detinha, no mesmo ano de 2011, 8.872,4 milhões de euros de activos, 5,2% do PIB da altura.


4. É o aumento brutal do desemprego (952 mil pessoas no 1º trimestre de 2013), a emigração de centenas de milhares de jovens e menos jovens, causados ambos pela política recessiva e de empobrecimento deste governo, e a quebra brutal de receitas e o aumento concomitante das despesas com o subsídio de desemprego que estes factos acarretam, que está a pôr em perigo o regime previdencial e a Segurança Social como um todo, não a demografia, como diz o sr. Henrique Raposo.


5. Em suma, é falso que o sistema previdencial seja um sistema de repartição, como gosta de repetir o sr. Medina Carreira. É, isso sim, um sistema misto, de repartição e capitalização. Está escrito com todas as letras na lei de bases da segurança social (artigo 8º, alínea C, da lei nº4/2007), que, pelos vistos, nem ele nem o senhor Henrique Raposo se deram ao trabalho de ler. É falso que o sistema previdencial faça parte das "despesas sociais" do Estado (educação e saúde) que ele (e o governo actual) gostariam de cortar em 20 mil milhões de euros. Mais especificamente, é falso que os seus benefícios façam parte das "prestações sociais" que o senhor Medina Carreira gostaria de cortar. Ele confunde deliberadamente dois subsistemas da Segurança Social: o sistema previdencial (contributivo) e o sistema de protecção da cidadania (não contributivo). É este último sistema (financiado pelos impostos que todos pagamos) que paga o rendimento social de inserção, as pensões sociais (não confundir com as pensões de aposentação e de reforma, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento de Estado), o complemento solidário de idosos (não confundir com as pensões de sobrevivência, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento do Estado), o abono de família, os apoios às crianças e adultos deficientes e os apoios às IPSS.


6. É falso que o sr. Henrique Raposo (HR) esteja, como ele diz, condenado a não receber a pensão a que terá direito quando chegar a sua vez, "porque a população está a envelhecer", "porque o sistema previdencial actual não pode pagar as pensões de aposentação futuras", "porque o sistema não é de capitalização". O 1º ministro polaco, disse, explicou-lhe como mudar a segurança social portuguesa para os moldes que ele, HR, deseja para Portugal. Mas HR esqueceu-se de dizer em que consiste essa mirífica "reforma": transferir os fundos de pensões privados para dentro do Estado polaco e com eles compensar um défice das contas públicas, reduzindo nomeadamente em 1/5 a enorme dívida pública polaca. A mesma receita que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas aplicaram em Portugal aos fundos de pensões privados dos empregados bancários! (para mais pormenores sobre o desastre financeiro que se anuncia decorrente desta aventura polaca, ver o artigo de Sujata Rao da Reuters, "With pension reform, Poland joins the sell-off", 6 de Setembro de 2013,
blogs.reuters.com/... e o artigo de Monika Scislowska da Associated Press, "Poland debates controversial pension reform", 11 de Outubro de 2013, news.yahoo.com/... ). HR desconhece o que aconteceu às falências dos sistemas de capitalização individual em países como, por exemplo, o Reino Unido. HR desconhece também as perdas de 10, 20, 30, 40 por cento, e até superiores, que os aforradores americanos tiveram com os fundos privados que geriam as suas pensões, decorrentes da derrocada do banco de investimento Lehman Brothers e da crise financeira subsequente — como relembrou, num livro recente, um jornalista insuspeito de qualquer simpatia pelos aposentados e reformados. O único inimigo de HR é a sua ignorância crassa sobre a segurança social.

Os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo, são, em minha opinião, casos perdidos. Estão intoxicados pelas suas próprias lucubrações, irmanados no mesmo ódio ao Tribunal Constitucional ("onde não há dinheiro, não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, nem coisíssima nenhuma" disse Medina Carreira no programa "Olhos nos Olhos" de 9 de Setembro último;" O Tribunal Constitucional quer arrastar-nos para fora do euro" disse Henrique Raposo no programa de 14 de Outubro de 2013). E logo o Tribunal Constitucional ! — última e frágil antepara institucional aos desmandos e razias de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Estes dois homens tinham forçosamente que se encontrar um dia, pois estão bem um para o outro: um diz "corta!", o outro "esfola!". Pena foi que o encontro fosse no seu programa, e não o café da esquina.


Mas a senhora é jornalista. Não pode informar sem estar informada. Tem a obrigação de conhecer, pelo menos, os factos (pontos 1-6) que acima mencionei. Tem a obrigação de estudar os assuntos de que quer tratar "Olhos nos Olhos", de não se deixar manipular pelas declarações dos seus interlocutores. Se não se sentir capaz disso, se achar que o dr. Medina Carreira é demasiado matreiro para que lhe possa fazer frente, então demita-se do programa que anima, no seu próprio interesse. Não caia no descrédito do público que a vê, não arruíne a sua reputação. Ainda vai a tempo, mas o tempo escasseia.
[*] Professor aposentado 


Seria bem interessante uma análise comparativa com os argumentos que se utilisam no Brasil sobre o tema. 

DESCARAMENTO E COMPAIXÃO

aijesus.blogspot - 24 out 2013


As técnicas de anúncio de catástrofes para depois serem “pequenos” desabamentos, a velha armadilha do “polícia bom” e do “polícia mau”, a culpabilização dos mais pobres, que teriam vivido acima das suas possibilidades, são de uma frieza que roça a matriz cerebral dos maiores predadores da selva.
[José Gameiro (psiquiatra)]

O segredo das Sete Irmãs e o pré-sal brasileiro

viomundo - publicado em 26 de outubro de 2013 às 14:46 
 

sugerido pelo leitor Claudius, nos comentários, ao qual Francisco Pereira Neto acrescentou:
25/10/2013
AS LIÇÕES DE LIBRA
A mobilização de várias organizações, e a greve dos petroleiros, com a apresentação de dezenas de ações na justiça, não conseguiu impedir que o Leilão de Libra fosse realizado, com a vitória de duas estatais chinesas, duas multinacionais européias, e participação, em 40%, da Petrobras.
Obviamente, do ponto de vista do interesse nacional, o ideal seria que o negócio tivesse ficado totalmente com a Petrobras, ou melhor, com outra empresa, 100% estatal e brasileira (a PPSA não tem estrutura de produção  própria) que fosse encarregada de operar exclusivamente essas reservas.
Não podemos esquecer que a Petrobras – por obra e arte sabe-se muito bem de quem – não é mais uma empresa totalmente nacional. Os manifestantes que enfrentaram a polícia, nas ruas do Rio de Janeiro, ontem, estavam – infelizmente – e muitos nem sabem disso, defendendo não a Petrobras do “petróleo é nosso”, mas uma empresa que pertence, em mais de 40%, a capitais privados nacionais e estrangeiros, que irão lucrar, e muito, com o petróleo de Libra nos próximos anos.
De qualquer forma, a lei de partilha, da forma como foi aprovada, praticamente impedia que a Petrobras ficasse com 100% do negócio. Além disso, institucionalmente, a empresa tem sido sistematicamente sabotada, nos últimos anos, pelo lobby internacional do petróleo. E cometeram-se, no Brasil, diversos equívocos que a enfraqueceram empresarialmente, o mais grave deles, o incentivo dado à venda de automóveis, sem que se tivesse assegurado, primeiro, fontes alternativas – e, sobretudo nacionais – de combustível.
A questão geopolítica é, também, bastante delicada. O Brasil lançou-se, com determinação e talento, à pesquisa de petróleo na zona de projeção de nosso território no Atlântico Sul, antes de estar militarmente preparado para defendê-la.
O embate entre certos segmentos da reserva das Forças Armadas – principalmente aqueles que fazem lobby ou estão ligados a empresas de países ocidentais – e militares nacionalistas que propugnam que se busque tecnologia onde ela esteja disponível, como os BRICS, tem atrasado o efetivo rearme do país, que, embora necessário, deve ser conduzido com cautela, para não provocar nem atrair demasiadamente a  atenção de nossos adversários.
O mundo está mudando, e o Brasil com ele. Seria ideal se pudéssemos simplesmente virar as costas para os países ocidentais – que sempre exploraram nossas riquezas e tudo fizeram para tolher nosso  desenvolvimento – e nos integrarmos, de uma vez por todas, ao projeto BRICS, e a países como a China e a Índia, que estarão entre os maiores  mercados do mundo nas próximas décadas.
Esse movimento de aproximação com os maiores países emergentes –  lógico e inevitável, do ponto de vista histórico – terá que ser feito, no entanto, de forma paulatina e ponderada. Parte da sociedade ainda acredita – por ingenuidade, interesse próprio ou falta de brio, mesmo – que para sermos prósperos e felizes basta integrarmo-nos e sujeitarmo-nos plenamente à Europa e aos Estados Unidos. E que temos que abandonar toda veleidade de assumir um papel de importância no contexto geopolítico global, mesmo sendo a sexta maior economia e o quinto maior país do mundo em território e população.
É essa contradição e esse embate, que vivemos hoje, em vários aspectos da vida nacional, incluindo a defesa e a exploração de petróleo. É preciso explorar o petróleo do pré-sal e nos armar, para, se preciso for, defendê-lo.  Mas, nos dois casos, não podemos esperar para fazê-lo nas condições ideais.
O resultado do Leilão de Libra reflete, estrategicamente, essa contradição geopolítica. Mesmo que esse quadro não tenha sido ponderado para efeito da negociação, ele sugere que se buscou uma solução feita, na medida, para agradar a gregos e troianos. Sem deixar de mandar um recado aos norte-americanos.
Independente da questão de capital e de tecnologia – a da Petrobras é  superior à dos outros participantes do consórcio – poderíamos dizer que:
a) Os chineses entraram porque, como membros do BRICS, e parceiros antigos em outros projetos estratégicos, como o CBERS, não poderiam ficar de fora.
b) Os franceses foram contemplados porque são também parceiros estratégicos, no caso, na área bélica, por meio do PROSUB, na construção de nossos submarinos convencionais e atômico.
c)  Os anglo-holandeses da Shell – mais os ingleses que os holandeses – entraram não só para reforçar a postura de que o Brasil não estava fechando as portas ao “ocidente”, mas também para tapar a boca de quem, no país e no exterior, dizia que o leilão estaria fadado ao fracasso devido à ausência de capital privado.
O lobby internacional do petróleo, no entanto, não descansa. Antes e depois do resultado do leilão, já podia ser lido em dezenas de jornais, do Brasil e do exterior, que o modelo de partilha, do jeito que está, é insustentável e terá que ser mudado.
Apesar da declaração do Ministro de Minas e Energia de que o governo não pretende alterar nada – e da defesa dos resultados do leilão feita pela Presidente da República na televisão – já se fala na pele do urso e as favas se dão por contadas.
Os argumentos são de que não houve concorrência – interessante, será que o “mercado” pretendia que o governo ficasse com mais petróleo do que ficou? – que a Petrobras não tem escala para assumir os poços que serão licitados no futuro – uma “consultoria” estrangeira disse que a Petrobras já está com “as mãos cheias” com Libra, e as exigências de conteúdo local.
Isso tudo quer dizer o seguinte: a guerra pelo petróleo brasileiro não acaba com o leilão de Libra. Ela está apenas começando, e vai ficar cada vez pior. Já que não podemos ter o ideal, fiquemos com o possível. Os desafios para a Petrobras, daqui pra frente, serão tremendos, tanto do ponto de vista institucional, quanto do operacional, na formação e contratação de mão de obra, no gerenciamento de projetos, no endividamento, no conteúdo nacional.
É hora de cerrar fileiras em torno daquela que é – com todos os seus problemas – a nossa maior empresa de petróleo.
A sorte está lançada. A partir de agora, os adversários do Brasil, e da Petrobras, vão fazer de tudo para que ela se dê mal no pré-sal.

domingo, outubro 27, 2013

Minas Sem Censura denuncia o “Pibinho” de Aécio Neves

publicado em 25 de outubro de 2013 às 15:07

do Minas Sem Censura (bloco de oposição em Minas Gerais, via e-mail)

DUDU DESMONTA A PARTILHA. E PREGA “PAU NOS JUROS !”

conversa afiada - Publicado em 27/10/2013

Ele diz que quer a partilha. Desde que a Petrobras seja sufocada.

Saiu na Folha (*), que a Cynara se recusa a ler:

PARA CAMPOS, SERÁ INEVITÁVEL DURO AJUSTE FISCAL PÓS-ELEIÇÃO

NATUZA NERY – DE BRASÍLIA
Independentemente do resultado da eleição do ano que vem, quem quiser governar o Brasil a partir de 2015 terá de fazer um duro ajuste fiscal. A avaliação é do governador Eduardo Campos (PSB-PE), reproduzida por diversos de seus interlocutores.
(…) ele tem defendido em diálogos recentes o que chama de “choque de responsabilidade”
(…)
“Qualquer que seja o resultado da eleição, será um ano difícil. Vai ter de ser duro para resgatar a confiança. O que conta é a previsibilidade, sem maquiagens”, disse o governador durante conversa com auxiliares na semana passada relatada à Folha.
(…)
O presidente do PSB se mostra contrário ao método de reajuste do salário mínimo automático, com base na inflação do período e no crescimento do PIB de dois anos antes. Concorda em garantir ganho real ao trabalhador, sem indexação.
(…)
Campos respeita as ideias de Pérsio Arida, um dos formuladores do Plano Real, …
O mais importante, porém, está num ”infográfico”:
“Petrobras – É a favor (?) do sistema de partilha, mas defende que a regra que obriga a Petrobras a ser sócia em ao menos 30% dos consórcios seja opcional no percentual”.

 

Como previsto, nesse ansioso blog, Dudu se encaminha, consistentemente, para se tornar o nosso Campriles.

Como se sabe, Dudu acabou de receber em Recife a “alta cúpula” da Folha.Navalha

Otavinho não chegou a levar seus 102 colonistas (**), porque não haveria suco de cajá que desse conta.

Portanto, suspeita-se que essa “conversa com auxiliares”, “relatada” à Folha, seja, na verdade, a transformação dos colonistas da Folha em “auxiliares” do Dudu …

Porque da Big House sempre foram, em sua esmagadora maioria, não é isso, Cynara ?

(O Otavinho até hoje não se recuperou da decepção de ter perdido o Paulo Francis. Se arrependimento matasse …)

Portanto, pode-se tomar o relato de Natuza Nery – essa moça vai longe … – como palavras do próprio Dudu.

Por aí, se percebe que ele retoma a ideia original do “tripé” da Bláblárina.

Que, na verdade, é do Persio Arida, que ele respeita tanto.

Porque o outro da dupla “Larida”, o André Lara Resende – que o Nassif imortalizou no livro “Cabeças de Planilha” (leia a entrevista com o Nassif) – parece ter influência sobre as ideias do “crescimento sustentável” da Bláblárina.

(“Crescimento sustentável”, como se sabe, é uma das falácias que escondem os neolibelês (***).)

O choque fiscal, ou de “responsabilidade” (o que pressupõe a “irresponsabilidade” da Dilma !) significa:

– arrocho salarial (daí ele rasgar a lei de correção do salário mínimo, aprovada pelo Congresso no Governo do Nunca Dantes);

– redução drástica do investimento publico;

– e, last but not least, como deseja o Itaú, pau nos juros !

Algo assim, como nos bons tempos do jenio neolibeles (***), o Armínio Fraga: 40% ao ano.

Será muito interessante aplicar um choque de “responsabilidade” em contas que exibem uma taxa de inflação seguidamente dentro da meta (quem não ficava na meta era o FHC) e uma relação dívida/PIB que é uma das menores do mundo.

Mas, como se sabe, aí o Dudu e a Bláblárina tentam encantar os teólogos que seguem a cartilha do FMI – clique aqui para ver o que a Dilma disse ao tucano Alckmin sobre os bons tempos do FMI.

“Choque de responsabilidade” numa economia com pleno emprego !

Quero ver o Dudu explicar isso lá num boteco de Brasília Teimosa:

“Meu querido, Severino (pode ser Inocêncio, também.) Desculpa, mas precisamos tirar o teu emprego. Vamos aumentar os juros… Casa própria, meu filho ? Minha Casa Minha Vida, Minha Casa Melhor ? Bye-bye ! Vamos ter que cortar o teu consumo, Severino, para ajustar as contas do jeito que o FMI e a Urubóloga gostam !”

O Dudu e a Bláblárina dançam o pas de deux que agrada a plateia cheirosa da Big House.

Mas, eles, finalmente, foram convidados para um o garden party na Big House por causa do desmonte que o Dudu quer aplicar no regime de partilha.

(O ansioso blogueiro dizia que a eleição de 2010 era sobre o pré-sal.

De 2014 será também !)

Dudu disse à Folha que é a favor da partilha.

Mesmo, amigo navegante ?

Ele é a favor da partilha SEM a Petrobras !

Logo, a partilha perde a razão de ser.

Porque essa lorota de a Petrobras continuar na partilha, mas num “percentual opcional” é desmontar a partilha – e a Petrobras.

E, aos ouvidos da Big House, quando ele assume essa posição, o naipe de violinos se ouve a fundo…

Vamos supor o impensável: o Dudu, a Bláblárina, o Aécio e o Cerra, num consórcio com o Itaú, assumem o Governo.

(O Jorge Bornhausen seria o presidente para privatizar o Banco do Brasil …)

O presidente da Petrobras será o genro do FHC.

O diretor de exploração da Petrobras, o Adriano Pires – quando eu crescer quero ser o Adriano Pires.

Aí, o Presidente Campriles pergunta ao genro: meu querido, quanto você quer explorar do campo ?

O genro consulta o Pires, e o Pires diz que a Petrobras não tem condições de ir além de 0,1% !

Perfeito !

A Petrobras terá, com o direito à “opção”, a “responsabilidade” de explorar 0,1% dos próximos campos partilhados …

Daí a se retirar da Petrobras – sempre tão incapaz, frágil, com a “defasagem” dos preços dos combustíveis, obsessão da Urubóloga … – coitadinha, a Petrobras, nesse cenário de opções, desiste também de ser a operadora única.

Além disso, como se sabe, a indústria nacional não tem como cumprir a sua parte de “conteúdo nacional”.

Tem que trazer tudo de Cingapura, mesmo !

Sai mais barato !, não é Reichstul ?

E estará aberto o caminho para a volta triunfal da Chevron.

A Chevron tomará conta da partilha: com a redução da Petrobras a 0,1% da exploração, e a perda do caráter de “operadora única”.

E a PPSA, amigo navegante ?

Bem, como é um cabide de empregos, mais uma invenção dos trabalhistas para empregar desocupados, fecha-se a PPSA em nome da redução dos gastos do Estado.

E o Gustavo Franco, de novo, presidente do Banco Central, consegue, enfim, realizar o sonho: vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa.

(Por um precinho um pouco maior do que o genro e o Adriano venderam um pedaço de Libra e o Cerra torrou a Vale, segundo o insuspeito testemunho do Príncipe.)

É nisso que dá o Dudu receber os colonistas da Folha.

Abre-se a caixa de Pandora do Palácio das Princesas.

Como diria o Oráculo de Delfos, ultimamente visto em Olinda, no restaurante Oficina do Sabor: o Dudu saiu da toca.

Paulo Henrique Amorim

Curtas

nucleomilitarblog – acesso em 27 outubro 2013

Mais Su-34 Entregues

Postado por Fabricio Gustavo Dillenburg

A Força Aérea russa recebeu, em cerimônia, mais bombardeiros de alto desempenho Sukhoi Su-34, produzidos na planta V.P. Chkalov Novosibirsk, em Novosibirsk. Trata-se apenas de mais uma etapa do processo de modernização das forças russas, que complementa outros aviões já entregues em maio e julho deste ano. O Sukhoi Su-34, cuja característica - de acordo com informações da própria Sukhoi - é a alta disponibilidade, vem sendo fornecido regularmente, e possibilitou à indústria russa estruturar uma significativa rede de empregos, impulsionando a economia da região. O bombardeiro (nome código Fullback, para a OTAN) compartilha a mesma estrutura de asa, cauda e naceles do motor com o Su-27, bem como os canards do Su-30, Su-33 e Su-35; mas tem um novo nariz e toda a fuselagem da frente também é nova, para acomodar o cockpit lado-a-lado para os dois pilotos. Com autonomia de 4 mil quilômetros, tem 12 pontos duros capazes de carregar mais de 8.000 kg de armamento, incluindo as mais novas armas russas de ataque guiado de precisão, e possui um canhão de 30mm GSh-30-1. (Fonte: DefenceTalk)

 

Peças Defeituosas

Postado por Fabricio Gustavo Dillenburg

O proprietário de uma empresa de New Jersey que possui contratos com o Departamento de Defesa dos EUA admitiu que forneceu peças de aviões defeituosas, além de enviar dados sensíveis para o exterior sem a devida aprovação. Robert Luba era o proprietário e gerente geral da empresa Allied Components em Sparta (uma localidade de Nova Jersey). Em um tribunal federal em Newark ele admitiu na quarta-feira que teria fornecido peças para caças F-15 da USAF (Força Aérea dos EUA) que foram feitas na Índia, violando a exigência de fornecimento de peças de fabricação norte-americana. A pena pode chegar a cinco anos de prisão. O procuradoria dos EUA disse que a Força Aérea teve que “groundear” 47 caças para a inspeção por causa das peças fora de conformidade. Luba, de 47 anos, também se declarou culpado por ter enviado, via email, informações técnicas sobre um componente de um submarino de propulsão nuclear para a Índia sem obter a permissão do governo. Isso pode lhe render 20 anos de prisão. (Clipping - Fonte: Tribtown.com / Poder Aéreo)

 

Ataque Israelense

Postado por Fabricio Gustavo Dillenburg

Mais uma ação militar da Força Aérea de Israel contra as forças consideradas perigosas à soberania do país. Na fronteira entre o Líbano e a Síria, aviões israelenses abriram fogo e destruíram uma coluna de caminhões com mísseis sírios destinados para os militantes do movimento libanês Hezbollah, escreve o jornal kuwaitiano Aljarida, citando uma fonte em Jerusalém. A publicação observa que a operação da Força Aérea israelense foi realizada ainda na segunda-feira passada. Não se sabe, no entanto, onde foi realizado o ataque, no Líbano e na Síria. (Fonte: Defesa Aérea e Naval / Voz da Rússia)